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Eis aqui um guia prático de como se comportar na sua primeira orgia. Criado pelo pessoal do Cracked e traduzido pelos amigos do Vida Ordinária

Quando as pessoas não estão ocupadas deixando claro pra mim que não estão interessadas nas minhas idéias a respeito de orgias, elas estão simplesmente me bombardeando com uma pergunta atrás da outra sobre… orgias.

Por isso, em um esforço para poupar o meu tempo falando com as pessoas cara-a-cara, decidi compilar todo o meu conhecimento de orgias nesse pequeno manual.

– Que comida levar?

Se você for minimamente parecido comigo, a primeiro pergunta que vai se fazer quando encontra um convite para uma orgia colado no pára-brisas é: “Vai ter Doritos ou o que?”. É uma pergunta importante.

Com todo o suor e os outros fluidos que são expelidos, a gente perde muitos líquidos importantes ao longo de uma orgia, e Doritos são ricos no tão necessário sal – além de serem deliciosos.

Você não precisa se preocupar muito. O entusiasta de orgia inexperiente nunca resolve ser o anfitrião de uma hora pra outra, então se alguém for ousado o bastante para hospedar uma suruba, dá pra supor que a pessoa já conhece o esquema há um tempo. Qualquer surubeiro de respeito provavelmente vai ter a mão tudo que é essencial a uma orgia.

Agora que você sabe que todos os itens importantes são levados em conta, vem a questão: “o que devo levar?”. Orgias não são como casamentos ou execuções: é muito simples cozinhar. Na maioria dos eventos, você tem que levar em conta as necessidades nutricionais de todo mundo: quem não come carne, quem só come alimentos orgânicos, quem é alérgico a peixe. Mas, em uma orgia, enfiar qualquer coisa que você pode encontrar no corpo de outra pessoa é meio que o grande tema. Afinal, quem mais teria chance de reclamar seriam as mulheres, e para elas uma orgia se trata basicamente disso: engolir cegamente e alegremente o que vier. Você não tem como errar, então divirta-se!

Como se vestir?

Na maior parte do tempo, sim, você estará pelado. Nudez é ao mesmo tempo a melhor e a pior coisa em uma orgia. É ótimo porque, “ei, vejam todos, são as minhas bolas”. Mas é ruim porque a tendência é levar a muita confusão.

Quando você vai a uma festa tradicional, você conhece uma porrada de pessoas que pode distinguir pela forma como elas se vestem (“João é o cara com a camiseta vermelha, Rodrigo é o com chapéu, Vanessa é a do tapa-olho”, etc). Agora, se você bota essas mesmas pessoas nuas, juntas em um quarto, não é tão fácil de diferenciar um do outro. Afinal, vamos encarar, aos 20 e tantos anos, todos nós parecemos meio parecidos nus.

O grande problema é que, uma vez que é difícil diferenciar até mesmo sua própria genitália com a de outro cara, as mulheres participantes da orgia podem perder a noção de pra quem elas deram. Uma mulher pode olhar pro seu saco e concluir que ela já transou com você, sendo que na verdade ela tinha estado com o Jeremias. E assim você nunca vai ter uma chance com ela.

Por isso, se você quer ter certeza de que você vai poder interagir com todas elas na suruba, você vai precisar usar algo que te separe dos outros homens da festinha. Não precisa ser nada muito elaborado, nem nada que possa atrapalhar sua performance, mas precisa ser invasivo o bastante para que as pessoas logo de cara não consigam ignorar. Uma cartola, um elmo viking. Algumas coisa que diferencie você dos outros cavalheiros e que deixe você marcado no checklist mental de todas as mulheres.

– Posições Preliminares

Se quando você chegar a suruba já tiver começado, não saia entrando logo de cara no primeiro buraco que encontrar. Isso é como entrar no gramado no meio de um jogo de futebol quando os times já estão escolhidos. As pessoas odeiam isso, então tenha calma na sua entrada na orgia.

Comece aos poucos, como se estivesse molhando os pés na água, com algumas dessas Posições Preliminares. Elas não te jogam imediatamente na ação, mas te deixam próximo dela e anunciam sua presença de um jeito que deixa os outros participantes cientes de que você está lá pronto para quando precisarem de você.

– “Garçom, tem um bilau no meu bilau!”

Está fadado a acontecer em algum momento, então é melhor você começar a aceitar desde já. Toda orgia acaba tendo alguns faltantes e, estatisticamente falando, sempre haverá mais homens do que mulheres numa suruba. Portanto, goste ou não, isso vai acontecer com você.

Isso mesmo. Você vai estar lá, curtindo o melhor momento da sua vida, surubando como se não houvesse amanhã e quando vai mudar de parceria… BUM! Só sobrou um bengaludo livre. É, esse é um problema inerente às orgias, e todo surubeiro responsável sabe disso, então você e o outro cara vão ter que simplesmente esperar até a próxima troca para conseguir alguma mulher disponível.

E vocês podem aproveitar essa oportunidade para descansar um pouco ou fazerem alguma atividade não-sexual como novos amigos: falar do tempo, de futebol, trocar informações sobre alguma outra suruba legal que esteja sendo marcada, e coisas assim.

– Se apaixonando na sua suruba

41% dos casamentos terminam em divórcio. E dos 59% de casamentos que duram a vida inteiro, 98% são compostos por pessoas que se conheceram numa suruba. Os números não mentem: orgias são simplesmente o ambiente perfeito para encontrar o amor verdadeiro.

E adivinha só? Aconteceu com você. Você a vê do outro lado do quarto. Alguém esbarrou no interruptor e a luz que estava baixa se acende completamente. Não é algo que você possa controlar ou até mesmo articular apropriadamente. É como se sua alma encontrasse uma parceria em outra alma, e de certa forma você sabe que essa união está destinada a acontecer por toda a eternidade, e vai ocorrer você queira ou não. Isso é maior do que você. Essa mulher é o seu Sempre. Ela é o resto da sua vida. Uma rotina matinal de acordar ao lado dela soa como o paraíso.

Assim que o Tobias e aquele barbudo que veio com o Tobias e que você acha que se chama Jorge (e que, caso você tenha ouvido direito, trabalha vendendo equipamento agrícola) terminarem de comê-la, convide aquela mulher para uma viagem através da eternidade em seus braços.