No futebol, uma decisão rápida pode mudar para sempre a história de um clube ou de um jogador. Em 2003, o Liverpool, que completava 13 anos sem um título inglês, teve uma oportunidade de ouro de contratar Cristiano Ronaldo, à época uma promessa de 18 anos do Sporting Lisboa.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mirror, Gerard Houllier, técnico do Liverpool na ocasião, revelou que o insucesso na negociação se deu exclusivamente por questões financeiras. “Vi o Cristiano Ronaldo jogando no Torneio de Toulon e na hora fiz questão de conversar com a diretoria do Liverpool para contratarmos aquele jovem. O grande problema foi o salário pedido, porque estava fora da nossa escala salarial para um jogador daquela idade”, disse o francês, que preferiu apostar alto numa joia australiana vinda do Leeds. “Talvez poderíamos ter ganhado algum título com o Ronaldo, mas naquele momento contávamos com Harry Kewell, que era muito importante antes de sua lesão.”

Acontece é que pouco tempo depois o Manchester United “mexeu os palitinhos” e fechou com Cristiano Ronaldo pela quantia de 14 milhões de euros. “Dez dias depois estava almoçando em Anfield e vi na televisão que o United tinha pago ao Sporting 14 milhões pelo Ronaldo. Quase engasguei com a comida.”

Apresentado ao lado do brasileiro Kleberson, Cristiano Ronaldo tornou-se ídolo instantaneamente do United. Em seis anos no clube, marcou 118 gols, foi tricampeão da Premier League, campeão da Liga dos Campeões e Mundial.

 

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