//As verdades que os homens contam

  • Sílvio acordou, espreguiçou-se, apertou os olhos e viu sua namorada, Fátima, uma feminista convicta,
    com um sorriso no rosto e um belo café da manhã na cama.

    - Puxa, obrigado!
    - Você merece, querido. Em seguida prepare-se pra receber o melhor boquete da sua vida!
    - Um boquete? Você nunca fez isso em mim!
    - Ah, mas você merece!

    Após tomar um café da manhã digno de reis e receber o melhor boquete que já tinha recebido na vida,
    Sílvio foi surpreendido com uma massagem. Em seguida, saiu pra trabalhar mais feliz do que nunca.
    Por volta das 11 horas, um entregador chegou em sua mesa e deixou-lhe uma encomenda. Era um presente
    da sua namorada:

    - Caramba, uma cerveja, um saco de amendoim e um DVD de Rambo 1. Que presentaço!

    A tarde, recebeu um SMS dela que dizia apenas “Te amo, gostoso!”. O ego dele foi às alturas.
    Ao chegar em casa, recebeu uma ligação:

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  • O desespero tomou conta de Joaquim. Ele se viu sozinho no aeroporto, sem a sua querida mala que já lhe acompanhava havia 35 anos. Desesperado, procurou a segurança do local:

    - Vocês tem que me ajudar, por favor. Essa mala é tudo o que eu tenho. Eu sei que ela é velha, feia e caída. Sei que ninguém se interessaria por uma mala sem alça e sem rodinhas chata de levar pra viajar, mas ela é a MINHA mala!
    - Tudo bem, senhor. Vamos ver o que podemos fazer pra achar a sua mala. Como ela é?
    - Ah, ela é velha, feia, enorme e pesada, cor da pele.
    - E quando foi a ultima vez que você a viu?
    - A ultima eu não lembro, foi aqui no aeroporto. Mas a primrira vez… Foi inesquecível. Quando vi essa mala na loja, pensei “agora tenho companhia pras minhas viagens pro resto da vida”,
    - Ok senhor, não saia daqui.

    Duas horas depois…

    - Senhor, aqui está a sua mala. Trate de não perdê-la de novo.
    - Oh, minha mala querida, como senti sua falta! Saiba que te amo, Fátima, mesmo que você esteja velha e com Alzheimer…

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  • Tarcísio era aquele típico cara bonzinho. Dedicado a esposa, atencioso, certinho, o genro
    que toda sogra queria ter. Mas se existe uma grande verdade nos relacionamentos, é que
    o genro que toda sogra queria ter não é o marido que toda mulher queria ter. E caras bonzinhos
    como o Tarcísio nunca se dão bem no final.

    - Hum… Como você tá cheirosa hoje, Marcinha…
    - Ih, Tarcísio, nem vem, eu tô sempre cheirosa e hoje não tô afim.
    - Eu sei que você sempre tá cheirosa, amorzinho, mas hoje você tá demais… Vem cá, vem.
    - Para, Tarcísio, eu tô vendo a novela, caramba!
    - Mas amor, essa novela é repetida. Vem fazer o Vale a Pena Ver de Novo comigo aqui na cama.
    - Nossa, Tarcísio, que trocadilho mais sem graça. Deixa eu ver minha novela.

    E Tarcísio deixa suas investidas para outra hora, afinal rever a novela que já passou 20 anos atrás
    é muito importante pra Marcinha. Tarcício resolve ler um pouco.

    - Hum… A novela acabou, vem cá, sua gostosa…
    - Ai meu Deus, Tarcísio, eu já falei que não tô afim hoje!
    - Mas amor, faz um tempão que a gente não faz um amorzinho gostoso…
    - Também, né Tarcísio? Você fala como se soubesse fazer as coisas.
    - Mas como assim, Marcinha?
    - É isso mesmo, Tarcísio. Você bem que podia se esforçar mais pra me agradar.
    - Mas amor, eu faço tudo o que você pede!
    - Mas você tem que me surpreender de vez em quando, Tarcísio. Fazer sexo bem-feito.

