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Nossa redatora-chefe Fran Vergari, na Pedra do Arpoador, no Rio de Janeiro, com cliques de Lello Octávio

 

Quando me pediu para escrever esse texto porque não fazia sentido que escrevesse sobre si própria, concordei mas deixei para o último momento.

Tinha (e ainda tenho) tantas coisas para falar sobre ela que fiquei com medo de ficar chato para os leitores. Entretanto, sei que, hoje, sábado, 18:50, a matéria está pronta e ela aguarda apenas o texto e imagina que qualquer coisa ela edita para que os homens, no geral gostem. Mas me diga: como é possível não gostar de Francini, leitor?

Ela é redatora chefe do Testosterona há 3 anos e se acostumou a pensar como ‘os meninos’ e às vezes quando leio matérias, tenho alguma dificuldade em saber quem está escrevendo, se ela, Edu ou Adan. Acontece que a jornalista Francini Vergari, 25 anos de idade este mês, leonina de mar, segundo ela, tendo um inferno astral quase céu, às vezes se desarma desse personagem que criou para falar com vocês. E é aí que entra toda a graça. Francini é a síntese da feminilidade. Não do clichê, do cor de rosa, da passividade. Francini pondera até a hora que decide. E então ela é voraz como um mar de ressaca.

Francini é bonita, dessas belezas que dão paz e descanso.

Quando ela vem me ver aqui no Rio, coloca a mala no quarto de hóspedes, contida. Escolhe a cama do lado direito, o oposto à janela. Então, checa o clima lá fora e resolve que está sol -às vezes não está, então ela forja- e o tom de voz, geralmente baixo e gostoso de ouvir vai aumentando, junto com seu ânimo e logo ela diz:

‘Preciso do mar.’ Uma longa pausa na beirinha e um mergulho no mar mexido.

Os olhos marejados me voltam verdes amarelados de decisão (e eu conheço muito bem aquelas cores há um tempo agora) então concordamos que ela merecia ser retratada na frente da câmera, exatamente ali, no mar que tanto ama.

Fomos ao arpoador com Lello, que fez as fotos do ensaio, e eu assisti.

Não fui capaz de muita intromissão. Não era necessária.

Ela gargalhava dentro d’água, o cabelo molhado, o rosto natural quase sem pintura alguma.

Poros e uma pele fresca no rosto lindo e clássico nos olhos de cílios enormes piscantes e o sorriso de cinema. Entre uma foto e outra ela se deita na pedra para descansar. Está alegre com os cabelos salgados e algumas mechas caem displicentemente sobre seu sorriso.

Finalizamos na Praia do Diabo e dois surfistas se sentam ao meu lado, alheios à minha presença, notam Francini de longe, sorridente dançando com as ondas… parecem não acreditar. Um pergunta pro outro, com sotaque muito carioca ‘que isso, brother?’ É respondido com calma pelo outro que cerra os olhos para ver melhor: ‘Isso?! Paraíso.’ Ri. Mas jamais ousaria discordar.

Mais cliques: a fotógrafa Thiemi Okawara, do projeto As Nuances, também jogou a Fran na água

 

Apoio: Motel Caribe

Fotos: Lello Octávio e Thiemi Okawara

 

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