• Colunista do Testosterona vai lançar livro na Bienal; leia alguns trechos

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 13 de agosto de 2016

    É com muito orgulho que contamos a você essa novidade. Nosso querido André Filho, publicitário, escritor e colunista de longa data aqui no Blog, marcou o lançamento de seu primeiro livro de crônicas, “Prosa Nova – é pau, é pedra, é crônica”, pela editora Empíreo, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A sessão de autógrafos será no dia 28 de agosto, das 11h às 14h45, no Pavilhão do Anhembi.

    André mantinha seus textos em seu blog pessoal E Coisa e Tal e intercalava publicações na coluna Pensamentos Machos no Testosterona. Inclusive, muitos dos textos do livro foram publicados – e ainda podem ser lidos – por aqui.

    andre-livro

    Enfim, escritor

    Lançar um livro era um sonho de André e ele diz que agora o sentimento é de “estar completo”: “Eu forcei pra ele saísse logo porque eu sempre quis me intitular ‘escritor’. Eu sou apaixonado pelas palavras, gosto do poder que elas têm”. O livro é uma compilação de crônicas sobre o cotidiano, com alguns pensamentos, com contos, “causos” e diversas crônicas que pintam a vida cotidiana.

    Podemos dizer até que o livro foi feito para os leitores do Testosterona. Segundo André, “muitos dos textos foram pensado para o Blog, seu público e audiência. Porque eu nasci no Testosterona. Antes de escrever pro Blog, eu não escrevia pra lugar nenhum, e isso me fez ter uma produção mais frequente, então o livro é para os leitores”, conta.

    A equipe estará lá com certeza. Podemos contar com você?

  • Leitor, queremos conhecer você – responda nossa pesquisa!

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 06 de julho de 2016

    PESQUISACaro leitor do Testosterona, tanta coisa mudou nesses oito anos em que estamos no ar e agora, mais do que nunca, queremos conhecer você melhor.

    Como no ano passado, montamos uma pesquisa super simples para saber um pouco sobre você, o que você gosta e, claro, o que você não gosta também.

    Para nos ajudar, é só responder às perguntas que estão aqui neste link.

    É bem rápido, não vai tomar nada do seu tempo e, acredite, vai ajudar a gente demais!

    Podemos contar com você? ;)

  • Fui enganado durante minha viagem para a Argentina – e deixo aqui o meu alerta

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 17 de maio de 2016

    Todos nós já passamos por poucas e boas em viagens, principalmente, no exterior. Certa vez, eu e minha mulher passamos por vários causos na Argentina. Ressalto que sou extremamente contra o bullying que é feito com os hermanos, mas, não posso negar que, certas vezes, alguns fazem por merecer.

    Primeiro susto que tomei, foram com as contas dos restaurantes. E vocês bem sabem o trauma que eu tenho de contas. Eu calculava certinho, pra não dar nenhum centavo a mais no final. Porém, sempre esquecia que tinha a porra do “cubierto”. Na primeira reclamação, um olhar de soslaio e uma cara de impaciência do garçom. Explicaram-me que aquele valor era cobrado pelos talheres que utilizávamos. Se minha mulher tivesse deixado eu comprar nossos talheres e sair andando pra cima e pra baixo com eles, sabe-se lá quanto não teríamos economizado. Pensei até em comer com a mão, comer só com o garfo, tomar sopa botando a boca na beira do prato, mas, nenhuma das minhas ideias foram aprovadas. Fiquei com trauma de “cubierto“.

    Mas, nem só com “cubierto” tivemos prejuízo. Esta outra, inclusive, foi ingenuidade nossa. Estávamos em um ponto turístico famoso de Buenos Aires, o El Caminito, e queríamos tirar foto com os “dançarinos de tango”. Não esperaram nem a gente pedir, a mulher me puxou, o homem puxou minha mulher. Não disseram nada. Batemos as fotos. A “dançarina” vira-se para mim e fala: “São 100 pesos cada foto. Você bateu duas e ela duas, 400 pesos”. Jurei que apagaria as fotos na frente dela! Depois disso, não podíamos ver mais nenhum “dançarino” por perto. Um deles chegou a puxar minha mulher e se arrependeu amargamente: “EU NÃO VOU SER MAIS ROUBADA AQUI NESSE CARALHO, ENTENDEU?”, lhe falou sutilmente. Se não entendeu o português, com certeza entendeu o caralhês.

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    Perto do final da viagem, fomos dar um último passeio em uma rua cheia de lojas e pontos comerciais, a Florida. É preciso contar um detalhe: eu adoro mágica. Adoro a sensação de conseguirem enganar meus olhos sem muito esforço. E aquela rua é cheia de mágicos com os mais diferentes truques. Quis o destino que eu me aproximasse de um deles. Foi o primeiro, inclusive, a interagir conosco. Pediu para tirarmos duas cartas do baralho e eu já com olhar infantil, feliz da vida por estar brincando de mágica. Enquanto distraía a plateia, afastou-se um pouco e perguntou: “da onde são?”. “Do Brasil!”, respondemos. “Já foram roubados na Argentina?”. Pensei em dissertar sobre os causos anteriores, mas, achei melhor não, podia pegar mal e foram coisas pontuais. “Não, não”, respondemos e rimos. “Ahh cuidado! Olhem logo a bolsa. Pois, se não foram, serão!”. Rimos bastante. Ele acertou as duas cartas e fomos embora.

