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O filme “Cães de Guerra” conta a história de dois jovens maconheiros que se tornam traficantes internacionais de armas, burlaram o Pentágono e embolsaram milhões de dólares até serem pegos vendendo balas chinesas estocadas desde a década de 1950 na Albânia como novas para as forças armadas da maior potência militar do planeta. Tão absurdo que não parece real – mas é. Transformada em comédia, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (8).

Do mesmo diretor da trilogia “Se Beber Não Case”, Todd Phillips, “Cães de Guerra” é estrelado pelo indicado ao Oscar Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”, “O Homem que Mudou o Jogo”) e Miles Teller (“Whiplash – Em Busca da Perfeição”, trilogia “Divergente”). Tem ainda no elenco a belíssima atriz cubana Ana de Armas e o quatro vezes indicado ao Oscar Bradley Cooper (“Sniper Americano”, “Trapaça”, “O Lado Bom da Vida”).

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Humor negro

O filme é baseado em uma reportagem de Guy Lawson para a Rolling Stone EUA em 2011 e do livro que o repórter escreveu em seguida, e narrado pela perspectiva de David, um massagista que está prestes a ter seu primeiro filho e decide se envolver com seu melhor amigo de infância na venda de armas.

Tudo começa porque, durante a Guerra do Iraque, eles descobrem uma iniciativa pouco conhecida do governo que permite que as pequenas empresas possam participar de licitações de contratos militares nos Estados Unidos. Partindo quase do zero, eles fazem muito dinheiro e passam a viver uma vida de luxo. Mas a dupla passa a ter problemas quando consegue um contrato de US$ 300 milhões para armar o exército afegão – que os coloca em contato com pessoas muito suspeitas, algumas das quais se revelam membros do próprio governo norte-americano.

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Sem patriostismo

Diferentemente dos costumeiros filmes americanos de guerra, a adaptação procura justamente mostrar as falhas e situações absurdas que estão por trás do “mercado da guerra” – e o humor está justamente nesse surrealismo todo.

“Quis que as pessoas rissem do governo, sim, mas também de nós mesmos. Os EUA vivem realidade bem diversa em suas guerras de conflitos históricos como a Segunda Guerra Mundial, a Coreia ou o Vietnã. Não há alistamento. Tudo parece acontecer em uma realidade distante de todos nós, em um universo paralelo. E é esta nossa ignorância que nos leva a situações embaraçosas como as dos meninos que burlaram o Pentágono. E o riso, doído, infelizmente, está também no fato de que ninguém, além dos dois, foi punido pela Justiça. É para rir ou para chorar? Ou os dois?”, pergunta o diretor Phillips, em entrevista.

Se quiser um filme para se divertir, nem pense duas vezes antes de escolher este. A risada é garantidíssima, a trilha sonora e as referências a outros filmes também são ótimas. Caguetes dos personagens, diálogos curtos, aulas de picaretagem e tudo o que se tem direito!

Assista ao trailer: