Falando sério. Estamos em 2016 e você não tem mais nenhum motivo para não querer fazer um exame de próstata. Até porque o preconceito está entre os principais motivos pelos quais o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os brasileiros, atrás, somente, do câncer de pele neo-melanoma.

Na tentativa de reverter esse quadro, a campanha Novembro Azul acontece no Brasil pela sexta vez e tem o intuito de conscientizar e informar os homens sobre os riscos, cuidados e todo tipo de informação que você precisa saber para enfrentar esse problema.

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1 – O exame de toque retal não é o único para diagnosticar o câncer de próstata

“Os exames eficazes para o rastreamento do câncer de próstata permanecem sendo o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal. A confirmação do câncer é feita através de uma biópsia da próstata. Hoje em dia a ressonância vem ganhando cada vez mais espaço nessa avaliação”, explica Dr. Vitor Buonfiglio, urologista da Clínica Unix.

Após os exames, o médico fará uma avaliação individual, definindo os critérios de risco e definindo a melhor estratégia de acompanhamento. Pacientes com PSA muito baixo e sem histórico da doença na família podem ser acompanhados com intervalos maiores. Mas isso é uma avaliação individual de cada paciente.

2 – Um terço dos pacientes se recusam a fazer o exame

Esse é um número do Dr. Maurício Bestane, urologista especialista em ultrassonografia urológica. “E isso é por causa do preconceito. Precisa mudar. É um exame muito rápido e que evita problemas maiores no futuro”, alerta o médico.

3 – Só o exame de toque retal não é suficiente

É essencial, mas não é suficiente, como esclarece o Dr. Buonfiglio: “O toque retal ainda se mantém como parte importante para avaliação do câncer de próstata sendo que ele deve ser feito em conjunto com o PSA. Alguns médicos acabam postergando o toque quando o PSA é muito baixo, mas ele ainda é indicado”.

4 – A frequência com que deve ser repetido

A frequência deve ser analisada caso a caso, normalmente o profissional aconselha a visita anual.

5 – Depois de diagnosticado o câncer, mais exames precisam ser feitos

“Os exames feitos após o diagnóstico da doença são recomendados a partir do resultado da biópsia e do PSA individualizando de acordo com o risco apresentado. Pode se fazer uma ressonância para avaliar a próstata e pelve. Se o paciente apresentar um PSA alto ou uma biópsia que mostre um câncer mais agressivo é possível fazer uma cintilografia óssea com o intuito de verificar se não tem alguma metástase óssea precoce, porque isso mudaria o tratamento.

6 – Não acontece só com homens mais velhos

Apesar de todas as controvérsias que existem em relação ao rastreamento do câncer de próstata todos os homens com mais de 50 anos devem ser avaliados como um diagnóstico precoce da doença. Para os homens que possuem histórico da doença na família é indicado que se comece a fazer a avaliação com pelo menos 10 anos antes do diagnóstico em que esse parente de primeiro grau teve o câncer de próstata.

7 – O exame de toque retal não dói tudo isso que você imagina

O exame dura alguns segundos. Se comparado aos exames ginecológicos a que as mulheres são submetidas, esse é fichinha! O Dr. Buonfiglio comenta sobre a dor: “O exame pode doer se o homem não estiver relaxado e se ele estiver com uma inflamação na próstata. Aí  ela será tocada e, consequentemente, a dor aparece”.