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Ok, tem um: o Cleveland Browns. Mas tirando o time do Ohio, a semana 4 da NFL foi brutal para times que eram considerados favoritos antes da temporada começar. New England Patriots e Atlanta Falcons, que jogaram o Super Bowl LI, perderam em casa. Dallas Cowboys e Oakland Raiders, com suas jovens estrelas e ataques poderosos, também foram derrotados.

Isso não é uma coincidência. Na verdade é até simples de explicar: as regras da NFL favorecem o equilíbrio. Todos os times têm que respeitar um teto salarial, o Draft permite que os piores times selecionem primeiro e são apenas 16 jogos: ou seja, cada jogo vale muito, não vai ter tirada de perna, tackle meia-bomba ou coisa do tipo.

Buffalo Bills comemora

Cada um desses times tem uma razão para a derrota. São eles:

New England Patriots 30 x 33 Carolina Panthers

A defesa dos Patriots fede. Cam Newton tinha conseguido 171, 228 e 167 jardas nos três jogos anteriores. Contra os Pats foram 316 jardas para 3 TDs (ele tinha 2 em 3 jogos) e mais um touchdown corrido, chegando a 50 na carreira. O time está 2-2 mas poderia perfeitamente estar 1-3 caso Tom Brady não tivesse sacado da cartola uma atuação sensacional contra o Houston Texans, com 5 TDs.

Atlanta Falcons 17 x 23 Buffalo Bills

Os Falcons ainda estão com três vitórias e uma derrota, ou seja, bem na temporada. Eu até defendi eles dizendo que eram o único time confiável da NFC. Calma, não vou virar a casaca, mas vou ligar um ligeiro sinal amarelo.

Matt Ryan foi acossado pela chata defesa dos Bills e com as perdas de Mohamed Sanu e Julio Jones, ele perdeu a goiabada para seu queijo, o leite para seu café, sua razão de viver. O ataque caiu de rendimento em relação à orgia de pontos que era em 2016 com Kyle Shanahan de coordenador ofensivo. Mas eu pensava que a defesa com seus jovens valores assumiria essa queda subindo o muro. Isso ainda não aconteceu de forma consistente.

E mesmo eu, que gosto desses Falcons, não posso negar que se o touchdown de Golden Tate é válido e os Bears são um pouco mais competentes na semana 1, esse time estaria 1-3

Mas se meu pai tivesse ***** eu teria ——- (complete com sua sujeira favorita).

Denver Broncos 16 x 10 Oakland Raiders

Na temporada passada, o Oakland Raiders começou como o time favorito dos hipsters, aquela equipe que não é favorita, mas é adotada por quem quer pagar de diferentão. Pois bem, nesta temporada os Raiders não eram mais hipsters, eles traíram o movimento, entraram no sistema. E o sistema está engolindo eles (pense no Capitão Nascimento falando nisso).

O ataque fulminante de Derek Carr parece ter sido muito bem estudado: os Redskins anularam Carr e os Broncos simplesmente acabaram com o ataque terrestre do time (pífias 24 jardas em 12 carregadas). E o pior: o quarterback tem uma lesão nas costas e vai perder jogos. Eu falei no podcast do Quinto Quarto que a ausência de Carr pode ser a diferença entre classificar ou não para os playoffs. Mas com ou sem ele, o problema vai mais longe: Michael Crabtree e Amari Cooper não parecem os mesmos do ano passado. E a linha ofensiva continua sendo muito bem credenciada o que deixa tudo mais estranho.

Dallas Cowboys 30 x 35 Los Angeles Rams

Os Cowboys também preocupam. A questão do ataque é similar à de Oakland: a linha ofensiva dominante era o eixo do ataque e abria as possibilidades, o play action de Dak Prescott, as corridas insanas de Ezekiel Elliott e tempo para os recebedores correrem suas rotas ou improvisar. Na temporada inteira de 2016, a linha cedeu 130 pressões ao quarterback na temporada inteira. Com um quarto da temporada já realizada, essa mesma unidade cedeu 46 pressões, um aumento de 31%.

Com uma linha pior, Prescott tem que pensar menos, Elliott vai correr menos e os recebedores precisam ser muito explosivos. Por isso que além do running back, quem parece estar mais sofrendo com essa nova situação é Dez Bryant. Ele ainda produz, mas como sua explosão e capacidade de separação não é mais a mesma de alguns anos atrás, isso reflete na produtividade ofensiva.

A queda é menos clara que em relação aos Raiders, mas isso é algo que vou ficar bastante de olho daqui para a frente.

No Huddle

– Depois da semana 1, chamei Bill O’Brien de burro por entre outras coisas, ter escolhido Tom Savage no training camp e deixado Deshaun Watson no banco. Isso seria burrice até por um snap e ele percebeu logo isso. Watson teve uma semana 4 espetacular e os Texans, cujo maior quarterback na história é Matt Schaub, podem soltar fogos, porque esse time tem tudo para continuar crescendo. Apesar de O’Brien.

– O Kansas City Chiefs é o melhor time da NFL agora. O que faz a dispensa de Cairo Santos ser ainda mais doida.

– Após todo o problema das concussões e CTE ser jogado no ventilador, depois de anos de omissão por parte da NFL, a liga decidiu ser mais séria no que tange a segurança de jogadores. Para mim é óbvio que não adianta enxugar muito o gelo, o esporte é violento em sua natureza, assim como o boxe, e isso pode ser a razão principal para sua decadência. Mas é claro que dá para avançar em algumas áreas para promover um jogo mais limpo e seguro, como investir em tecnologia para capacetes.

Pois bem, tudo isso é jogado no lixo quando a NFL corta a punição de dois jogos para apenas um de Danny Trevathan, linebacker do Chicago Bears. Para quem não viu o lance, Trevathan foi de capacete na cabeça de Davante Adams, que já estava sendo derrubado e deu uma pancada que fez voar a proteção bucal de Adams e o deixou imóvel no chão por minutos. Essa foi uma ação que deveria ter sido punida de forma severa porque foi uma coisa feita um completo mau-caráter. Um jogo só é uma piada.