• Todos têm uma mão favorita no poker – mas cuidado para não se apegar demais

    Por: | Em: Poker | 15 de março de 2016

    Alguns gostam muito de AJ do mesmo naipe. Outros não conseguem largar um TQ, do mesmo naipe ou não. Tem o favorito par de 7, tem o que gostam de 24 do mesmo naipe… são muitas as combinações e são muitas as mãos que alguém no mundo do poker goste muito de jogar, não importando outros fatores. Isso pode ser bom para você ao mesmo tempo que pode ser ruim. Se você entender os motivos certos, pode se dar melhor a partir de agora.

    Tenho um amigo que gosta muito de jogar com 52o. E ele coleciona histórias onde conseguiu vencer pares de A, de K e mãos premium de todos os tipos e texturas. Não deixa de ser divertido (para você, é claro!) conseguir vencer mãos favoritas quando o flop/turn/river te ajudam e isso pode deixar o jogo até um pouco mais divertido para você. Outro ponto interessante é que muitos de nós não temos tanto a medida na hora de blefar e disputar uma mão portando seu 52o pode te fazer apostar por blefe ao invés de fazer somente por valor. O blefe, como sabemos, é uma ferramenta importante no poker e fazer uma jogada blefando com confiança é sempre bem vindo.

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    Ao mesmo tempo, é provável que durante as vezes que você acertar uma combinação no flop/turn/river você consiga extrair muito valor de seus adversários. Claro que, para isso acontecer, você não deve ser aquele jogador que entra na disputa com quaisquer duas cartas, sua imagem é relevante para que isso aconteça. E é claro que também podemos usar isso de forma figurada, pois uma vez que seus adversários sabem que você não larga um flush draw ou uma broca você pode blefa-los quando a combinação do board for favorável para você.

    O problema é que, a medida que você insiste para os outros que você sempre se dá bem com uma determinada mão você também passa a acreditar nessa “mentira”. Outro ponto que você precisa prestar atenção é naquele momento em que seu 52o encontra um flop 552. Calma, você está nuts aqui provavelmente, mas quando ao invés do 2 vier qualquer outra carta, você está perdendo para qualquer combinação com o 5 que também trincou.

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    Também é importante pensar que, embora você não perca todo o seu stack a cada vez que joga a sua mão favorita você está perdendo fichas a maioria das vezes e isso, no longo prazo, faz diferença. Corrigir seus erros é uma parte importante no processo de vencer no poker. Não corrigir um detalhe como este pode fazer você, num momento de cansaço ou com o passar do tempo, acabar por incluir outras mãos tão ruins no seu arsenal. E, como já dito aqui, perder um pouco de fichas aqui e ali é prejudicial para o seu jogo no longo prazo.

    Agora que temos informações suficientes sobre benefícios e malefícios de possuirmos uma mão favorita, podemos continuar a usá-la com moderação e a certeza de que podemos ser lucrativos fazendo a coisa certa. Nos vemos semana que vem! :)

  • O poder da torcida e o poker – uma combinação brasileira

    Por: | Em: Poker | 22 de fevereiro de 2016

    Pode ter certeza: se um brasileiro estiver em uma mesa final de um torneio de poker vai ter pelo menos 1 outro brasileiro torcendo por ele. É assim que aprendemos a ser, é assim que somos hoje e, ainda bem, é assim que seremos por muito tempo. E não estou falando apenas dos grandes ídolos do esporte, estou falando de eu e você, também. Na alegria e na tristeza.

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    O poder da torcida é algo que todos conhecemos, já que somos (em maioria) fanáticos por futebol. E sabemos que uma torcida que canta durante os 90 minutos da partida faz a diferença. No poker, alguns encontram nessa torcida a garra que precisam para virar um jogo e vencer um torneio enquanto alguns, ao mesmo tempo, podem se sentir desconfortáveis com tanta bagunça. Sorte que, ao menos no poker, isso é coisa de uma minoria.

    Seja com Andre Akkari na mesa final da WSOP ou algum de nossos grinders jogando online, em todos os momentos temos essa energia incrível sendo emanada para alguém que está disputando uma partida. Tanto é assim que somos referência na WSOP, no EPT e, principalmente, no BSOP. Todo mundo já se prepara para fazer a festa quando chegar o momento de começar a disputa em uma mesa final.

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    E quanto a nós, que jogamos num volume muito menor e nem sempre estamos despertando a atenção da grande massa, cabe um lembrete importante: aqueles nossos amigos que torcem por nós nos pequenos desafios que enfrentamos serão os primeiros a chegarem lá quando o desafio se tornar maior. E cada um deles estará junto com você no momento em que você mais precisar de forças para dobrar seu stack e derrotar seus adversários.

    Talvez seja o fato de nossa cultura ser assim, de pessoas que expressam com gritos e palmas o que sentem. Talvez seja o fato de o poker ter enfrentado uma batalha árdua e dura para chegar ao status de hoje. Eu realmente não sei explicar qual fator é o mais importante, nesse quesito. Mas tenho certeza de uma coisa: a nossa torcida é foda! E você, já juntou uma pequena multidão para torcer por você durante uma mesa final?

