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A representação do corpo feminino nos videogames é alvo constante de debate, com críticas à sensualização excessiva. Com seios fartos, cintura fina e magérrimas, as personagens perpetuam uma imagem irreal. Pensando nisso, a organização Bulimia, que combate desordens alimentares, montou uma campanha que reimagina heroínas dos jogos eletrônicos, como Lara Croft e Cortana, dando a elas corpos mais próximos ao real.

“Alguns podem argumentar que as pressões sociais para obter a perfeição são reforçadas apesar da representação nos videogames”, afirmam os ativistas, em comunicado. “As jogadoras — especialmente as mais jovens — podem desenvolver uma imagem distorcida de como o corpo feminino deve parecer. Isso pode marcar o início de pensamentos obsessivos sobre seus próprios corpos, e o questionamento a respeito do porque não se alinham com a percepção do ideal”.

O avanço da tecnologia permitiu que desenvolvedores criassem jogos com gráficos impressionantes, muito distantes das imagens pixeladas dos primeiros videogames. Jogos imersivos, de mundo aberto, são bastante realistas, quase cinematográficos, com ambientes ricos e cheios de detalhes.

 

“E com tal atenção aos detalhes, isso nos faz pensar, por que eles não podem retratar com precisão o corpo feminino?”, argumentam os ativistas. “Por exemplo, mulheres gordas são uma raridade nos videogames, e quando uma aparece, ela tipicamente tem um visual estranho. Parece que os videogames são casa apenas para as cinturas ultrafinas”.
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Fonte: O Globo