Pode chamar de marrento, prepopente e egoísta. Mas pode também chamar de craque, gênio, extra-classe. Com Cristiano Ronaldo é na base do ame-o ou deixe-o. A gente prefere amá-lo.

Máquina de jogar futebol, o gajo escreveu na última terça-feira talvez o mais rico capítulo de sua biografia. Com o hat-trick na vitória por 4 x 2 do Real Madrid frente o Bayern de Munique, tornou-se o primeiro jogador da história a anotar 100 gols na Liga dos Campeões. E isso aos 32 anos de idade.

Ele é o dono da bola

O registro inédito é só a “cereja do bolo” na carreira de um cara que já se acostumou a ver a concorrência pelo retrovisor. Cristiano Ronaldo é um recordista nato.

Vamos aos números.

Começamos com o universo clubístico: com 103 gols ele é sozinho o jogador com mais gols em qualquer competição chancelada pela Uefa, incluindo futsal e futebol feminino; é também quem mais gols marcou numa única edição de Champions, 17, em 2013/2014, e é o maior goleador de toda a história do Real Madrid, com 395 tentos.

Agora, com a camisa da seleção portuguesa: CR7 é quem contabiliza mais jogos (138) e gols (71); é também o maior artilheiro da Eurocopa somando todas as fases de classificação, com 29 gols, e quem mais balançou as redes em jogos classificatórios para Euro e zonal europeu para a Copa do Mundo, com 44 gols.

É pouco para você? Então lembremos que CR7 tem quatro Bolas de Ouro, sendo o único “terráqueo” capaz de rivalizar com Messi, que, por sua vez, tem cinco bolas, e guiou sua seleção, até pouco tempo atrás subalterna, ao inédito título continental, em 2016.

Numeralhas nem sempre retratam a verdade, mas, neste caso, o veredito é curto e grosso: nunca um jogador europeu foi tão colossal quanto Cristiano Ronaldo.