Um dos melhores jogadores do Brasil das últimas duas décadas, Kaká anunciou sua aposentadoria aos 35 anos.

Com passagens por São Paulo, Milan, Real Madrid, Orlando City e seleção brasileira, Kaká foi um dos grandes da bola. Em 2007, tornou-se o melhor jogador do mundo e abriu as portas para uma dinastia entre Cristiano Ronaldo e Messi que dura até hoje.

Kaká não ficará marcado pelo virtuosismo, coisa que Ronaldinho Gaúcho fez muito bem, por exemplo. Mas com a bola grudada ao pé direito e em velocidade era quase imbatível.

Quem provou de perto desta característica de Kaká foi Messi. Em 2006, Brasil e Argentina se enfrentaram em amistoso em Londres. Era apenas o segundo jogo de Dunga à frente da seleção e, com o objetivo de dar um “gelo” em alguns medalhões da Copa da Alemanha, deixou Kaká no banco.

O Brasil vencia bem, 2 x 0, dois de Elano, quando Kaká foi a campo. Com ele, o Brasil ganhou uma outra dinâmica. Era o toque de craque.

Depois de uma rebatida na área brasileira, Kaká dominou a bola no próprio campo e arrancou. Ao seu lado, Messi, ainda pouco testado com a camisa argentina. Bastaram três toques na bola para Kaká deixar “La Pulga” para trás. Bem para trás. Mais alguns metros percorridos e o brasileiro tocava na saída de Abbondanzieri para selar o 3 x 0.

Esse lance ilustra bem o que Kaká foi como jogador: um cara incisivo, decisivo, que buscava o gol a qualquer custo.

Vai fazer falta.