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Amy, indicado ao Oscar 2016 de Melhor Documentário, retrata a jornada da cantora Amy Winehouse desde seus tempos de adolescente carismática à estrela atormentada – e estreia dia 1º de fevereiro na Netflix com exclusividade para os assinantes da América Latina. A premiação acontece na noite de 28 de fevereiro, então, dá pra ver o documentário antes e torcer.

A produção, um impactante longa de duas horas, do premiado diretor Asif Kapadia (que também assina Senna, retrato da vida do piloto brasileiro tricampeão de Fórmula 1), Amy traz às telas a trajetória da cantora vencedora de seis prêmios Grammy em suas próprias palavras. Reunindo vídeos caseiros, entrevistas com pessoas próximas e faixas inéditas, o documentário analisa sua rápida ascensão à fama e os motivos que a levaram à autodestruição e consequentemente à morte, aos 27 anos de idade.

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Dona de um talento raro, Amy Winehouse conquistou a atenção do mundo com sua voz e carisma inesquecíveis. Com jazz correndo nas veias, ela compunha e interpretava de corpo e alma, expondo batalhas e sofrimentos pessoais em suas letras. Combinando virtuosidade e honestidade brutais, criou algumas das canções mais adoradas e originais desta geração.

Aclamado no Festival de Cannes em maio de 2015, o poderoso documentário de Asif Kapadia convida o público a relembrar e celebrar a brilhante artista que Amy Winehouse foi, e não a figura explorada pelos tabloides. O diretor, que levou mais de dois anos para conseguir depoimentos da família sobre a cantora, não deixa de questionar como pudemos deixá-la desaparecer diante de nossos olhos (ela foi encontrada morta em sua casa, em Londres, vítima de uma intoxicação alcoólica após um período de abstinência, no dia 23 de julho de 2011).
Inicialmente colaboradora do projeto, a família Winehouse não gostou nada do filme. Mitch Winehouse, pai da cantora, chamou a obra de “desequilibrada” e “enganosa”. Em comunicado, o porta-voz da família escreveu: “(Os parentes) sentem que o filme é uma oportunidade perdida para prestar homenagem à sua vida e ao seu talento”, ao mesmo tempo em que é “enganoso e contém algumas mentiras”.

À parte o sucesso musical, Amy passou os últimos meses de vida tendo a produção artística ofuscada por problemas pessoais, batalhas com paparazzi, conflitos legais e notícias de abuso de substâncias tóxicas. Ela morreu com apenas dois álbuns lançados, Frank e Back to Black. Em dezembro de 2011, o disco póstumo Lioness: Hidden Treasures chegou às lojas com faixas esquecidas, versões alternativas, duetos e covers.