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A televisão nunca produziu tanto. Cada vez mais canais apostam em séries originais, e agora com o avanço dos serviços de streaming (Netflix, Amazon, Hulu) a corrida para conquistar sua audiência está mais acirrada. Porém entre tantos lançamentos, renovações e retornos, é preciso filtrar bem o que se assiste pra não perder o tempo com bobagem.

E aí que as famosas listas de final de ano entram, pra dar aquela ajudinha, minerar o que é bom e ruim. Mas é aquilo, fazer uma lista de “Melhores Séries” é sempre complicado, já que toda lista é 100% baseada na experiência pessoal de quem assiste. Vamos então tentar algo mais simples, 5 séries que certamente fizeram história em 2016, seja pela audiência, pelos temas abordados ou pelo experimentalismo.

Stranger Things, a primeira temporada

Netflix sem querer deu vida a um dos maiores fenômenos pops de 2016. Se fizermos um apanhadão de quais os grandes personagens desse ano, é bem certo que Eleven estará no meio. Uma série leve e cômica que foi uma verdadeira ode a amizade. Nada melhor que lembrar os adultos o quão mágico e incrível pode ser um amigo, e que por ele, vale a pena lutar.

 

The People v. O.J. Simpson: American Crime Story

Que série. Que obra. Que história. É tão surreal que nem mesmo o mais imaginativo autor conseguiria criar um roteiro assim. ACS é de um conteúdo tão poderoso, que é preciso pausar e respirar um pouco em meio a tantos temas jogados na cara do espectador. O sistema judiciário pode não funcionar, mas existem vários outros fatores humanos que também precisam entrar nos eixos. Obra fantástica.

 

Game Of Thrones, a sexta temporada

Game Of Thrones não fez uma temporada em 2016, fez história. Daqui há 50 anos ainda irão se lembrar do episódio em que Jon Snow empunhou sua espada contra uma muralha de cavaleiros. Um sexto ano importante para aquilo que a série se propôs a ser. Agora com suas próprias asas, Game Of Thrones pode voar para seu final igual Drogon rumo a Westeros.

 

Westworld, a primeira temporada

Se você assistiu a Westworld e nenhuma vez se questionou sobre os temas ali abordados (memória, rotina, violência, perda da humanidade, existência), assistiu a série errada. Ok, teve ótimos plot-twists, mas não era isso o principal conteúdo dessa obra inacreditável da HBOJonathan Nolan e Lisa Joy transcenderam sua obra para o além dos créditos.

 

Mr. Robot, a segunda temporada

Coragem. É isso que define Sam Esmail em 2016. Jogando contra todas as regras da televisão, ele dedicou uma temporada a dissecar a mente perturbada de Elliot. Experimentou outros formatos e gêneros dentro de sua própria série. Foi lá e fez: escreveu e dirigiu sua própria criação. E esse apelo autoral explodiu na tela durante os 12 episódios. É óbvio que esse segundo ano “escorregou” na sua reta final, mas… será mesmo? Será que foi essa a intenção de seu autor? O plot principal iniciado lá na primeira temporada pouco foi explorada, a história nada andou.

Mas em compensação tivemos momentos memoráveis, como a perturbadora família de Elliot parodiada em uma sitcom, os momentos que beiravam um filme de terror, as sequências de ação, as analogias, os questionamentos. Me desculpem quem odiou ou saiu insatisfeito, mas para o Amigos do Fórum, a melhor série de 2016 é Mr. Robot.