    LEIA TAMBÉM: Os brasileiros e a WSOP – a importância de ser campeão no mundo do poker

  • Poker como hobby, poker como trabalho – Como progredir de um para outro?

    Por: | Em: Poker | 17 de fevereiro de 2016

    No começo dessa coluna minha intenção era só ter um espaço para falar de poker, da minha visão e das minhas experiências com nosso esporte da mente. Era algo despretensioso, que me ajudaria a dividir algumas visões e que poderia ajudar vocês a conhecerem algo tão apaixonante um pouco mais de perto. Mas em nenhuma dessas visões eu pensei que pudesse realmente mudar a vida de alguém para melhor. E, bom… é exatamente isso o que está acontecendo.

    Leitor assíduo da coluna, meu brother Leonardo Souza, lá do Rio de Janeiro, é um desses que se engajou em não só ler mas como levar adiante a minha mensagem. Ele fez um ótimo trabalho e participou de uma disputa que valia um lugar no Torneio de Bloggers dentro do BSOP Millions, algum tempo atrás. Para quem assistiu a edição de 2015 e nos viu no Desafio de Youtubers, pode ter certeza que esse primeiro evento que mencionei foi o laboratório para essa novidade. Enfim, ele veio para São Paulo, pude conhecê-lo e foi muito legal apresentar para ele o mundo do poker profissional. E que virada o mundo dele deu depois disso…

    Hoje o Léo é membro do Chico Nogue Team, um dos grandes profissionais do poker no país. E como membro, ele tem direito a treinamentos, acompanhamento profissional e muitas condições para poder levar o poker como sua profissão. Ele já tinha jogado alguns torneios no Rio de Janeiro, continuou jogando online mas definitivamente esse passo é o primeiro dentro do cenário profissional. E saber que de certa forma pude ajudá-lo nessa missão é no mínimo algo que me deixa orgulhoso, além de muito feliz.

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    Devem ter outras histórias por aí, em alguns lugares. Sei de pessoas que começaram a fazer home games depois da coluna, sei de gente que passou a se dedicar um pouco mais ao poker e tem bastante gente que lê e joga por aí. E saber que estou trazendo novos atletas para o nosso esporte me dá uma sensação incrível.

    Semana que vem volto com tudo, falando de tudo aquilo que vocês querem saber sobre o mundo do poker. Por hora, podem ir me mandando lá no Twitter suas sugestões, suas histórias e o que você já tirou de bom dessa coluna de poker aqui no Testosterona. Ficarei aguardando por lá!

    LEIA TAMBÉM: É preciso ser rico para jogar poker?

  • Aprender outras modalidades de poker ajuda ou atrapalha a sua mente?

    Por: | Em: Poker | 26 de janeiro de 2016

    No final de semana conversei com amigos sobre como é jogar outras modalidades de poker, especialmente Omaha. E foi quando eu tive uma boa lembrança, de um dos primeiros torneios de poker que eu ganhei na vida. Tratava-se de um 8game, que é a combinação de 8 modalidades diferentes de poker em um único torneio.

    Calma, eu não domino as 8 modalidades do torneio, eu ia bem melhor quando virava para Hold’em e Omaha, justamente as duas que já conhecia. Nas demais, fui jogando poucas mãos e enrolando. Mas essa história eu conto outro dia.

    Quando você descobre e passa a se interessar por outras modalidades, você pode pensar num primeiro momento que isso pode atrapalhar ou confundir a sua mente, mas não é bem assim. Para facilitar, imagine o futebol de campo e o futebol de salão. Algumas coisas parecidas, completamente diferentes um do outro e ainda assim divide bastante os jogadores, seja pelo gosto, pela facilidade ou pelo costume.

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    Omaha, por exemplo, é o tipo de poker que você precisa fazer quase que obrigatoriamente a melhor mão possível, diferente do Hold’em que a melhor mão ajuda a vencer mãos, mas ver seus adversários foldarem é o grande interesse. O Stud, por exemplo, te permite ter uma ótima visão das características dos seus adversários, uma vez que cada rodada de aposta traz uma nova carta aberta (até a última, que é fechada) e você entende o que ele está buscando, parcialmente. Poker Chinês, Razz e Badugi são outros jogos com características próprias.

    Se o seu barato é aprender mais sobre Hold’em, invista nisso. Mas se o que você quer é descobrir novas modalidades, faça isso hoje mesmo. A diversão em outras modalidades também é grande e você pode curtir saber que é bom em Hold’em, mas acaba sendo melhor em outras. Nos vemos semana que vem!

  • A importância de saber se organizar – no poker e na vida

    Por: | Em: Poker | 19 de janeiro de 2016

    O começo do ano é geralmente aquela temporada onde tentamos nos organizar para saber como será o ano. Seja fazendo planos para as férias que virão, refletindo sobre o quanto você ama (ou odeia) seu trabalho e o que você pretende comprar ou vender até o próximo verão, o mês de janeiro é especialmente bom para quem gosta de ir costurando tudo o que fará nos próximos 12 meses.

