Hoje em dia, se você perguntar para um casal como foi que eles se conheceram, é muito provável que a resposta envolva um aplicativo de namoro, alguns drinks e uma noite de sexo sem compromisso. Mas talvez a maioria de nós não queira contar uma história assim.

De acordo com o especialista em relacionamentos Dan Savage, em recente entrevista ao programa de rádio do pesquisador americano Neil deGrasse Tyson, admitir esse começo do relacionamento é uma verdadeira vergonha para as pessoas.

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A conta não bate

Cerca de 60% dos americanos relataram ter esses encontros casuais, de acordo com a antropóloga biológica Helen Fisher, que também esteve no programa. E das pessoas que fizeram isso, 30% realmente acabaram em um relacionamento de longo prazo por causa disso. É que ninguém quer admitir isso mesmo.

O problema de criar uma versão mais “inocente” e “romântica” pode trazer sérios problemas. Segundo os especialistas, mentir sobre isso é reforçar costumes culturais e sociais baseados nessa versão “perfeita” de relacionamento. E então, se você faz (ou assume) algo diferente, você é julgado.

Outro problema do preconceito sobre relacionamentos que começam com encontros casuais é que, por isso, também mudamos negativamente de opinião sobre a pessoa com quem acabamos de dormir. É aquela ideia de que “nenhuma relação pode ser levada a sério se começada a partir disso”.

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Não existe sexo casual

É o que defende Helen Fisher: “Não existe sexo casual. A não ser que você esteja tão bêbado a ponto de não se lembrar de nada. O sexo ativa circuitos cerebrais que nos fazem sentir apego ao nosso parceiro. Qualquer estimulação dos órgãos genitais impulsiona o sistema de dopamina e isso pode ser um empurrãozinho para que você se apaixone”, disse Fisher. “E então, com o orgasmo, há uma verdadeira inundação de oxitocina que lhe dá sentimentos de profundo apego”.

Você pode ler o texto original e ouvir o programa completo (ambos em inglês) aqui

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