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A semana 1 da NFL está oficialmente encerrada. Na verdade nem tanto, já que o jogo entre Miami Dolphins e Tampa Bay Buccaneers não pode ser realizado por causa do furacão Irma. Mas você entendeu.

E aqui venho nesta terça-feira neste nobre site para falar sobre 5 coisas que me interessaram nesta rodada inicial da NFL, a querida National Football League. Caso você não saiba ainda os resultados, não entre no Globo Esporte e sim no meu querido Quinto Quarto: lá você pode saber tudo sobre a vitória dos Broncos e dos Vikings na segunda, o péssimo Sunday Night Football, um apanhado dos jogos do fim de tarde de domingo e também do começo da tarde e ainda a surpreendente sova do Kansas City Chiefs contra o New England Patriots.

Mais completo só se vier fritas e Coca-Cola. Vamos às cinco coisas da semana 1 da NFL.

1 – É o ano do running back calouro

Kareem Hunt acabou com os Patriots, com 148 jardas corridas em 17 carregadas e um TD e mais cinco recepções para 98 jardas e 2 TDs de sobremesa. Leonard Fournette mostrou que os Jaguars tem que correr com ele, correr com ele e na terceira descida, correr mais um pouco com ele, já que o time tem Blake Bortles de QB: 26 carregadas, 100 jardas e 1 TD. E Dalvin Cook pelos Vikings entregou o que prometia, com 22 carregadas para 127 jardas. Ainda tem Christian McCaffrey, que não foi tão bem em seu primeiro jogo, mas que tem tudo para melhorar e apresentar sua versão humana de um canivete suíço (carrega a bola, corre rotas no slot e aberto, retorna chutes).

Por causa dos contratos da NFL e uma liga cada vez mais jogando no passe e não na corrida, os times renovam seus running backs com grande frequência e a tendência é cada vez mais teremos essas estrelas recém-saídas das universidades no backfield. Caso você realmente precise de uma garantia para correr com a bola, ai você pode até escolher na primeira rodada, como os Jaguars fizeram com Fournette e o Dallas Cowboys com Ezekiel Elliott em 2016.

2- Se seu quarterback não é top 7, o caminho para o Super Bowl é a defesa

Há dois jeitos de ganhar o troféu Vince Lombardi: seu quarterback é um monstro (Tom Brady, Aaron Rodgers, Drew Brees) ou está em uma fase monstruosa (Joe Flacco, Eli Manning) ou sua defesa faz os rivais secretamente chorarem embaixo das cobertas: Denver Broncos, Seattle Seahawks…

Portanto, se seu quarterback não é um fera ou até se não sabemos se ele conseguirá segurar as pontas por muito tempo (Peyton Manning em 2015/16), é bom você gastar os tubos na free agency com defensores, porque isso te garante pelo menos a permanência em jogos disputados. O Jacksonville Jaguars fez isso e no primeiro jogo conseguiu 10 sacks nos dois quarterbacks do Houston Texans, com Calais Campbell, a adição mais cara, conseguindo quatro. O New York Giants fez o mesmo na offseason retrasada e logo subiu de nível, se tornando uma defesa assassina. O Denver Broncos, após a surra no Super Bowl XLVIII contra o Seattle Seahawks, trouxe DeMarcus Ware, Aqib Talib e T.J. Ward. Dois anos depois, vencia o Super Bowl 50 arrasando os adversários com sua defesa.

3 – Há treinadores burros na NFL também

Falei isso na Redzone, minha coluna semanal de segunda no Quinto Quarto. Bill O’Brien dos Texans é burro demais, mas eu não vou ficar aqui me repetindo. Meu ponto final sobre isso é que um time sempre tem que escolher a esperança contra a promessa de mediocridade ou pior que isso.

Deshaun Watson tem que ser o titular em Houston. Jacoby Brissett tem que ser o titular em Indianapolis e não Scott Tolzien, que com 30 anos, tem um retrospecto de 2-9. Em 2016, foi um absurdo Jared Goff ser reserva de Case Keenum. Não dou a mínima se a campanha for 0-16, tudo é aprendizado. Derek Carr em seu primeiro ano em Oakland chegou a ficar 0-10. Hoje ele é um dos melhores quarterbacks da liga e o segundo mais bem-pago da história.

