Seja nas letras de músicas populares ou em ditados, muito se fala sobre pênis torto, mas sempre no senso comum, por isso nada melhor que os dizeres de um doutor para desmistificar certos mitos e esclarecer dúvidas e curiosidades.

1 – Pênis torto não é tão raro

E o “problema” é mais comum do que você imagina: a estimativa é de que quase 20% apresentem essa curvatura. E muitas vezes está relacionada a problemas sexuais e psicológicos.  Segundo o Dr. Matheus Brandão, da Clínica Unix,  a presença de disfunção erétil em pacientes com alteração da curvatura peniana pode chegar a quase 60%”.

2 – Não é sempre que já nasce torto

A curvatura pode aparecer no decorrer da vida, sendo chamada de curvatura adquirida do pênis. Uma bem conhecida é a Doença de Peyronie. “A membrana que reveste o tecido peniano responsável pela ereção está alterada, formando placas de tecido fibrótico no pênis”, explica Brandão. Esta curvatura é mais comum em homens acima de 50 anos e pode ser operada.

3 – O que é considerado normal?

O urologista explica que a curvatura mais comum é para baixo. O desvio no eixo que caracteriza o pênis torto é considerado normal até os 20°, como é complicado medir isso, é melhor ter como regra que a curvatura peniana torna-se preocupante quando existe dor e limitação no sexo.

4 – Posições sexuais a serem evitadas

Não há uma posição sexual de escolha, segundo o Dr. Brandão, mas é aconselhado que o casal busque posições que fiquem mais confortáveis para ambos.

5 – Pênis torto é mais fácil de “quebrar”?

Acredita-se que durante o sexo ocorram microtraumas que possam ser responsáveis pelo surgimento da curvatura ao longo da vida. Porém, qualquer região ao longo do pênis pode “quebrar” e isso ocorre onde o tecido que permite a rigidez é mais fino, geralmente ventral ou lateral. E essa “quebra” é mais relacionada ao sexo em si.

6 – Pau que nasce torto nunca se endireita

Para desmistificar a Melô do Tchan, o Dr. afirma que quem tem ao nascimento alteração da curvatura peniana permanece com ela. Caso o paciente apresente doença de Peyronie adquirida ao longo da vida, sabe-se que em torno de 13% terão uma melhora na deformidade nos primeiros 12 a 18 meses do surgimento da doença.

7 – Cirurgia peniana

A correção cirúrgica basicamente depende do grau de deformidade e função erétil. Aqueles que apresentam dificuldade na ereção e apresentam tortuosidade são candidatos a colocação de prótese peniana. Já pacientes com rigidez satisfatória e curvaturas menores que 60 – 70º, a plicatura para ajuste da tortuosidade está indicada. Nas curvaturas maiores pode ser realizada incisão da placa e colocação de um tecido que substitua a placa.

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