O assunto é quase praxe nos tradicionais churrascos de amigos, cerveja em lata ou cerveja em garrafa?! Quem nunca ouviu a célebre frase: “Brahma é de garrafa e Skol é de latinha”? Essa discussão é tão séria, que os defensores de cada lado tem os seus argumentos, e bons por sinal!

Segundo o mestre cervejeiro, professor, diretor e co-fundador do Instituto da Cerveja Brasil, Alfredo Ferreira, é cada vez mais comum que, no fundo, o produto seja exatamente igual. Normalmente, o líquido é o mesmo. Às vezes, a cerveja está saindo do mesmo tanque, abastecendo uma linha de latas e outra de garrafas”, diz. Mas nem sempre foi assim.

Antigamente era comum a cervejaria fabricar uma cerveja mais flat (menos gás carbônico) para as latas, devido a resistência da embalagem ser menor do que a da garrafa em vidro, evitando assim, o estufamento da lata no momento da pasteurização (processo de elevar a temperatura da cerveja afim de estabilizá-la microbiologicamente). Porém, hoje em dia, essa diferença é quase imperceptível ao consumidor comum, além da cerveja que vai para as latas e garrafas ser a mesma.

Ao contrário de que muitos pensam, a lata tem uma ligeira vantagem em cima da garrafa. Apesar de serem quase idênticas cor, sabor e aroma, antes de serem envasadas, a lata protege a cerveja da luz. A luz em contato com a cerveja, gera uma reação que chamamos de Light Struck, o “gosto de luz”. E não importa se é luz natural ou artificial!

O light struck é a degradação da molécula que dá amargor ao lúpulo, o iso-alfa-ácido. Na presença da luz ele se quebra e gera este “defeito” na cerveja, que é associado com o cheiro de gambá, jaula de macaco, zoológico… (lembraram de alguma cerveja assim?!). Garrafas mais escuras, as tradicionais de cor âmbar, são mais eficientes para bloquear esta luz, dando uma proteção maior a cerveja.

Confira alguns rótulos que podemos encontrar na versão lata, aqui no Brasil:

cerveja-lata-garrafa
Speakeasy Baby Daddy
Primeira edição da “Session 47 Series” da Speakeasy, a Baby Daddy é uma cerveja dourada como o sol e repleta de lúpulo. Seu aroma e sabor trazem notas cítricas e tropicais de frutas amarelas como limão, maracujá, melão e grapefruit e um toque condimentado muito agradável ao paladar. Encorpada, equilibrada, seca e com menos amargor que uma IPA tradicional, é uma cerveja ideal para passar longas tardes com os amigos curtindo os sabores dos lúpulos Citra, Chinook, Centennial e Cascade.
Estilo: American Session IPA
Teor alcoólico: 4,7%
IBU: 35
Lata de 355 ml

Ballast Point Sculpin
Cerveja vibrante e com aroma que remetem a damasco, pêssego, manga e limão. E todas essas nuances frutadas do aroma são resultado do uso de nove lúpulos: Chinook, Cascade, Centennial, El Dorado, Columbus, Galena, Amarillo, Simcoe e Calypso. O aroma é ainda mas destacado por conta do corpo leve desta cerveja. Ouro no World Beer Cup 2010, a  Sculpin é picante e deliciosa, fazendo jus à sua referência ao peixe escorpião – o Sculpin, de barbatanas venenosas, mas carne especialmente saborosa.
Estilo: American IPA
Teor alcoólico: 7%
IBU: 70
Lata 355 ml

Brooklyn Lager
Reavivando um dos principais estilos do efervescente pólo cervejeiro do Brooklyn do fim do século XIX, Brooklyn Lager possui uma coloração dourada de âmbar e apresenta um firme centro maltado suportado pelo amargor refrescante e aroma floral de lúpulo. As qualidades aromáticas da cerveja são realçadas pelo dry-hopping, uma técnica tradicional de adicionar lúpulos frescos durante a longa e fria maturação. O resultado é uma cerveja suave e saborosa, além de refrescante e muito versátil para harmonização com gastronomia.
Estilo: Vienna Lager
Teor alcoólico: 5,2%
Lata de 355 ml/473 ml

Badger Fursty Ferret
A Badger Fursty Ferret tem um paladar maltado e adocicado que remete a nozes, com aroma lupulado com um ‘quê’ de laranjas. De cor âmbar dar e personalidade distinta, harmoniza com queijos moles e amarelos, tortas salgadas, carne de porco suave e pratos condimentados.
Estilo: English Bitter Ale
Teor alcoólico: 4,4%
Lata de 500 ml

Erdinger Tradicional
Refrescante, encorpada, aromática e levemente frutada é a ícone entre as cervejas de trigo. Harmoniza com sushis, peixes e frutos do mar, saladas, grelhados, salsichas e pratos apimentados.
Estilo: Weissbier (de Trigo)
Teor alcoólico: 5,3%
Lata de 500 ml

SANTÈ!

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