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Stephen King é um mestre do horror e do fantasioso. De seus livros que ganharam boas adaptações, pode-se destacar  ”Christine – O Carro Assassino”, “Carrie – A Estranha”, “Louca Obsessão”, “O Cemitério Maldito”, “À Espera de um Milagre” e “Conta Comigo”.  No entanto, nenhum deles chega perto da popularidade que é sua grande obra prima do terror,  ”IT – A Coisa” (1986) e sua adaptação para TV feita 4 anos depois, em 1990.

Como não se lembrar daquele palhaço fofura desmembrando o braço do pequeno Georgie ou saindo do ralo para assustar um dos integrantes do “Clube dos Perdedores”? Só isso já é o suficiente para 2 semanas de pesadelos e um raio de 10km de distância de todo e qualquer palhaço na face da terra (truestory, aconteceu comigo). Isso porque a minissérie, por ser uma produção televisiva, não podia ser explícita na violência – coisa que o livro descreve perfeitamente bem para sedimentar o horror e o medo ao longo da leitura.

O ator Tim Curry criou um Pennywise (nosso doutor da alegria do terror) que se transformou em um dos maiores ícones não só do gênero, mas da cultura Pop também. Frases como “Você quer um balão?“ viraram referencia em terapias de choque (ok, brincadeira), e ficaram marcadas em toda uma geração de fãs do terror.

Exatamente por isso que muitas pessoas esperavam há décadas por uma versão para o cinema do livro que fosse mais dark e mais violenta e, no mínimo, digna. Vou te contar que toda essa espera valeu a pena porque o novo Pennywise (e o filme como um todo) te pega pelas  pelas bolas e só te solta pra pegar mais forte.

It, a obra prima do medo

Na história que se passa em Derry, uma pequena cidade dos EUA, uma sociedade pacata, menos a cada período de 27 anos, quando uma maldição recai por lá, onde muitas crianças somem. Em meio a todos esses raptos e mortes, um grupo de pré adolescentes, ao perceberem que estão sendo atacados por uma entidade que assume a forma de palhaço, se unem para tentar dar um fim a isso.

Dirigido por  Andy Muschietti que já havia mostrado talento para cenas de alta tensão com seu filme de estreia, “Mama“, percebe-se logo de cara que a nova adaptação não é para os fracos, balanceando muito bem cenas de susto com cenas de humor e drama.

O destaque fica para a construção dos personagens que compõe o grupo dos perdedores. Convenhamos que o mais importante no horror e na fantasia é que se tenha empatia com o elenco principal para que haja envolvimento na hora da matança. E não é que aqui eles te fisgam pelo coração apenas para causar vários ataques cardíacos na hora dos confrontos? Confrontos estes que são majestosamente coreografados com a pitada certa de  “puta que pariu sai daí agora!”

Você também vai flutuar

Não é a toa que o filme arrecadou  123 milhões de dólares nos seus 3 primeiros dias de estréia nos EUA e Canada (e se você ficou curioso com o desempenho no Brasil, IT “flutuou” mais de 17 milhões de reais por aqui), tudo isso num orçamento enxuto de 35 milhões de dólares.

Seja pela nostalgia da década de 80 (o livro se passava nos anos 50, uma das mudanças geniais na história), pela amizade honesta que os atores constroem ao longo do filme – trazendo um peso de humor e drama mais do que bem vindo ao conto, ou pelas cenas de puro terror,  é impossível não se apaixonar pelo filme.

Então corre pro cinema mais próximo e PREPARA que “IT – A Coisa“ chegou para declarar que  “Você também vai flutuar”.

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