Domingo de carnaval é dia de farra, ressaca, Fantástico e Oscar. Mais uma vez não teremos a transmissão em tv aberta, já que a Globo tem um compromisso com o desfile das escolas de samba do Rio. De todo modo, o evento que supostamente premia os melhores do cinema no ano que se passou, é importante para te fazer sair da zona dos blockbusters e assistir alguns bons filmes.

Aqui vai um guia do que temos de melhor nessa premiação.

A Chegada

Com oito indicações, A Chegada concorre também nas principais categorias: Filme, Diretor e Roteiro Adaptado. A grande controvérsia foi a não indicação de Amy Adams a Melhor Atriz, já que ela praticamente carrega o filme. O novo trabalho do emergente diretor Dennis Villeneuve, nome que começa a ganhar peso em Hollywood: seus próximos filmes são Blade Runner 2049 e a nova adaptação do clássico DuneA Chegada é mais um dos poucos sci-fi a concorrer a tanto prêmios. Com um orçamento pequeno para os padrões americanos, mas com uma mensagem poderosa sobre comunicação e amor.

A Qualquer Custo

Concorrendo em 4 categorias, sendo três delas de Melhor Filme, Roteiro Original e Ator Coadjuvante (Jeff Bridges), A Qualquer Custo é um faroeste moderno. Saem os cavalos e entram as pickups do interior do Texas, saem os índios (os grandes inimigos) e entram os bancos. Se você ainda tem dúvida sobre o estrago que a crise de 2008 causou nos EUA, esse filme é um lembrete do seu poder devastador. Ótimo para entender o atual cenário político e cultural americano.

Até o Último Homem

A volta da aposentadoria do polêmico diretor Mel GibsonAté o Último Homem é um desses filmão de Oscar. Histórias reais, patriotismo, guerra e superação pessoal. Tudo que o americano adora. Apesar disso tudo, é uma excelente história sobre valores e obsessões. Até que ponto você consegue resistir? Na Segunda Guerra Mundial, o homem que cuja fé o impedia de pegar em armas, se torna uma verdadeira lenda. Um espetáculo de filme.

Moonlight

Depois das acusações de racismo na Academia, uma mudança radical nos votantes foi realizada, e a diversidade finalmente tomou conta do Oscar. Tanto que 2017 já é chamado de “O Oscar Negro”, com um recorde histórico de indicações para atores negros. No meio de tantas obras importantes, Moonlight é aquele mais original e belo. Uma história simples e poderosa, que desafia nossa noção de masculinidade e mostra a dificuldade de se achar em um mundo opressor.

O.J.: Made In America

A ascensão e queda de um dos maiores astros do futebol americano em todos os tempos, o documentário produzido pela ESPN é umas grandes obras da cultura pop em 2016. Com quase 8 horas de duração, conhecemos cada detalhe da vida de Orenthal James Simpson. Da jovem promessa, ao sucesso comercial, até a polêmica inocência no caso do assassinato de sua ex-mulher. O “julgamento do século” expõe o espetáculo midiático e a influência do racismo nas decisões da justiça americana.

A 13ª Emenda

Mais um documentário que explora a questão racial nos EUA de uma maneira perturbadora e ao mesmo tempo brilhante. Dirigido por Ava DuVenary e original da Netflix, a 13ª Emenda começa com a libertação dos escravos, e nos mostra todas as ações do governo americano para impor uma espécie de “nova escravidão” através de leis anti-drogas.

La La Land

O queridinho da premiação e provável vencedor de tudo, La La Land é apenas o segundo trabalho do jovem diretor Damien Chazelle (Whiplash). Com 14 indicações e com prêmios importantes na bagagem, La La Land é o tipo de obra que encanta corações. Uma história sobre paixões, dedicação e como na vida, pra conseguir o que quer, é preciso abrir mão de certas coisas que consideramos importantes. Ah, também tem uns números musicais.

É isso, e boa sorte a todos.