O texto de hoje é de um pensador dos tempos modernos e que eu sou fã . Com vocês Dino Cantelli, vulgo Tio Dino

Quero muita cerveja. Ou champanhe ou vinho, dependendo da companhia. Quero tomar porres homéricos, se bem que só quem não bebe é que pode dizer que “toma porres homéricos”. Portanto, quero menos pessoas abstêmias ao meu lado. Se uma pessoa é capaz de não beber, ela é capaz de tudo. No mais, espero que em 2011 minhas lembranças não sejam só esquecimentos.

Também desejo mulheres de biquíni. Umas 10 ao meu redor. Tudo bem podem ser oito.

Quero um caso, uma namorada e um amor. Sacana, intenso, inesquecível. Ela tem de gostar das coisas que gosto. Não precisa torcer pelo mesmo time que torço. Brigas rendem excelentes transas. Tem de gostar do meu jeito de ser. De meus amigos. Todos, inclusive o desagradável do Jorginho que vive arrotando, falando alto e levando os amigos para a zona sem o consentimento de seus cônjuges.

Um carro! Claro, um carro. O que tenho atualmente não dá, está defasado. Sequer apareceu na última edição da revista Punheta Automotiva.  Quero um carro novo totalmente equipado com o que há de mais moderno em matéria de inveja no mercado. Sem adesivo de família. Sem CD do Restart.

Salário. Um aumento de salário generoso. Que me dê segurança, tranqüilidade e uma espada ninja.

Quero também ser reconhecido. Se não for pela minha beleza, que é algo pouco provável, que seja por alguma coisa sensacional que eu faça melhor que qualquer um. Equilibrar copos na barriga, talvez.

Surpresas. Quero surpresas que me façam perder o fôlego, mas não os cabelos. Que tragam contratos, não exames de DNA. Amigos, não filhos da puta disfarçados.

Se decepções forem inevitáveis, que sejam poucas e precoces. A decepção ainda é a maneira mais eficaz de alerta. Ela faz você olhar – na marra – para os dois lados antes de pegar na mão de alguém.

Por fim, quero menos redes sociais e mais redes na varanda. Mais olho no olho e menos avatar no avatar.

E que 2011 não seja tão perfeito para que tenhamos o que pedir para 2012: um fim do mundo mais ameno, quem sabe.

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