Eu sempre gostei demais do Stone Temple Pilots, tanto que na primeira vez que a banda veio ao Brasil eu estava lá no show em São Paulo, numa noite chuvosa em 2010. E os músicos são realmente muito bons, por isso eu fiquei muito feliz em saber que a banda seguiu em frente depois da morte do vocalista Scott Weiland, afinal, um músico tem mesmo que gravar álbuns e cair na estrada.

Quando saiu o primeiro single com o novo vocalista, Jeff Gutt, a coisa parecia animadora, o timbre dele lembra bastante o do Scott Weiland, e parecia que o álbum seria cheio de boas canções, como todos os outros trabalhos da banda – mesmo os dois últimos sendo mais fracos que os outros – mas senti a sensação de que fui enganado, assim como o trailer de Esquadrão Suicida faz parecer que o filme é ótimo, quando na verdade ele  é bem fraquinho.

Não estou dizendo que o auto-intitulado álbum da banda que acaba de sair seja ruim, longe disso, ele apenas não empolga tanto assim. Jeff Gutt é um bom vocalista? Sim! Vai sair em turnê e segurar a onda cantando os antigos clássicos da banda? Certamente!, mas as composições novas do STP com ele ficaram parecendo um tributo a si mesmo, vale aqui dar um desconto pro cara, não é fácil substituir um vocalista tão talentoso quanto Weiland.

Stone Temple Pilots

Meadow, o primeiro single do álbum é realmente muito boa, uma música com o padrão STP de qualidade, ela tem melodia, ritmo e peso na medida certa, e um refrão muito gostoso de ouvir, por pouco você nem percebe que a banda mudou de vocalista.

Thought She’d Be Mine é outro ótimo momento do álbum, e te remete a algumas músicas do Tiny Music…, onde o Stone Temple Pilots colocou um pouco de lado o peso e apostou em belas melodias. E por falar em melodia, a banda acertou outra vez em Finest Hour, a canção é linda, mas fica claro que por mais que Jeff seja um bom vocalista, essa música na voz de Scott teria ficado muito melhor.

O grande problema é que podemos resumir os pontos altos do álbum apenas nestas 3 músicas. Never Enough quase chega a ser uma boa música, mas a verdade é que depois de 8 músicas, a sua paciência com as músicas medianas vai acabando.

Middle of Nowhere, que abre o álbum, não empolga muito, Guilty vem na sequência e você sabe que está ouvindo STP, mas algo parece fora do lugar, Six Eight também não chega a te fazer querer ouvi-la outra vez, e  The Art Of Letting Go é outra onde o vocal fica devendo, ficou parecendo uma baladinha sem graça, enquanto Reds & Blues fecha o álbum de forma melancólica, porque ela é muito chata mesmo.

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