    Se na vida a gente falha terrivelmente nesses planos, no poker temos que seguir um pouco mais a risca tudo aquilo que temos que enfrentar. Lembre-se: no poker, você depende muito do dinheiro que terá para investir e da sua disponibilidade de estar em locais, as vezes distantes de sua casa, para encarar os adversários e ganhar as fichas deles.

    A maioria de nós aqui joga pouco e olhe lá. Mas não seria legal conseguir disputar torneios grandes, enfrentar maratonas de poker e ganhar alto por isso? Então tenho que te alertar que isso não só é possível como é algo que eu mesmo pretendo fazer durante 2016, como disse na última coluna. E você, se quiser, pode se juntar a mim nesse pelotão daqueles que buscam uma renda extra através desse esporte da mente.

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    Sabe qual a mágica de fazer isso acontecer? Seguir alguns poucos passos para que todo o seu planejamento dê resultados. Então vamos numerar os pontos e nos preparmos mentalmente para essa nova fase.

    1. Calendário dos torneios: muitos torneios já estão com as suas datas confirmadas, inclusive o BSOP. Portanto, convém que possamos separar algum tempo para nos dedicarmos a conseguir vagas para disputá-los. Se o caso aqui for algo de menor expressão, convém separar um dia/final de semana por mês para descobrir algum torneio. Sabe aquele clube perto da sua casa? Ele deve ter torneios grandes em algum momento do mês. Se você estiver preparado, ele pode ser o seu próximo título.

    2. Cuidado com os detalhes: se o torneio que você quer disputar acontece em outra cidade – ou, quem sabe, até em outro país, convém que você separe com antecedência tudo o que for necessário para ir disputá-lo. Seja hospedagem, passagens (que, em ambos os casos, podem ser mais baratas se você comprar antecipadamente) ou vistos, você vai precisar ter em mãos tudo para não se preocupar na hora que as fichas voarem. Quanto antes fizer, melhor.

    3. Preparação mental: já que você já sabe que vai enfrentar torneios mais difíceis esse ano, não custa separar um pouco do seu tempo/dinheiro para preparação. Pode ser cuidando da parte física em academia ou corridas, pode ser aprendendo mais sobre o jogo com cursos e coachings, pode ser de preferência ambos para que você esteja mais do que pronto para erguer o troféu de campeão. O importante é investir um pouco do seu tempo pensando e realizando o que for necessário para isso se cumprir.

    E nos mais, que seja antes de tudo divertido. Se você vai levar o poker um pouco mais a sério, pense que isso trará também mais diversão, novas amizades e conversas de todos os tipos. Enquanto for divertido, valerá a pena investir tempo e dinheiro nessa brincadeira. E você, já está pronto para começar a se preparar?

  • Global Poker League: Akkari comandará a equipe São Paulo Metropolitans

    Por: | Em: Poker | 14 de janeiro de 2016

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    A Global Poker League, competição que promete balançar o meio do poker, teve os nomes, cores, logos e os capitães de todas as doze equipes divulgados. O objetivo da liga é ampliar o alcance da audiência do poker, incentivando um maior engajamento dos fãs através de formatos de jogo inovadores e dinâmicos.

    A competição deve durar 14 semanas e as equipes serão divididas em duas conferências: América e Euro-Ásia. Nos eventos ao vivo, a Global Poker League vai colocar os competidores em um cubo de vidro no centro de um palco. Lá dentro, eles vão utilizar cartas virtuais e fichas reais. A plateia vai poder ouvir tudo que é dito no cubo, sendo que os jogadores não podem ver nem ouvir o público.

    Os capitães serão os responsáveis por selecionar os outros membros de suas equipes entre os 1000 melhores colocados no ranking GPI, num sistema de draft similar ao que ocorre nos esportes americanos. As escolhas acontecerão em 25 de feveireiro, num evento que será transmitido ao vivo pelo Twitch e contará com a apresentação de Kara Scott e comentários de Phil Hellmuth e Daniel Negreanu.

    O representante brasileiro será o craque André Akkari, que comandará o São Paulo Metropolitans, ou SP Mets. Akkari é o melhor brasileiro no ranking do Global Poker Index. A escolha dos representantes foi baseada não só em seus desempenhos nas mesas, mas também na habilidade em liderar um time e no comprometimento para investir seu tempo na liga.

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    Confira as 12 equipes e seus capitães:

    Berlin Bears – Philipp Gruissem
    Honk Kong Dragons – Celina Lin
    Los Angeles Sunset – Maria Ho
    Las Vegas Moneymakers – Chris Moneymaker
    London Royals – Liv Boeree
    Montreal Nationals – Marc-Andre Ladouceur
    Moscow Wolwerines – Anatoly Filatov
    New York Rounders – Bryn Kenney
    Paris Aviators – Fabrice Soulier
    Rome Emperors – Max Pescatori
    San Francisco Rush – Faraz Jaka
    São Paulo Metropolitans – André Akkari

    Fonte: Super Poker