Rashied-Amini
Você acha que o amor da sua vida realmente existe? Ou melhor, você quer saber quando vai encontrá-lo? Talvez você possa contar com a ajuda do Nanaya. O iraniano Rashied Amini, naturalizado americano, membro do time de engenheiros de sistemas da Nasa, demorou quase dois anos para desenvolver um algoritmo capaz de prever os futuros romances das pessoas e até as chances de sobrevivência de um casamento, por exemplo. Ele hospedou o algoritmo no website Nanaya.co, onde se faz o teste que irá detalhar todos os possíveis encontros e desencontros amorosos a partir dos dados fornecidos pelos próprios usuários.

A ideia do engenheiro de 30 anos surgiu por acaso no começo de 2014, quando sua namorada, na época, terminou o relacionamento após dois anos de compromisso. Em entrevista ao site de VEJA, Amini revela como foi o embrião do projeto: “Ela não sabia o porquê do término. Ela gostava de mim, mas sentiu que tinha de terminar comigo. E eu, um engenheiro devastado pelo rompimento, decidi fazer uma brincadeira sobre isso, que acabou se tornando realidade”, conta Amini, que começou o projeto testando amigos e conhecidos até chegar hoje a 22.000 pessoas, cujas informações pessoais ajudaram a fazer o banco de dados crescer e, assim, melhorar as previsões do algoritmo.

O website Nanaya funciona da seguinte maneira: primeiramente, o usuário deve fazer um cadastro básico, depois preenche questionários detalhados sobre hábitos, valores e gostos pessoais. Junto a esse teste de personalidade, também devem ser respondidas questões sobre o relacionamento atual (se a pessoa estiver namorando) ou sobre um hipotético namoro ideal. Essas informações detalhadas permitem ao algoritmo estimar as chances de cada pessoa encontrar o par perfeito e em quanto tempo isso pode acontecer. Amini afirma que, quando o serviço tiver mais adesões, as pessoas terão uma boa previsão sobre seus relacionamentos. Segundo ele, a ferramenta ganharia uma seção chamada “fiquem juntos para sempre ou se separem agora”.

O fundador e criador do Nanaya diz que o serviço se distingue de aplicativos de encontros virtuais como o Tinder e o Happn. “Nós damos conselhos de vida, não proporcionamos encontros de pessoas. Em sites de relacionamento você cria um perfil e uma falsa imagem para a outra pessoa se sentir atraída. Aqui não: o algoritmo dá as informações que ajudarão as pessoas a se conhecerem melhor e construírem suas vidas amorosas e relações sociais”, afirma o iraniano.

Rashied Amini trabalhou no laboratório de propulsão a jato da Nasa, onde ajudava no planejamento dos rovers, veículos robóticos de exploração usado em Marte, por exemplo. Atualmente, o engenheiro tirou licença do serviço espacial americano para defender um doutorado em astrofísica pela Universidade de Washington, em Saint Louis, nos Estados Unidos. Quando terminar, ele deve voltar ao laboratório da Nasa. Sua pretensão é fazer do website um aplicativo para celular. “Se conseguirmos monetizar este projeto, desenvolveremos um aplicativo mobile com uma interface muito mais atrativa”, garante o engenheiro.

Desde a desilusão amorosa que desencadeou a criação do algoritmo, Amini não teve tempo para se dedicar a namoros, mas mesmo assim fez o teste no Nanaya e os resultados são animadores: daqui a dois anos, ele deve encontrar sua alma gêmea, de acordo com o seu próprio sistema. O iraniano acredita que a ferramenta não define as relações, mas mostra caminhos possíveis, que podem ser seguidos pelos usuários ou não: “Eu pessoalmente acho que o amor não é calculável, mas podemos simular a realidade, proporcionando conselhos significativos e um olhar objetivo sobre o futuro”.

Fonte: Veja

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