O desespero tomou conta de Joaquim. Ele se viu sozinho no aeroporto, sem a sua querida mala que já lhe acompanhava havia 35 anos. Desesperado, procurou a segurança do local:

– Vocês tem que me ajudar, por favor. Essa mala é tudo o que eu tenho. Eu sei que ela é velha, feia e caída. Sei que ninguém se interessaria por uma mala sem alça e sem rodinhas chata de levar pra viajar, mas ela é a MINHA mala!
– Tudo bem, senhor. Vamos ver o que podemos fazer pra achar a sua mala. Como ela é?
– Ah, ela é velha, feia, enorme e pesada, cor da pele.
– E quando foi a ultima vez que você a viu?
– A ultima eu não lembro, foi aqui no aeroporto. Mas a primrira vez… Foi inesquecível. Quando vi essa mala na loja, pensei “agora tenho companhia pras minhas viagens pro resto da vida”,
– Ok senhor, não saia daqui.

Duas horas depois…

– Senhor, aqui está a sua mala. Trate de não perdê-la de novo.
– Oh, minha mala querida, como senti sua falta! Saiba que te amo, Fátima, mesmo que você esteja velha e com Alzheimer…

Siga no twitter