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Dirk Kuyt certamente não está entre os 50 melhores jogadores holandeses que já pisaram em um campo de futebol. Mas isso pouco importa perto do que o atacante fez nos últimos dias.

Cria do Feyenoord, onde ganhou projeção em 2003, logo foi para o Liverpool. Jogador de lado de campo, dedicado e com faro de gol, fez relativo sucesso com a camisa dos Reds nos anos 2000. Já nesta década, transferiu-se para o Fenerbahçe, no que parecia ser a sua última parada como atleta profissional.

Até que pintou o Feyenoord novamente na vida de Kuyt, em 2015. E ele não teve dúvidas em assinar com o time de coração. Depois de um reinicio abaixo da crítica, se preparou para fazer a despedida nesta temporada. O que ele talvez não esperava é que, aos 36 anos e em franco declínio físico, fosse ser peça fundamental para o fim de um jejum de quase duas décadas.

Titular e capitão, Kuyt “voou” em campo, como não se via desde os tempos em que era apenas uma promessa na Holanda.  Domingo, na última rodada do Campeonato Holandês, bastava ao Feyenoord ganhar sua partida contra o Heracles, em casa, para voltar a ganhar a liga nacional depois de longos 18 anos.

Como num filme, Kuyt fez os três gols no triunfo por 3 x 1 e foi eleito o melhor jogador da Eredivise.

Nesta quarta-feira, Kuyt anunciou sua aposentadoria. Completamente realizado, disse: “Para mim, esse parece o momento certo de parar. ”

Kuyt continuará ligado ao clube de Roterdã, muito provavelmente em uma função administrativa. E deixa a lição de que sempre é possível parar por cima.