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A crítica detonou o novo Ben-Hur, releitura do clássico de 1959, baseado no livro escrito em 1880 pelo general americano Lew Wallace. Todos sabiam que seria uma tarefa difícil fazer uma versão de um filme que ganhou 11 Oscars à época – e o próprio diretor, Timur Bekmambetov, fez questão de deixar claro o tempo todo que não é um “remake”, é uma “releitura”. Os mais apegados, podemos dizer, já não gostaram antes mesmo de assistir.

O filme estreou dia 18 de agosto, mas ainda está nos cinemas. Como buscamos sempre o lado positivo das coisas e incentivamos você a ir ao cinema tirar suas próprias conclusões, apresentamos alguns argumentos para tentar convencer você a dar uma chance ao filme.

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Divulgação/Paramount

Se você não viu o anterior e não sabe do que se trata, aqui vai. Ambientado em Jerusalém, por volta de 30 d.C, o filme conta a história de Judah Ben-Hur (interpretado por Jack Huston) – um nobre injustamente acusado de traição ao Império Romano, que sobrevive a anos de escravidão para se vingar de seu irmão Messala (Toby Kebbell), responsável por sua condenação. Ao recuperar sua liberdade, Judah se torna um exímio competidor de corrida de bigas e encontra a chance de enfrentar seu traidor na arena.

Comparar a evolução do cinema de um filme pro outro

Assistir a um seguido do outro é um choque histórico. E pensar que, em 1959, aquilo era da mais alta produção cinematográfica – custou US$ 15 milhões (muito, muito mesmo, naquele tempo) e ganhou 11 estatuetas no Oscar, recorde igualado só por “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis – O retorno do rei” (2003). A releitura teve o “humilde” orçamento de US$ 100 milhões (abaixo dos cerca de US$ 250 milhões de outros blockbusters contemporâneos).

Ah, e o filme ainda teve uma versão muda antes de 1959. Em 1925 “Ben-Hur” foi ao cinema numa superprodução realizada por Fred Niblo, com Ramon Novarro e Francis X. Bushman nos papéis principais, filmada na Itália e em Hollywood, sendo o filme mais caro do cinema mudo.

As cenas de ação, em especial, a clássica corrida de bigas

É certo de que devemos respeitar o clássico (eram outros tempos) mas a cena da corrida de bigas chega a ser passível de riso quando comparada com sua nova versão. Os efeitos, em especial o uso no 3D, mostram que Hollywood não está pra brincadeira quando o assunto é tecnologia e efeitos especiais.

Ele não é tão longo quanto a versão de 1959

São 3 horas e 44 minutos do primeiro contra 2h30 na versão de 2016. Uma senhora redução, não? Hoje em dia, caberia numa única fita VHS.

Tem brasileiro! Rodrigo Santoro no papel de Jesus Cristo

A participação de Rodrigo Santoro é bastante digna e parece ter sido uma das mais emocionantes de ser feita pelos atores. Na coletiva de imprensa de divulgação do filme, o ator chegou a se emocionar enquanto falava sobre a cena da crucificação e revelou que tinha, sim, o “fetiche” de um dia interpretar um papel tão emblemático como o de Jesus Cristo. “Essa experiência me ensinou muita coisa, me ajudou e reescreveu coisas na minha vida”, contou. Abaixo, a primeira cena entre Jesus e Judah.

O final é diferente também

Não é spoiler, mas também não vamos contar o que acontece. A justificativa do diretor é de que “a mensagem final foi adaptada e se encaixa nos dias de hoje. É uma mensagem de redenção e perdão, uma mensagem positiva”.

Tem o Morgan Freeman de dreadlocks

Ok, não é uma parte importante, mas uma curiosidade que não podíamos deixar de citar. A narração dele reafirma que é a voz mais querida de Hollywood. Ele interpreta um rico sheik chamado Ilderim, que treina Ben-Hur para torna-lhe o melhor corredor para assim vingar-se de seu irmão, Messala. Diferente do filme de 1959, no qual era um personagem secundário, e um tipo de alívio cômico, não há humor nessa versão. Além do mais, Ilderim agora é uma das principais figuras do filme.

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Jack Huston e Morgan Freeman em cena (Divulgação/Paramount)

Assista ao trailer: