Como agradar uma mulher na cama e evitar os orgasmos fingidos

Por: Edu | Em: Mundo Macho | 30 de dezembro de 2010

A convidada de hoje é  a Bel que nos escreveu um verdadeiro guia

uma afronta, uma humilhação, um verdadeiro mayhem que justamente no blog do macho moderno exista uma opinião deveras coerente expressa sobre a quantidade absurda de mulheres que fingem orgasmo sem nenhuma réplica masculina a altura.  Mas ao contrário do que a Acid Girl dá a entender como sua opinião –é babaquice feminina fingir orgasmos, e a jumenta que faz isso merece viver no limbo da frigidez– eu penso justamente o contrário: orgasmo fingido nasce de uma performance masculina pobre e digna de pena. Veja bem, eu nunca precisei fingir orgasmo com um cara que me comesse direito; reservo as minhas melhores atuações orgasmáticas a meninos que agem como se tivessem sido criados a vida inteira por suas avós. Existem casos e casos, mas nem sempre as mulheres fingem orgasmo porque são babacas submissas que querem deixar seu macho com o ego inflado.

Tenho vinte e poucos anos, uma vida sexual saudável e ativa até demais, pro padrão das meninas mais comportadas. Costumava ter uma coluna sobre sexo e relacionamento num site que faleceu faz algum tempo, ou seja: conversar sobre sexo nunca foi um problema para mim, os meus leitores antigos bem sabem disso. Fazer sexo então, um problema menor ainda. Mesmo assim, já fingi orgasmos. Vários, inúmeros, incontáveis… o que é embaraçoso para os homens que já passaram pelo meu leito de amor, e não para mim. Não sei das outras meninas, mas eu finjo orgasmo por pura preguiça, e não para que ele se sinta O Comedor. Na maioria das vezes, tô pouco me fodendo pro ego sexual do rapaz em questão. Mas aí o cara tá lá, no maior gás, empolgação, fricção, mexe-mexe, UHUL!, e… não tá acertando.  Simplesmente não tá bom. Sério, imagina a situação e me diz o que é que dá pra fazer? Empurrar o cara pro lado, bufando, cruzar os braços e fechar a cara? Bocejar? Mandar um “acaba logo que já to ficando com sono”? Aí cês vem com “mimimimi, suas frígidas”. Dá um tempo, né, colega. Quando o vuco-vuco não tá legal, o procedimento padrão é optar pela solução mais simples: fingir. Aí a gente finge que goza, o rapaz goza, o sexo acaba, e eu vou estar doente/trabalhando/dormindo/em coma na UTI/sendo abduzida por Asgards toda vez que esse cara resolver me ligar. Indolor e sem traumas para ambas as partes.

Eu sigo a premissa que sexo é que nem pizza: até ruim é gostoso. Tem vezes que nem tá aquela coooisa toooda, mas é melhor do que estar assistindo TV, ou no cinema, ou ouvindo música, ou jogando Paciência Spider. Tem vezes que é gostoso pra caralho, mas a mulher não goza, por diversos fatores –inclusive os psicológicos citados no vídeo da Acid Girl. Tem vezes, e vezes, e vezes; e eu estou aqui, meu caro macho moderno, para que você não seja simplesmente mais uma vez, e sim para que você seja aquela vez, um daqueles para o qual nossas pernas se abriram naturalmente, e não por quê ainda não tinha saído o novo episódio de Lost. Aquela vez que comentaremos com as nossas amigas em meio a risadinhas pérfidas, aquela vez na qual pensaremos em companhia da duchinha morna nas noites solitárias, aquela vez que fomos liberadas das amarras do orgasmo fingido, aquela vez em que, letárgicas na cama após horas de metelança pudemos pensar: ISSO SIM É UM JORGE CLOONEY! Eu estou aqui, amigo, pra te ensinar alguns passos básicos desse tango promíscuo. Não que você seja um dançarino amador, mas talvez seja uma boa hora para rever e relembrar o dois-pra-lá-dois-pra-cá. Por melhor que você seja, sempre é bom escutar a crítica de quem baila el mambo do outro lado da pista, né?

Rufando os tambores: preliminares.

Um mito comum que a Acid Girl cita em seu vídeo é o que diz “a mulher é guiada pelo sentimental mimimi”. Bobagem, colega. Numa foda recreativa, aquelas de uma noite só, eu pouco quero saber de sentimentos, o máximo que quero é ser tratada com respeito –mas não respeito demais, senão você vai segurar minha cintura como se eu fosse a sua tia-avó. Mas você também não pode tratar a mulher como se ela fosse uma atriz pornô dos filmes ATM, onde comer o cu da moça e gozar na boca logo depois é a coisa mais normal –e deliciosa– do mundo. Ok… existem mulheres que gostam desse tipo de ação, mas aqui vou tentar dar enfoque no que agrade a maioria. Nas preliminares, o ideal é que você seja um touro que não dê coices. Apertar, puxar, morder é totalmente válido e bem-quisto. Deixar algumas marcas de amor, ok. Arrancar pedaços, jamais –guarde isso para aquela costelinha feita no bafo da churrascaria do Tonhão. Aqui, o ideal é demonstrar que você é o cara viril que vai dobrar a moça como se ela fosse um pretzel na hora do vamo-vê. No estágio dos amassos, normalmente ainda estamos decidindo se vai rolar o ou o desce.