4 – O Father Time não perdoa

Nos Estados Unidos, o termo Father Time (algo como Tempo para ser Pai) é usada para atletas que estão chegando no fim da carreira e sua preocupação deve ser outra – no caso, família – ao invés de ter seu corpo destruído em um jogo de homens musculosos.

Carson Palmer, 38 anos, é uma prova que o Father Time não perdoa. Há vários exemplos de quarterbacks que despencaram do nada porque a idade chegou, o braço não é mais tão forte, a pancada do defensive end dói mais e assim vai. Carson Palmer despencou na temporada passada e nessa já começou com três interceptações e uma derrota para o Detroit Lions. O braço dele pode cair no campo a qualquer momento.

Outros exemplos de QB caindo de um penhasco: Matt Schaub em seu último ano de Houston Texans, Jake Delhomme nos momentos finais em Carolina e Peyton Manning em seu último nos Broncos, onde até banco pegou. Outro exemplo: Tom Brady nesta tempor… calma, estou brincando.

5 – Subestimei as mudanças dos Patriots

Para mim o New England Patriots era favorito para chegar a mais um Super Bowl. Na verdade, para mim, o New England Patriots é favorito para chegar a mais um Super Bowl. Mas eu subestimei o impacto de algumas mudanças no time.

Bill Belichick foi muito mais agressivo na free agency do que normalmente é e trouxe várias peças para um time que tinha sido campeão. Isso querendo ou não, exige um tempo de adaptação. Só ver o touchdown de Tyreek Hill, que Devin McCourty está de olho no meio do campo e no tight end Travis Kelce e Stephon Gilmore, recém-chegado, partiu para uma zona que não tinha absolutamente ninguém, enquanto Hill zarpava para a end zone.

E claro, tem a lesão de Julian Edelman. Ainda acho que o corpo de recebedores dos Patriots pode compensar isso. Mas Rob Gronkowski foi muito mal em sua primeira partida e Danny Amendola é de vidro, só durando mais nos Patriots porque ele não é tão usado como era nos Rams. Quando Brady teve que depender dele em todas as jogadas de passe, Amendola nem terminou o jogo contra os Chiefs. Ou seja, sem Edelman, Gronk mal, Amendola de vidro e ainda Malcolm Mitchell fora por pelo menos meia-temporada, ai sim temos um problema.

Extra

A linha ofensiva dos Seahawks é tão ruim quanto esperado, no máximo nota 1, e ela vai ferrar com Russell Wilson a temporada inteira, já que ele irá se lesionar uma hora ou outra. A dos Giants foi pior que o esperado e ficou evidente que o ataque é Odell Beckham Jr, Odell, Beckham e Junior. E só. A defesa dos Packers foi muito bem e a baixa produção do ataque era esperada, porque a defesa dos Seahawks, que já era boa, ainda ganhou Sheldon Richardson. O que importa, no caso, é a vitória.

Os Falcons pelo menos conseguiram uma vitória contra os Bears, mas poderia ser uma surpreendente derrota. O ataque teve 6 three and out (quando o time tenta três jogadas, não consegue nada e sai de campo logo após entrar) após ter 24 (1.5 por jogo) na temporada passada inteira.

Raiders e Steelers não incendiaram a galera, mas foram bem o suficiente para garantir vitórias importantes, os Raiders contra os bons Titans e os Steelers contra um time que não é bom, mas pode ser traiçoeiro, o Cleveland Browns. Sim, eu realmente acho que esse time pode roubar algumas vitórias e gostei de DeShone Kizer em seu primeiro jogo na semana 1 da NFL.

E com os Cardinals horrorosos no primeiro jogo, a defesa dos Rams e um Jared Goff eficiente pode levar o time aos playoffs, hein? Vou ficar esperto e ir falando para você como é essa evolução aqui no Testosterona.

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