• Ejaculação Precoce #100

    Por: Will Farias | Em: Ejaculação Precoce | 25 de agosto de 2012

    A cada semana que se passa fica mais foda escrever este pequeno “monólogo” que dá inicio a mais uma semana de absurdos, asneiras, idiotices e outros afins escritos por este inútil que vos fala. E esta semana é a mais difícil de todas porque é a centésima vez que eu a faço. E é a centésima vez que você, que esta ai do outro lado, pensa: “Quando virá a edição engraçada?”.

    Quero agradecer a minha familia pro me proporcionar uma infância traumatizante, rendendo bastante material para tirarem sarro de mim.  E quero agradecer ao Edu porque, se eu estou aqui hoje, é porque ele esqueceu de mudar a senha de acesso do servidor.

    Este é o Ejaculação Precoce #100 – Noticias rápidas, curtas, inférteis… Ah, vocês já sabem…

    – Gosto mais do livro de matemática do que da Bíblia porque o de matemática tem respostas no final.

    – Coisas que não ficam bem quando eu estou presente: Fotos

    – “Tá vendo aquela Lua que brilha lá no céu?” – É melhor você destruí-la antes que o Goku vire macaco.

    – Qual foi o lugar mais louco que você já quis fazer sexo? – Na vida real.

    – Por que o homem gosta mais de futebol do que de casamento? Porque no futebol só tem 17 regras.

    continue lendo…

  • As verdades que os homens contam: O abraço

    Por: Edu | Em: As verdades que os homens contam | 24 de agosto de 2012

    Bruna andava pela calçada desatenta. Havia até esquecido o que ia fazer fora de casa. Chegando numa esquina, parou e aguardou o sinal de pedestres ficar verde. Olhando para o outro lado, reconheceu um rapaz que esperava para atravessar a mesma rua, mas no sentido oposto. Era Luiz, um amigo de infância, que estudou com ela desde o primário. Surpresa, já que não se viam há uns 6 anos, Bruna resolveu acenar. Luiz a reconheceu e quando o sinal abriu veio em sua direção. Bruna, que nem lembrava mais o que ia fazer na rua, acabara de achar um motivo para não andar mais a esmo.

    – Luiz, quanto tempo!
    – Bruna! Como vai você?
    – Estou bem! E você, como está?
    – Ah, tudo bem, comigo tudo tranquilo.
    – O mesmo bom humor de sempre, não é? Nunca vi você reclamar de nada.
    – É, acho que sim. A vida já é bem dura pra quem é bem humorado, imagina pra quem vive de mau humor.
    – Que engraçado te encontrar assim no meio da rua depois de tanto tempo. Nos conhecemos há quantos anos mesmo, uns 20?
    – Acho que sim, por aí. Desde o primário.
    – Isso mesmo, desde o primário no colégio. Logo que nos conhecemos você queria ser meu namoradinho, lembra? Hahaha!
    – Lembro, claro…
    – Lembro que você fez um cartãozinho à mão, tão fofo.
    – É, é verdade. Era tudo o que eu tinha naquela época.
    – Na sétima série você também fez um cartão, não foi?
    – Fiz, sim. Um cartão junto com um buquê de flores.
    – Acho que eu era meio difícil, não é?
    – Creio que sim. Isso era tudo o que eu tinha naquele momento, mas não foi suficiente pra fazer você gostar de mim.
    – Acho que você foi a única pessoa que estudou comigo desde o primário. Nem imaginava que ainda faríamos o colegial juntos. No final do último ano eu lembro que você me entregou uma carta, dizendo que me amava mas que entendia que a gente não tinha nascido pra ficar juntos, algo assim.
    – Foi exatamente isso. Como eu não tinha nada a lhe oferecer que você quisesse, escrevi aquela carta. Era tudo o que eu podia fazer naquele momento.
    – Desculpa, não queria fazer você se sentir mal com isso.
    – Não precisa se desculpar, na verdade eu lhe agradeço por isso.
    – Como assim, agradecer?
    – A sua honestidade. É melhor ser rejeitado do que estar com alguém que não gosta de você na mesma intensidade. Eu entendi que isso era tudo o que você tinha pra me oferecer naquele momento.
    – Entendo. Mas não precisa agradecer. Segui o meu coração naquela época.
    – Claro, com certeza. Foi a melhor coisa a fazer. Apesar de saber que não tinha chance, eu também segui meu coração. Infelizmente não deu certo, mas me serviu de lição que pra um amor dar certo, tudo o que eu tinha a oferecer, teria que ser tudo o que você precisava.
    – Acho que sim…
    – A propósito, tenho que ir, vou encontrar a Ana.
    – Quem é Ana?
    – Minha mulher.
    – Ah, você casou?
    – Sim, casamos ano passado.
    – Como você a conheceu?
    – Logo que entrei na faculdade. Eu estava triste, no primeiro dia no campus e ela veio conversar comigo.
    – E acabaram se casando.
    – Foi. Descobri que casaríamos na hora em que nos conhecemos.
    – Como?
    – Logo que ela me abraçou.
    – Com um abraço você já sabia que casaria com ela?
    – Sabia. Parece só um abraço, mas era tudo o que ela tinha. E naquele momento, era tudo o que eu precisava.

    E despediram-se. Luiz foi ao encontro de Ana. Bruna continuou andando, a esmo, sem lembrar por qual motivo havia saído de casa. Não fazia diferença. Naquele momento, tudo o que ela queria era um abraço.