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Já são longos 17 anos de franquia de X-Men nos cinemas. É bem provável que você tenha assistido ao primeiro filme em algum VHS alugado. Foi um fenômeno e a partir dali, a indústria do entretenimento nunca mais pararia de adaptar super heróis. Durante esse tempo, assistimos a Marvel se estabelecer e criar uma espécie de padrão de qualidade, com filmes interligados e sem pesar muito no drama. Sempre coloridos, divertidos e pra toda família.

Veio 2016 e Deadpool da uma chacoalhada ao mostrar que filmes pequenos, de baixo orçamento e com classificação +18 poderiam render boas críticas e boa bilheteria. Eis que o caminho estava finalmente aberto, e um dos personagens mais conhecidos por sua violência, pode ter um filme a altura. Logan é a despedida que o Wolverine precisava.

Violência e drama

Aliás, o “Wolverine” aqui remete a algo heroico, repleto de bom mocismo. Longe disso. Logan é o estudo final do personagem, e mesmo que a violência beire o limite  que a classificação possa oferecer, o foco aqui são os dramas do trio principal: Charles Xavier, Logan e Laura.

Em um mundo comandado bom grandes corporações e com mutantes estigmatizados, Logan tem a oportunidade de mudar não mais o seu futuro, mas de seus semelhantes. Em seus 17 anos de cinema, os X-Mens enfrentaram as mais diversas possibilidades de extinção, mas aqui ela se torna uma realidade. Com tantas cicatrizes, com tantas perdas, não é de se admirar que o personagem se isole do mundo.

O que temos é um ensaio sobre gerações. Charles viu a velhice consumir suas esperanças e o tempo derreteu seus ideias. Logan ainda tem na boca o gosto amargo da derrota, e de ver aqueles que ama partirem. Já Laura representa a esperança, o último fio de esperança. E é nela que todos irão se agarrar.

E se agarram.
Um filme que tem a ação em seu DNA, mas é de um coração imenso. Até a próxima, Logan.