//Mundo Macho

  • Ashley Madison, o site de traição que já tem mais usuários que o Tinder

    Por: Edu | Em: Notícias | 09 de agosto de 2015

    ashley-madison1
    Noel Biderman costuma mentir se alguém pergunta o que ele faz para viver. Ele provavelmente vai dizer que é advogado, o que é verdade. Só que ele também é um empresário bem-sucedido, que ganha mais de US$ 5 milhões por ano. O problema é que dizer o nome de sua empresa é o suficiente para causar certo constrangimento. Biderman é o cofundador e CEO da Ashley Madison, um site que facilita o romance extraconjugal. “Quando eu digo isso pras pessoas, a conversa acaba”, conta.

    Mas esse constrangimento não bate com o sucesso da empresa. De acordo com documentos fiscais compartilhados por Biderman, a Avid Life Mídia, dona da Ashley Madison, arrecadou US$ 115 milhões em 2014, um aumento de 45% em relação ao US$ 78 milhões em 2013, e até quase três vezes desde 2010. Segundo números de novembro, em todo o mundo, o site tem mais de 31 milhões de usuários. Um bom número se comparado ao famoso Tinder, com 30 milhões de registrados.

    Os clientes da Ashley Madison são mais velhos do que os do Tinder e não estão interessados em mostrar suas jogadas. “Quarenta e até 50 anos de idade, os homens casados entendem que não estão indo para fazer login em uma conta no Facebook”, explica o empresário.


    Biderman, um ex-advogado de esportes, lançou o site Ashley Madison com um parceiro de negócios em 2002. Cada um deles colocou cerca de US$ 500.000. Demorou cinco anos para atrair o primeiro milhão de membros, mas o crescimento decolou após cortes de empregos da recessão de 2008, pois criou muito mais tempo livre para muitos homens.

    As mulheres não pagam nada, mas os homens são cobrados por cada contato feito. Eles normalmente gastam entre US$ 200 e US$ 300 por ano no site. Até a segurança da confidencialidade tem seu preço. Para os arrependidos que quiserem limpar completamente o seu perfil, é preciso desembolsar US$ 19.