• Uma noite no bordel pode ser um desastre – A Vida de Jack Testosterona

    Por: | Em: A vida de Jack Testosterona | 20 de fevereiro de 2016

    jacks
    Mesmo com várias mulheres à disposição eu quis realizar um fetiche. Fui a um bordel. Esses de beira de estrada. Sempre me perguntava: “Por que nunca parei em um antes?”. E sempre que passava por um, pensava: “Um dia vou em um desses.” Eu deveria ter ficado só com o pensamento…

    Mas não. Eu, Jack, precisava ir em um bordel para realizar um fetiche. Bom… Não era sujo; ponto positivo. Tinha muita mulher bonita; ponto positivo. Tinha muita bebida; outro ponto positivo. Não vi os preços… Ponto negativo.

    Como estava pouco movimentado, me senti o rei do pedaço. Tinha todas as atenções voltadas a mim. Pra começar, me sentei e acompanhei encostado em uma poltrona de braços abertos, a performance de uma stripper no mínimo sensacional. Pedi algumas doses para acompanhar toda a alucinação do momento. Cheguei a ter quatro garotas me servindo e dançando para mim. Naquele momento eu estava no paraíso.

    Eu achava que a situação estava tão boa que não parei de beber. Bebi tanto e tão rápido que não percebi quando o álcool subiu para a cabeça. Eu estava completamente bêbado quando levei duas mulheres para uma das salas privadas. E ainda paguei adiantado.

    Para elas, que gostaram de mim, era só mais um cliente. Um ótimo cliente. Mas eu estava bêbado. Muito bêbado. Fui empurrar a cadeira para me levantar e acabei derrubando-a com tudo o que tinha em cima. Quebrei um copo e duas garrafas, uma de cerveja e uma de wisky. Pra piorar quando fui erguer a mesa, me desequilibrei e caí com o ombro no chão. Pelo menos elas foram educadas e antes de rirem da minha cara, me perguntaram se estava tudo bem. Mas nem que não estivesse. Eu nunca ia dizer que estava tão bêbado que nem me aguentava mais.

    Fomos para a sala privada. De cara já rasguei a cortina quando tropecei em um degrau. Que eu não sei por que raios tem a porra de um degrau naquele lugar. Tudo bem, as garotas me apoiaram e tentaram me colocar na cama. Tentaram. Eu vomitei na cama inteira e elas saíram correndo.

    Fiquei sentado uns dez minutos na beira da cama esperando me recompor, então decidi ir embora. Já tinha tido minha cota de diversão, estava começando a dar trabalho. Eu pensava que estava indo embora, mas eu não sei por que a porra da bandeira do meu cartão não passa na maioria dos lugares que frequento. Eu tenho que aprender a perguntar assim que entro em um estabelecimento. Ainda vou aprender.

    As garotas me custaram quase todo o dinheiro em espécie que eu tinha comigo e, como já disse, eu não tinha visto os preços. NUNCA MAIS eu volto para beber em um bordel. Ficou caro pra caralho e eu não tinha como pagar. Depois de muita conversa com o dono do lugar e muitos empurrões dos seguranças, entramos em um acordo: eu lavaria e limparia tudo e depois, quando acabasse, eles iriam me acompanhar até minha casa para receber o resto.

    Aquilo durou a noite inteira. Só acabei tudo seis horas da manhã, quando todos foram embora. Sim, o dono do bordel foi com o carro dele me seguindo até em casa. É… O carro dele é bem chamativo e tem um adesivo em cada lado com o nome do bordel, todo mundo conhece. Ele parou em casa, pegou o dinheiro e foi embora.

    Agora todos os meus vizinhos sabem onde passei a noite, sabem que passei vergonha, e eu realmente não me importo. No final de tudo, acabei indo para um bordel realizar um fetiche e voltei pra casa todo fodido.

    (Este texto é do Murilo Tavares Ferreira. Tem uma ideia e quer escrever um conto do Jack? Manda pra gente!)

    LEIA OUTRAS HISTÓRIAS DE JACK TESTOSTERONA

  • Uma mulher pra cada par de copos – A vida de Jack Testosterona #12

    Por: | Em: A vida de Jack Testosterona | 22 de setembro de 2015


    Não tem mais copo no armário. Estão todos sujos na pia. E isso indica duas coisas: que não lavo louça há uns dias, é óbvio, e que tem vindo muita mulher aqui. Vou explicar. Conto um par de copos pra cada mulher que dorme aqui. Por quê? É simples, olha: se os caras vêm pra cá ou alguma mina também e bebem só cerveja, é na garrafa e não fica copo sujo, certo? Agora, se a mina dorme aqui, tomamos água em algum momento, e água tem que ser no copo. Daí o par entra pra conta. A cada par de copo na pia, é uma mina que ficou por aqui. Entendeu?