Importante é não ignorar aquelas zonas erógenas clichês que cê tá cansado de conhecer. Pescoço, orelha, boca, seios, barriga, coxas, virilha, enfim, aquelas áreas que normalmente você dá só uma lambidinha e já quer partir pro gol. A maioria das mulheres não finge orgasmo porque você é ruim de cama, e sim porque você não estimulou o suficiente. Lembre-se, amigo: o pinto da mulher é o clitóris. Você tem, no mínimo, dez centímetros a mais de vantagem sobre a gente no tocante de sentir tesão. Não é de se admirar que mulher seja tão reclamona sempre, mas enfim.

Cortejar e tirar a roupa

É um estágio complicado, já que com a calcinha no chão a tentação fica ao alcance da mão (rima não intencional). Quando um cara segura a onda e utiliza os dedos sabiamente nessa hora, dá vontade de agradecer aos céus por ainda termos pessoas generosas e pacientes no universo. Quando utiliza a língua, então… e nem estou falando apenas do sexo oral, e sim de conciliar as lambidas estratégicas do tópico acima  com o dedilhado na guitarra. É difícil explicar como o tesão irrompe na mulher, o máximo que posso dizer é que vem do corpo todo, mas é catalisado na amiguinha. Por isso, caso você queira um sexo que satisfaça plenamente uma mulher, seja paciente. E habilidoso. Conforme os pedaços de carne forem surgindo por debaixo dos panos, dedique-se um pouco a eles. Não precisa ser romântico, apenas dedicado.

Acredite em mim: das vezes em que o sexo foi bom, mas fingir o orgasmo fez-se necessário, foi simplesmente porque o cara passou pouco tempo se dedicando. Talvez ele tenha achado irrisório, talvez ele tenha achado que os suspiros eram um sinal bom o suficiente… só sei que a excitação não foi o suficiente quando o vuco-vuco pra valer começou. Nessas horas, a pressa é inimiga da perfeição MESMO.

Sincronizar com o ritmo

Como vocês já repararam, eu vejo o sexo como uma dança: o homem conduz, mas a mulher dita o ritmo. As mais românticas preferem as valsas, as mais assanhadinhas um foxtrot. Além da paciência e da dedicação, grande parte do sucesso vem da habilidade de você, meu querido cabrone, conseguir decifrar o ritmo da moça. Aqui trabalho é muito mais mental que corporal, e é nesse ponto que separamos os homens dos chipanzés. Se o cara pouco se importa com isso e só quer meter e gozar, a leitura desse tópico é irrelevante pra ele. Fecha essa janela aqui e vai lá encarar a vida inteira sem satisfazer uma mulher, vai.

Parece estranho falar em pensar e observar durante o sexo, mas acredito que tal ato, por mais frugal que algumas vezes seja, envolve sempre uma troca. Troca de prazer, troca de afeto, troca de carícias, troca de toques e, mesmo que o momento seja efêmero, troca de cumplicidade. Na minha opinião, quem só quer saber de tirar a roupa e meter é moleque semi-virgem (ou pessoas comuns numa rapidinha, mas aí caímos de novo nas exceções). Homem que é homem sabe que o sexo é como uma troca, uma relação a dois, onde o seu prazer também vai depender do prazer de outrem. E é aqui que retomo o início do texto: orgasmo fingido eu dedico a meninos. Homem não se deslumbra irracionalmente por um corpo nu, a ponto de perder a órbita e não ter mais controle sobre o que faz. A não ser que esse corpo nu seja da Megan Fox ou da Katy Perry, mas ó você ali comendo as duas ao mesmo tempo, né. É nesse ponto que as mulheres separam o joio do trigo, amigos: na hora em que percebemos que o cara sabe fazer sexo, e não apenas segue o pré-jurássico instinto básico da cabeça de baixo, que até antílopes e salamandras são capazes de desempenhar. Sad but true, companheiro.

Finalizando essa epopéia homérica, apenas posso jogar as mãos pra cima e agradecer o fato de que eu sou mulher. Homens precisam de paciência, dedicação, virilidade, habilidade, sagacidade, tato, macheza, esperteza e um pinto grande pra satisfazer uma mulher na cama. As mulheres precisam apenas saber rebolar bem, suspirar e gemer nas horas certas, esfregar uns peitinhos na cara e ser gostosa e safada. Não é que homens são espertos por não fingir orgasmos, é que eles simplesmente não precisam. É fácil demais ser uma potranca e satisfazer o cara. Pelo menos alguma coisa tinha que vir fácil pra gente, né?

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