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Se você não dormiu durante todas as aulas de português e literatura do ensino médio, você talvez lembre do personagem Policarpo Quaresma, que era tão nacionalista que desejava que o Brasil deixasse de falar português e passasse a falar o tupi-guarani, afinal de contas, essa é uma língua muito mais conectada com as nossas origens de verdade do que a língua dos nossos colonizadores.

Mas como será que ficaria uma banda de metal apenas em Tupi Guarani?

Bom, ela existe, e se chama Arandu Arakuaa.

Composta por NáJila Cristina (Vocais/Maracá), Zândhio Aquino (Guitarra/Viola Caipira/Vocais/Instrumentos Indígenas/Teclado), Saulo Lucena (Contrabaixo/Vocais de Apoio/Maracá), Adriano Ferreira (Bateria/Percussão), a banda não só canta no idioma mais falado pelos índios do Brasil (desculpem, segundo comentários que me mandaram pelo Twitter, Tupi e Guarani são duas línguas separadas, mas ainda é uma ótima ação da banda, né?), mas também em Xerente e Xavante e tem suas letras baseadas em lendas e histórias dos povos nativos do Brasil.

“O forte da nossa vocalista é o gutural, uma técnica agressiva incomum para mulheres. Eu canto como um pajé, com voz mais rouca, e ainda temos um baterista negro. Além de mim, que nasci no Norte e sou descendente de índios, temos integrantes filhos de nordestinos.”

Abaixo, vocês conferem algumas das músicas da banda: