• Em nome da boemia

    Por: Testosterona | Em: Mundo Macho | 13 de julho de 2015

    pinga
    Intercedo em nome da boemia. Mesmo sem beber. Só pela áurea que envolve a questão do ser boêmio. Suas responsabilidades artísticas, versísticas e filosóficas. A reação das pessoas com o boêmio é ingrata. Pois o mesmo cara que é criticado por estar numa mesa de bar, é o que faz as coisas que elas admiram. Músicas, poemas e pensamentos. Deus nos livre que Vinícius de Moraes se dedicasse mais a petições que aos seus belos versos que encantam até os dias de hoje. Ou que Noel Rosa preferisse suturas, pontos e cirurgias a mesa de bar.

    Mas os dias mudaram, não se admira tanto os versos que outrora expressavam o sentimento mais profundo da alma humana. Ou que tratavam com bom humor e leveza as coisas do cotidiano. Não se dá mais valor à boemia. Os novos poetas, tais quais seus antepassados, sofrem com o estigma da vagabundagem, como aqueles sofriam com a tal malandragem. Poeta, músico, artista, isso tudo tem que ser secundário. Por mais que a pessoa se dedique a acordes, estrofes e poesias, ele precisa, acima disso, e bem acima, se dedicar a um trabalho normal, que acorde as sete e pague bem. Um trabalho que o consome inteiramente e acaba por soterrar o poeta no interior, com problemas, contas e projetos.

    Veja bem, o sol só é bom ao artista ou na sua alvorada, quando já se busca o caminho de casa, numa intensa luta para acertar os passos e manter-se equilibrado, com alguns papéis debaixo do braço, muita inspiração na cabeça e vontade de se expressar no coração. Ou em seu crepúsculo, quando já se conseguiu amenizar a dor de cabeça e o homem volta à batalha contra o álcool e já se apronta para fazer mais alguns versos e dedilhar o violão. Fora isso, o sol só faz esquentar a cabeça, assim como os problemas de quem acorda cedo. Isso tudo toma o tempo daquele que deveria nos encher de alegria com coisas leves e pensamentos geniais. Todos os dias um boêmio morre atrás de sua mesa, na frente de seu computador ou numa sala de reunião. Não que isso seja errado, mas não é pra mim. Nasci brigado com o despertador e com modelos quadrados de trabalho. Dou-me melhor com um papel em branco e um lápis, uma mesa e um computador, sem obrigações. Prefiro meus cd’s a documentos. Sou vagabundo? Faço minhas as palavras de Noel Rosa: “Malandro é palavra derrotista que só serve pra tirar todo valor do sambista. Proponho ao povo civilizado não te chamar de malandro e sim de rapaz folgado” Isso, um simples rapaz folgado. Tudo que quero é poder escrever em paz.

    E assim eu viveria da escrita, de escrever o dia inteiro, todos os dias. Gostaria de viver de me expressar e registrar essas expressões. Tenho uma afeição pelas palavras que não tem tamanho, fico maravilhado com o poder que temos quando as utilizamos. Quando usamos de forma errada, tudo vai por água abaixo, porém, quando as empregamos corretamente, tudo se resolve. E mesmo assim, mesmo com tamanha importância, ainda querem que o artista levante cedo? Que bata ponto e tome café em um copinho de plástico? Prefiro, mil vezes, juntar-me com um punhado de amigos, rir a noite inteira, falar besteira a noite inteira e escrever uma coisinha ou outra. Torço pelo reconhecimento do boêmio e da sua aceitação. Quando queremos ouvir uma boa música, sentamos e escolhemos um bom cd, não pensamos em todas as dificuldades que aquele cara teve para que possamos sentar em um sofá, a meia-luz e vinho. E no dia seguinte, quando passamos por um bar ou coisa do tipo, logo taxamos como “vagabundos” os que ali estão.

    Quantos não devem ter chamado Tom Jobim de vagabundo, e hoje, ontem e amanhã, seus filhos, netos e bisnetos, cantarolam, entre uma papelada e outra, “Luíza”, “Lygia”, “Gabriela” ou qualquer outra musa eternizada pelo compositor. A estes que condenam a criação artística, que só valorizam o trabalho convencional, chamo de vagabundos artísticos que, ao invés de contribuírem na criação de algo cultural, preferem perder seus tempos enfurnados em salas tensas de trabalho. Vocês, sim, são uma vergonha. Gastam o tempo que poderiam estar criando um verso, fazendo cronogramas ou planilhas. Ah! Não levam jeito para a coisa? Não conseguem criar ou desenvolver poemas, textos e músicas? Não tem problema. Só deixem em paz aqueles que tentam todos os dias fazê-lo. Não coíbam ou estereotipem aqueles que têm paixão de fazer aquilo que alimenta a alma de muitos, porém nem todos conseguem fazer. Não me excluo, escrevo por teimosia, não por habilidade. Escrevo pela paixão, pela inexplicável leveza que as palavras aparecem e se completam e gostaria que a obrigação de trabalhar não me atrapalhasse. Mas sei que um dia eu conseguirei acordar e dormir tendo só pensado em texto o dia inteiro, mas não hoje, porque o horário de almoço terminou.

    Texto originalmente publicado no Blog do André, E Coisa & Tal.

    andre

  • Rock do domingo – Especial dia do Rock

    Por: Edu | Em: Mundo Macho | 13 de julho de 2015

    rock

    Nesta semana o Rock de domingo saiu com um dia de atraso, mas foi pra aproveitar que hoje é o Dia do rock, por isso preparamos uma overdose de rock pra vocês. A já tradicional playlist Radio Testosterona no Spotify só tem clássicos nesta semana, e além disso, separei algumas outras listas bacanas pra vocês ouvirem:

     

  • Mulher vai parar na cadeia porque se recusou a lavar a roupa do marido

    Por: Edu | Em: Mundo Macho | 12 de julho de 2015

    dulce
    A jovem Dulce Requena García, de 21 anos, foi parar ma cadeia a pedido de seu marido, Edgar Ivan Alvarado Perez, de 26 anos, depois que ela se recusou a lavar a roupa dele. O caso aconteceu na semana passada, na cidade de Tampico, México.

    Edgar contou às autoridades que chegou em casa após o trabalho e Dulce se recusou a lavar a roupa dele. A mulher teria ficado furiosa e os dois acabaram discutindo. Indignado com o comportamento de Dulce, ele procurou um juiz e pediu a prisão da esposa porque teria sido ameaçado e insultado.

    Em sua acusação, Edgar também disse que seus três filhos são negligenciados pela mãe porque ela passa o dia todo deitada na cama assistindo TV. Atrás das grades, Dulce disse que não quis lavar a roupa do marido porque ele nunca estava em casa. Ela também o acusou de enganá-la com outra mulher.