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  • - E aí, amor, posso por a mão?
    - Não, você sabe que eu não gosto.
    - Vai amor, só um pouquinho, deixa eu por a mão nele!
    - Não mulher, que coisa, vira essa mão pra lá!
    - Mas amor, queria tanto pegar nele um pouquinho, sentir a textura, a temperatura, a rigidez…
    - Já disse que não, oras.
    - Nossa, você passa o dia pegando nele, que egoísmo!
    - Eu pego nele porque ele é meu, ué.
    - E o que custa você me emprestar um pouquinho? Eu sei usar isso, heim.
    - Eu sei que você sabe, você é bem experiente no assunto, mas deixa ele quieto aqui.
    - Eu não posso por a mão, mas garanto que se alguma sirigaita se engraçar você deixa até ela beijar.
    - Claro que não, que absurdo!
    - É sim, eu sei que é. E não sei pra quê você tem isso aí se não deixa eu brincar com ele de vez em quando.
    - Quer saber por que não deixo? Porque você vai fazer igual da outra vez.
    - Que outra vez?
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  • - João Roberto, há quanto tempo!
    - Maria Cláudia! Nossa, nem lembro quanto tempo faz!
    - Caramba, faz o quê, uns 8 anos que nos separamos?
    - Por aí, uns 7 ou 8, não me lembro bem. Nossa, como você está?
    - Estou ótima, depois que nos separamos minha vida melhorou muito!
    - Nem me fale, Claudinha! Comigo foi a mesma coisa, nem sei por onde começar.
    - Eu estava indo almoçar, você não quer ir comigo para colocarmos o papo em dia?
    - Ótima idéia, vamos sim!
    - Então, João. Depois que nos separamos eu emagreci 30kg, ganhei na loteria e acabei me casando de novo!
    - Nossa, que maravilha! Nunca imaginei que isso aconteceria, fico tão feliz em saber!
    - E você, como andam as coisas?
    - Ah, comigo também está tudo perfeito. Lembra da minha chefe, a Rosângela?
    - Ah, aquela que você transava enquanto eu estava em casa com Pneumonia? Gente, lembro sim, pessoa ótima!
    - Então, eu acabei me casando com ela e hoje sou dono de metade das empresas. E também acabei ganhando um Nobel de
    Física pela minha descoberta sobre reflexão inter-dimensional da luz em buracos negros em anos bissextos.
  • - Nossa, Zé Augusto, você viu o que a Roberta falou?
    - O que foi, Paula?
    - Você lembra o que ela disse na hora em que eu perguntei o que ela achou da minha roupa?
    - Não, Paula, não me lembro.
    - Ai, você também nunca presta atenção nas coisas!
    - E por que eu deveria prestar atenção nisso, Paula?
    - Porque você é meu marido, oras!
    - Tá bom, me diz então o resultado de XV de Jaú x MotoClube de ontem.
    - Você sabe que eu detesto futebol, Zé Augusto!
    - Você também nunca presta atenção nas coisas, Paula!
    - Tá bom, engraçadinho, já entendi. Mas sabe o que ela disse?
    - Não, Paula, eu não sei.
    - Ela disse que a roupa poderia ter ficado melhor!
    - Bobagem, Paula, isso é inveja dela.
    - Não é inveja, Zé Augusto! Ela me chamou de gorda, eu tenho certeza!
    - Que nada, amor. Duvido que tenha sido isso.
    - Ah é? Então o que você acha que foi?
    - Não sei, Paula, Por que você não pergunta a ela?
    - Porque ela vai mentir, eu tenho certeza. Ela é mentirosa! Eu sei que ela é e já disse isso, você sabe que eu sou sincera.
    - Então se ela é mentirosa a roupa não poderia ter ficado melhor.
    - Ai, Zé Augusto, para de me sacanear!
    - Eu não tô te sacaneando, ô criatura!
    - Ai meu Deus, eu devo estar gorda mesmo, só pode! Odeio quando as pessoas não são sinceras, ficam te enrolando e não dizem logo a verdade na sua cara.

    E aí chega aquele momento de terror para todo homem. É a única hora em que nenhum homem sabe como reagir, o que fazer, ou como responder:

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