Fizemos muitas listas de mulheres lindas e musas por aqui, antes e durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, é verdade. Passado o encerramento, fizemos um balanço e levantamos mais alguns nomes de mulheres incríveis e que fizeram história nessa edição da Olimpíada.

Porque devemos reconhecer: as mulheres deram um show e lutaram muito, conquistaram medalhas inéditas, mostraram o verdadeiro espírito olímpico e não desistiram em nenhum minuto. Jogaram “igual mulher” e merecem nosso respeito!

 

  • Majlinda Kelmendi, primeira medalha do Kosovo – e logo de ouro

A judoca Majlinda Kelmendi, porta-bandeira de seu país na cerimônia de abertura, conquistou a primeira medalha da história do Kosovo, e logo uma de ouro. A ex-província Sérvia participou pela primeira vez de uma Olimpíada como um país independente.

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Foto: Toru Hanai/Reuters

 

  • Nikki Hamblin, medalha de Fair Play

A corredora Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, recebeu a medalha de Fair Play do Comitê Olímpico Internacional (COI) pela atitude ao ajudar a adversária Abbey D’Agostino, dos EUA, após uma queda durante a prova de 5.000 metros de atletismo feminino. A atleta americana também foi contemplada com a medalha.

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Reprodução/ Twitter

 

  • Simone Manuel, primeira nadadora negra com ouro em prova individual

E ao lado da colega de time Lia Neal, ela fez com que os Estados Unidos tivessem, pela primeira vez, duas nadadoras negras representando o país em uma mesma prova da modalidade – no revezamento 4x100m livre.

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Foto: Adam Pretty/ Getty Images

 

  • Rafaela Silva, primeira medalha de ouro do Brasil em 2016

A judoca Rafaela Silva conquistou o lugar mais alto do pódio, emocionou o Brasil e ainda deu um show de representatividade. Ela venceu Sumiya Dorjsuren, da Mongólia, na categoria até 57 kg. Nascida no Rio de Janeiro, Rafaela cresceu na comunidade Cidade de Deus, que fica próxima de um dos núcleos do Instituto Reação, comandado pelo ex-judoca Flávio Canto, onde a agora medalhista olímpica aprendeu a competir.

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Foto: David Ramos/ Getty Images

  • Simone Biles, americana com mais medalhas de ouro numa mesma edição

Outras ginastas americanas já tinham atingido o mesmo número de medalhas que Simone Biles (5 ao todo), mas nenhuma outra havia sido tão vitoriosa quanto ela, que subiu ao lugar mais alto do pódio quatro vezes em uma única edição de Jogos Olímpicos.

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Foto: Alex Livesey/ Getty Images

 

  • Martine Grael e Kahena Kunze, primeiro ouro feminino brasileiro na Vela

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram história nas águas da Baía de Guanabara ao conquistar uma medalha de ouro na vela, na classe 49er FX, na Rio 2016. Juntas, ganharam o primeiro ouro feminino brasileiro do esporte na história das Olimpíadas. E Martine ainda fez mais: conquistou o inédito “ouro geracional“. Ela é a primeira filha de um campeão olímpico a repetir o feito (seu pai, o velejador Torben Grael).

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Foto: William West/ AFP

 

  • Mónica Puig, tenista conquistou primeiro ouro da história de Porto Rico

Número 34 do mundo, Mónica Puig, de Porto Rico, deixou as favoritas para trás e ganhou a final Olímpica de simples contra a alemã Angelique Kerber, a segunda no ranking mundial. Na Rio 2016, Mónica tornou-se a primeira mulher de Porto Rico a conquistar uma medalha Olímpica e apenas a terceira pessoa de seu país, homens incluídos, a disputar uma medalha de ouro individual.

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Foto: Charles Krupa / AP

 

  • Oksana Chusovitina, a mulher mais velha a competir pela ginástica

Aos 41 anos, Oksana Chusovitina se transformou na ginasta feminina mais longeva da história – 24 anos após a sua estreia em Barcelona, a atleta fez seu último salto oficial na Rio 2016. Vestida com um collant branco e rosa, ela se classificou em quinto na categoria do salto feminino representando o Uzbequistão e terminou na sétima colocação.

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Foto: Cordon / Getty Images

 

  • Lohaynny Vicente, primeira brasileira a jogar badminton em Olimpíada

Lohaynny teve o primeiro contato com o esporte por meio de um projeto social na Favela da Chacrinha, depois de enfrentar o luto. Ela viu o pai, um ex-chefe do tráfico, ser morto no complexo do Chapadão, no Rio. Nos Jogos, enfrentou a indiana Saina Nehwal, número 1 do mundo na modalidade. Saiu derrotada no placar: 2 a 0 (parciais de 21/17 e 21/17) – mas só no placar.

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Reprodução

Muitas outras mulheres (mas muitas mesmo) fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, se você quiser ver mais, o HuffPost Brasil fez uma lista com mais algumas neste link.

Descubra o que elas estão fazendo agora