    Chegamos no hotel e a minha mulher foi postar as fotos do dia em seu Instagram. Não o fez por um único detalhe: não conseguia encontrar seu celular. Buscamos no quarto inteiro, refizemos nossos passos, mexemos na mala, mas o celular havia sumido. Sumiu? Lembrei do mágico. Que filho da puta. Ainda avisou. Nem pensamos em voltar lá, era capaz dele conseguir levar até coisa que estava aqui no Brasil.

    É inerente ao turista passar por essas coisas, não tem jeito. Aqui no Brasil, por exemplo, os coitados acabam comprando coisas em aeroporto, que custam vinte vezes mais do que na banquinha na esquina. Mas, por via das dúvidas, pergunto tudo antes, não aceito mais nada que parece ser de graça. Mágica? Não, obrigado. Agora só em vídeo do Youtube, com o saudoso Mister M, que contava tudo pra gente não ficar com cara de leso no final.

    Confira mais histórias como essa no Snapchat do André: andremartha

  • Levei a namorada pra jantar e a conta deu muito mais do que eu imaginei

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 10 de maio de 2016

    Quase que eu vou à falência em um dos primeiros jantares que tive com a minha mulher. No começo de namoro, é quase impulsiva a vontade de impressionar sua namorada. Era dia dos namorados, e eu não podia fazer feio. Escolhi um dos restaurantes mais badalados da cidade, separei um dinheirinho economizado e fomos.

    A minha tática era, sutilmente, fazer as contas durante o jantar, para saber quanto viria a conta. Se eu tomasse um susto, minha namorada poderia perceber. Não podia fazer feio, nem deixar com que a conta viesse mais alta que o tanto de dinheiro que eu tinha.

    Os garçons começaram a passar com bandejas portando diversos tipos de entradas: frios, coxinha, unha de caranguejo e outras coisas gostosas. Quanto deveria custar aquilo? Não tinha o preço no cardápio e eu não queria perguntar. Joguei pro alto. Uns 10 reais cada?

    Depois de comer algumas – calculadas – entradas, fomos ao prato principal. Ela dava uma sugestão e logo eu informava que era alérgico ao preç…digo…camarão. Escolhemos um prato e solicitamos ao garçom. “Os pratos são individuais”, nos informou. “Fica feio eu dizer que não tô com fome?”, pensei. Fingi escolher outro prato, enquanto tentava calcular mentalmente em quanto estava a conta. Sou de humanas, imaginem meu sofrimento.

    jantar-namorada
    Busquei me acalmar, era uma data especial e eu não poderia estragar a noite por mesquinharia. Pelos meus cálculos, o valor ainda estava abaixo do dinheiro que havia separado. Não precisava me preocupar. Jantamos calma e romanticamente.

    Pedi a conta com a convicção de alguém que já estava com tudo calculado na cabeça, pronto para só confirmar o valor e entregar o dinheiro sem pestanejar.

    A conta chegou e eu descobri o quão falho eu sou em matemática, e como eu sou ingênuo na hora de supôr o valor das coisas. As entradas, que eu imaginava 10 conto cada, beiravam o salário mínimo. O jantar, que era individual, custava o mesmo que o supermercado de casa, que alimenta seis pessoas. De bebida, parecia que eu havia bebido a cantareira inteira.

    Fingi um mal-estar repentino e fui ao banheiro. Chorei um pouco, mas logo me pus a contar o dinheiro. Detalhe: não ia dar! Voltei pálido para mesa e minha namorada notou. “Está bem, amor? Olha, você quer dividir a conta?”. “Tô bem sim. Não…não vamos dividir. Não se preocupe.”

    “Eu que vou ter que dividir uma parte no dinheiro, outra no cartão e mais uma no vale transporte”, pensei. Por sorte, meu cartão de crédito ainda passava – saudade dessa época – e eu, realmente, precisei pagar metade no dinheiro e a outra no cartão. Falei pra ela que era mania minha, coisa de gente excêntrica, sabe?

    Arrisquei minha dignidade, apostando que ainda sobrasse um saldo no cartão para que a maquininha mostrasse a tão esperada mensagem: “Transação aceita”. Não calculei um plano de fuga, caso não fosse autorizado. Um ataque cardíaco? “Sua senha, senhor”. Suei frio. Foram os cinco segundos mais longos de minha vida. Eu tava suando? Não podia fazer feio. Passou. “Retire seu cartão”. Recuperei a dignidade. Entreguei o dinheiro sem pestanejar. Puta que pariu! Estava sem dinheiro e com o carro na reserva. Não podia fazer feio, comecei a rezar para, pelo menos, chegar na casa dela.

