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Onde você estava no dia 30 de junho de 2002? Se curte futebol, provavelmente acordou cedo naquele domingo para ver um certo evento a milhas distantes daqui.

Pois é, lá se vão 15 anos daquela final de Copa do Mundo entre Brasil x Alemanha, em Yokohama.

Além dos dois gols de Ronaldo, obviamente de doces lembranças para nós, brasileiros, aquele Mundial de horários pouco ortodoxos teve muita coisa legal.

A seguir, relembramos 15 lances que rolaram na Coreia do Sul e Japão e que ficaram para a história.

Ronaldinho e a cobertura em Seaman:

A Copa do Mundo costuma reservar minutos só para os gênios. Foi assim com Ronaldinho. Nas quartas de final, o Brasil passava maus bocados contra a Inglaterra. Perdia por 1 x 0 e demorava a se achar no jogo. Foi aí que o então jogador do PSG, que fazia um Mundial bem “meia-boca”, transcendeu. Primeiro, arrancou com a bola dominada, limpou Ashley Cole e serviu Rivaldo, que empatou. Mais tarde, encobriu Seaman numa cobrança de falta em que o mais normal seria cruzar para a área. Mas Ronaldinho não era normal.

Senegal “quebrando a banca”:

Todo Mundial tem pelo menos um africano candidato a surpresa. Em 2002 a teoria se concretizou com Senegal, à época a menos cotada entre as seleções do continente. Com jogadores habilidosos, ousados e um estilo de jogo ofensivo, de rápida transição entre defesa e ataque os senegaleses quebraram a banca logo na estreia, vencendo a campeã França por 1 x 0. O sonho dos “Leões de Teranga” durou até as quartas, quando sucumbiram diante de outra surpresa, a Turquia.

Prazer, meu nome é Klose:

O passeio da Alemanha sobre a Arábia Saudita foi o cartão de visitas de Miroslav Klose para o mundo. Ainda desconhecido, o atacante jogou muito e marcou três gols nos 8 x 0 da sua seleção. Era o início de uma caminhada que o levaria ao título de goleador máximo dos Mundiais, com 16 gols.

Carretilha turca:

Ilhan Mansiz não era nem o melhor jogador turco em 2002, mas é dele o lance mais emblemático da seleção de seu país na Copa. No jogo de abertura, o atacante encarou Roberto Carlos na linha de fundo e tirou uma linda carretilha pra cima do brasileiro, que fez a falta na sequência.

Mãozinha da arbitragem (Parte 1):

Ok, a Coreia do Sul foi muito mais longe do que se imaginava e sua campanha está eternizada. Mas não dá pra negar o fato de que o feito só foi desse tamanho porque contou com uma certa complacência da juizada. Nas oitavas, ante a Itália, os coreanos contaram com uma expulsão controversa de Totti e um lance pra lá de polêmico que certamente resultaria no gol italiano.

Mãozinha da arbitragem (Parte 2):

No jogo seguinte, a Coreia do Sul pegou a Espanha. Dessa vez, a interferência da arbitragem foi ainda mais brutal, anulando dois gols legais da “Fúria”. A Coreia do Sul se defendeu o jogo inteiro e levou a vaga nos pênaltis.

Argentina pagando mico:

Até o inicio do Mundial, a Argentina era a candidata mais forte ao caneco. Nas Eliminatórias, o time de Marcelo Bielsa nadou de braçadas. Fora o bom futebol jogado, com nomes como Batistuta, Claudio López, Crespo e Ortega no comando de ataque. Depois de vencer a Nigéria e perder para a Inglaterra, bastava ao esquadrão albiceleste vencer a Suécia na última rodada para seguir adiante como líder do grupo. O problema foi combinar isso com os suecos, que abriram o placar com Svensson. No desespero, a Argentina arrancou o empate a dois minutos do fim, mas já era tarde. Choro argentino e festa antecipada no Brasil.

São Marcos!:

Todo mundo lembra dos gols de Ronaldo contra a Alemanha, mas teve um outro jogador menos badalado que praticamente começou a desenhar o penta para o Brasil. Quando a final ainda estava o x o, Neuville bateu uma falta de longe e Marcos, com a ponta dos dedos, conseguiu desviar a trajetória da bola, que ainda explodiu na trave antes de se perder na linha de fundo.

Que que é isso, Zizou?!:

Zidane foi apenas peça figurativa na Copa de 2002. Machucado, só pôde dar sua contribuição para a França no fechamento da fase de grupos, derrota por 2 x 0 para a Dinamarca. A falta de ritmo do gênio francês ficou escancarada em um lance já no final da partida, quando recebeu um lançamento, falhou no domínio e ainda caiu de “maduro” no gramado. Lance simbólico numa campanha enfadonha e sem vitórias dos “Bleus”.

Jogo de cena:

Ronaldo não vinha 100% na Copa. Afinal, o ele ainda se recuperava de uma série de lesões que o acometeram entre 1999 e 2001. Para despistar os comentários sobre as suas condições físicas, o “Fenômeno” deu uma cartada de mestre, ainda que um pouco constrangedora. Na véspera da final, mudou o visual e deixou um tufo de cabelo na parte da frente, se assemelhando muito ao penteado do personagem Cascão. Resultado: mídia e torcida se concentraram naquele corte estranho e Ronaldo entrou para a história sem o peso do mundo nas costas.

Alô, Jardim Irene!:

Ao levantar a taça da Copa do Mundo, Cafu mostrou também ao mundo de onde veio. Na camisa de jogo, ele escreveu de caneta o nome do bairro em que nasceu, Jardim Irene, na periferia de São Paulo.

Troféu Framboesa para Rivaldo:

Como ator, Rivaldo foi um dos melhores meias da história. Na estreia contra a Turquia, o brasileiro conseguiu enganar (quase) todo mundo ao entregar que havia levado uma bolada no rosto de Unsal, que acabou expulso pelo lance. Na verdade, a bola atingiu a perna de Rivaldo.

Kahn “mão de pau”:

Ídolo do Bayern de Munique e da seleção, Kahn fazia uma Copa formidável. Até enfrentar a seleção brasileira. Foi uma falha dele que culminou no primeiro gol canarinho, depois de rebater chute relativamente fraco de Rivaldo e deixar a bola limpa para Ronaldo abrir o placar. O deslize, no entanto, não impediu que a Fifa entregasse ao goleiro o prêmio de melhor jogador do Mundial.

Denilson e a tropa turca:

Os jogos entre Brasil e Turquia na Copa foram cheios de lances icônicos. Um deles foi a perseguição de quatro turcos a Denilson nos minutos finais da semifinal. Talismã de Felipão, Denilson entrou no segundo tempo para segurar a bola e esfriar a pressão rival. Com a bola dominada, o camisa 17 invadiu a área e até tinha condições de tentar o chute ou uma assistência, mas preferiu tomar o rumo da linha de fundo acossado por quatro jogadores de vermelho. O lance não deu em nada, mas entrou para os anais das Copas.

Acorda, Noronha!:

Pra fechar a nossa lista, uma cena que não teve a ver com o futebol jogado dentro das quatro linhas, mas que marcou. Durante um programa da Globo, o comentarista Sérgio Noronha foi flagrado tirando um cochilo. Sinal de que o fuso da Copa de 2002 não poupou ninguém.