    As vezes dou sorte de alguma se comover com a situação e lavar a louça por vontade própria porque, como você sabe, eu jamais pediria. É claro que, as que lavam, só fazem isso porque não fazem ideia dessa lógica aqui. E eu espero que o amigo não espalhe. Consegue imaginar a confusão? Ia voar copo pra todo lado. Mas perder copo não é tão ruim quanto perder mulher, você vai concordar comigo.

    Não que eu fique contando, nem tenho tantos copos, na verdade. Pra um cara que mora sozinho, acho que tenho louça até demais. Faço poucas refeições em casa, levo as gatas pra comer fora. Mas às vezes os caras inventam de cozinhar alguma coisa aqui, então é bom ter uns pratos e panelas.
    Pensando aqui, pelo bem dos relacionamentos alheios, é bom mesmo eu nem me prolongar nessa teoria porque, se ela se espalha, já pensou o que vai ter de mulher louca quando encontrar copo a mais na pia? Até você explicar que não é nada disso que ela tá pensando, que a vizinha do 301 tava sem água e pediu tomar banho aí. Opa. Não, deixa pra lá.

  • A arte de convencer uma mulher – A Vida de Jack Testosterona #11

    Por: | Em: A vida de Jack Testosterona | 17 de agosto de 2015

    A gente já tava saindo há um tempo e, um belo dia, ela mandou o famoso “precisamos conversar”. Nos encontramos pra tomar um café numa sexta-feira. Às sete. Pois é, por aí já dá pra imaginar que não ia dar em boa coisa. Eu já sabia que não ia ter fodinha. Ela pediu chá. Estava com a voz um tanto calma, então, ao que tudo indica, queria brigar. Brigamos. Ela brigou, na verdade. Eu ouvi, quieto. Só prestava atenção naqueles peitões balançando conforme ela mexia os braços enquanto falava, um tanto nervosa. Pedi desculpa e toda aquela coisa. Ela dizendo que me amava, mas que ia embora porque não aguentava mais.

    O que eu vou fazer, né? O problema é que não é tão simples. Quer dizer, até é. É que sigo uma lógica minha que é a seguinte: não sou de nenhuma das minhas mulheres, mas não gosto muito que minhas mulheres sejam de mais alguém. Não questiona, cara. É isso.

    Bom, daí ela se acalmou, a gente se abraçou – ela triste, eu amassando aqueles peitos. Que horror, nada! Queria ver se fosse você no meu lugar. E ali eu já tava pensando num jeito de dobrá-la. Não é tão difícil, só requer um pouco de prática. Fomos caminhando em direção ao metrô – ela estava decidida a ir embora. Parei de repente, encostei na parede, segurei e puxei sem nenhuma força aqueles bracinhos ainda trêmulos e arrisquei:
    – Passa a noite comigo?
    – “O quê?!”, ela perguntou indignada.
    – É. Não encosto em você, prometo. Só me faz companhia.
    – Você só pode estar brincando. Acabei de falar que não quero mais saber de você, não ouviu nada do que eu disse?
    – “Juro”, menti.
    – Não confio em você.
    – Vai…

    Cara, é aí que tudo acontece, presta atenção. Ela fez aquela cara de reprovação, meio que levantando os olhos pra alcançar a altura dos meus e tombou a cabeça um pouco pra esquerda, tipo aquela expressão de quem não tá acreditando mesmo. Ela sabia que não ia dar certo. E, nesse caso, “não dar certo” significa “dar certíssimo”. Aí ela trocou a perna de apoio do corpo, colocou aquele meio sorriso no canto da boca, bem sutil. Puxou o ar, estufando mais aqueles peitos e, como era de se esperar, deu um soquinho na boca do meu estômago seguido de um: “Eu odeio você”.

    Quando nos demos conta, estávamos tomando café da manhã na padaria ali perto. Ela sorrindo e tomando aquele negócio de suco com mato. Eu ali, olhando pra ela, sem saber se queria um café ou um boquete.