    Acompanhe outras histórias e dramas da vida real no Snapchat do André: andremartha

  • Dia do Amigo – Nossa homenagem aos amigos da semana toda

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 18 de abril de 2016

    O Dia do Amigo chegou em uma segunda-feira, pra mostrar que os amigos estão aí pra qualquer coisa. Mesmo quando começamos a nossa semana meio cabisbaixos, com saudade da rede ou do edredom e aquele clima de chuva. Os amigos são aquela dose de força de vontade que precisamos para levantar da cama e enfrentar a semana!

    Muitos de nós temos aquele “amigo segunda-feira”, o responsável, que quer nosso bem, mas, muitas vezes, dá vontade de mandar ele calar a boca só por mais 5 minutinhos. Temos, também, o “amigo terça-feira”: daquele do joguinho de baralho de toda semana, ou o Fifa nosso de toda terça, ou aquela pelada que, mesmo sendo ruim de bola, insistimos em aparecer toda semana.

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    O “amigo quarta-feira” é nosso parceiro de estádio! É o amigo do futebol, da emoção de ver nosso time jogar, da vontade de xingar todos os antepassados do juiz e pedir falta sem nem parar pra respirar. Logo depois tem o “amigo quinta-feira”! O amigo do barzinho, que conhece o melhor voz e violão da cidade. Que só te leva pra lugar legal pra comer. Chapa, sushi, picanha em tira, chopp mais barato, esse cardápio é com ele mesmo.

    Até que chega no sexta-feira! O amigo do happy hour, da balada, daquele show, do alívio de poder encontrar o sábado e o domingo. São, também, dois grandes amigos. O sábado é aquele amigo mais light, fitness, que te chama pra correr, pra malhar e tem pique pra andar mais 10 km e você já tá na baba. E o domingo é aquele amigo que já é da família, que se serve antes do seu pai e da sua mãe e fica contando piada pra sua avó.

    Não importa o dia. Todos são essenciais em nossa vida. Imagine uma vida só quarta ou só sexta. Seria um tédio. Portanto, essa homenagem é um viva para todos nossos amigos. De segunda a domingo!

  • As mentiras que os homens contam (e as mulheres fingem que acreditam)

    Por: | Em: Pensamentos Machos | 01 de abril de 2016

    Uma das inspirações para a criação deste Blog foi o livro “As mentiras que os homens contam” de Luís Fernando Veríssimo. De lá para cá, muita coisa mudou. As tecnologias avançaram, foi criado o Facebook, Instagram, Whatsapp, Tinder, Snapchat. A Seleção Brasileira ficou ruim e o Dunga foi de herói pra vilão. O Corinthians ganhou um Mundial tendo ganho uma Libertadores. O Palmeiras, enfim, permanece sem Mundial (algumas coisas nunca mudam). E as mentiras ficaram mais elaboradas, mais complexas e um tanto mais estratégicas.

    Os meios de comunicação poderiam ter acabado com todas as mentiras. Bastava você verificar no Facebook. Perguntar para um amigo no Whatsapp. Mas, não. A mentira é secular e está entranhada na alma não só do homem, como da mulher. A mentira evoluiu.

    O que antes era preciso apenas uma boa história, agora tem que ter check-in no Facebook e last seen no Whatsapp, mas a astúcia das pessoas não foi deixada de lado. Não foram inventadas novas mentiras, as antigas que foram aprimoradas. Para lhes dar exemplo, o bom e velho “só vou colocar a cabecinha”, ganhou um adendo, como forma de bio no Tinder: “Procuro alguém para namorar”; “Prefiro um domingo de filme do que um sábado de festa”. Tudo isso só para “colocar a cabecinha” e voltar a procurar um novo grande amor.

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    Foto: Divulgação

    Mas as mulheres não ficam atrás. E elas se aperfeiçoaram na pior mentira da atualidade: a foto de perfil. É um terreno misterioso e quase sempre incerto. Ângulos e aplicativos de edição são os melhores amigos nessa hora. Começam a nos enganar e nos iludir, antes mesmo de nos conhecerem. Primeiro, a silhueta voluptuosa, o cabelo cobrindo suavemente parte do rosto. Depois, as velhas mentiras voltam a aparecer: “Primeira vez que fiz isso”; “Nossa, você é demais!”;”Amor, não tem problema você não ir”; “Não, eu não estou chateada!”. E a vasta gama de mentiras que recebemos delas que nos enganam sem perder o sorriso.

    Não são mais só as mentiras dos homens e, muitas vezes, elas se confundem. Mentira não tem gênero, e vale salientar. Antigamente, só os homens iam a lugares que “só iam homens”. Hoje, muitas delas também frequentam lugares que só “vão as meninas”. Os homens achavam que podiam mentir facilmente para suas mulheres. Não subestimem. Mulher nunca precisou de aplicativo, rede social ou novos tempos para nos enganar. Hoje, só está mais fácil. E o livro seria: “As mentiras que os homens contam e as mulheres fingem que acreditam”. No final, nós estamos redondamente enganados. Em todos os sentidos.