  • Por que você deve chupar sua parceira – A Vida de Jack Testosterona #10

    Por: | Em: A vida de Jack Testosterona, Sexo | 31 de julho de 2015

    Vocês já devem ter ouvido falar sobre a pesquisa que diz que “1 a cada 3 homens sentem nojo de fazer sexo oral na parceira”. Primeira palavra errada: parceira. Se o cara sente nojo de fazer, sendo que ele recebe, não é parceria. É via de mão única de prazer, onde ele quer gozar e quer que ela assista. O Tio Jack vai ensinar umas coisas.

    O bom e velho vídeo pornô é legal, a gente gosta, assiste, curte. Até aí, tudo bem. O problema é que tem uns presepeiros que aprenderam educação sexual em pornô. Porra. Chega na hora H, quando finalmente deixou a punheta de lado pra ir para um verdadeiro rala-e-rola, e o cara se acha o ator pornô e quer que a mulher faça todas suas vontades, gema até acordar o vizinho, goze trezentas e setenta e cinco vezes e no final não recebe nenhuma caríciazinha mais íntima. Um filha da puta desse tinha que morrer batendo punheta pra Faye Reagan.

    A melhor frase que li sobre essa questão do nojo do sexo oral, foi: “Jogador que vai entrar em campo, tem que beijar o gramado.” (Autor Desconhecido). Isso é a mais pura verdade! O cara que não honra o gramado que vai jogar, merece passar vergonha dentro de campo. Broxar e os caralho. E eu não acredito que terei que escrever sobre alguns motivos para se praticar o sexo oral.

    É completo. Cair de boca na perseguida, na xoxota, na vagina, na buceta, enfim, é uma atividade que se faz com o tato, com o paladar, é uma experiência sensorial boa tanto para você quanto para sua parceira. Levante os olhos, olhe como ela fecha os olhos bem devagar, como parece estar provando algo muito bom e não quer que pare. Existe coisa mais bonita que isso? E você sente nojo da beleza? Aproveite para descobrir o que ela mais gosta. Aproveite para conhecê-la melhor. Afinal, nada melhor que conhecer o berço de tantos prazeres de pertinho.

    De resto, vocês podem pesquisar dicas no Google, benefício científicos e sei lá mais o quê. Mas, uma coisa levem pra vida. Prazer, por mais que seja uma palavra no singular, é melhor existir no plural. Pra você e pra ela. Não seja um babaca. Aproveite que hoje é Dia do Orgasmo e proporcione uma bela chupada na sua mulher. Ou eu torcerei incansavelmente para que ela encontre alguém melhor de boca do que você. E acredite. Elas acham.

  • Pela legalização do palavrão – A Vida de Jack Testosterona #9

    Por: | Em: A vida de Jack Testosterona | 06 de julho de 2015


    Muitas vezes reclamam que eu falo muito palavrão. Dizem que quem utiliza-se muito de palavras de baixo calão é que não tem o que dizer. E que eu tinha que me preocupar com isso. Afinal, o que pensariam de mim? Bom. Foda-se.

    Eu só quero ter o direito de esbravejar alguns palavrões em paz. Só isso. Sem prejudicar ninguém, nem agredir ninguém, apenas pelo direito de poder exclamar “Puta que pariu!” quando esqueço a carteira em casa e já estou no rumo do motel. Ou de xingar solenemente o filho da puta que me corta no trânsito. Claro, com os vidros fechados, onde somente a minha alma possa me escutar.

    Além disso, o palavrão tem um efeito relaxante e libertador. Todo mundo já falou ou escreveu sobre, não é nenhuma novidade. Existem coisas e situações que só são melhor expressadas através de um sonoro palavrão. Afinal, ninguém dá com o dedo do pé na porta e exclama “Ai caramba!”. Aliás, acho que nem os mexicanos falam assim, só nas novelas mesmo.

    “Mas é feio! É inconveniente!”. Não consigo entender. É uma palavra, como qualquer outra. A única diferença é que, em sua maioria, refere-se a alguma coisa sexual. Ou seja. O tabu não é o palavrão. É o sexo. Porra. Não sei quantos milênios de civilização pra ficarem com frescura por causa da palavra “buceta”? Esse povo acha que veio da onde? Da cegonha?

    Sou pela legalização do palavrão, que já é mais controversa que a da maconha. Não por leis escritas. Mas pela lei da hipocrisia que, infelizmente, é o que reina nesse caralho.