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Já dizia o poeta: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. E nenhuma é bagunça! Relacionamento aberto e poliamor são assuntos que estão em alta entre os jovens e é muito comum confundir os dois termos quando ainda é um assunto novo. Poligamia já é mais conhecido, um tanto polêmico também, mas que a maioria das pessoas não sabe bem como funciona dos dois lados.

Pedimos ajuda para a psicóloga e sexóloga Priscila Junqueira na definição dos termos, para deixar tudo mais claro, sem rodeios.

Se você ainda não está certo sobre os seus sentimentos ou está em um relacionamento sem entender muito bem o que está acontecendo, talvez essas novas “modalidades” de amor (se é que podemos dizer assim) sejam uma opção para clarear as coisas, tentar de outro jeito, até acertar.

Agora, se você está inventando história para enrolar sua namorada e convencê-la a fazer coisas a seu favor, esqueça – o que você deve estar querendo chama-se ménage, e aí é ooooutra coisa.

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Cena do filme “Os Três” (Brasil, 2011)

Relacionamento aberto

“As pessoas em questão estão namorando ou casadas e vão ter relações sexuais com outras pessoas, com o consentimento das parcerias. É para não existir amor pelo outro ou outra, apenas sexo“, enfatiza Priscila.

Poliamor

“Relacionamento afetivo e sexual, com o consentimento das parcerias. Existe uma igualdade de gênero, ou seja, homens e mulheres se relacionam com qualquer pessoa com qualquer orientação sexual. Desde 2012, temos no Brasil Uniões Estáveis realizados entre os Poliamoristas”, lembra a sexóloga.

Poligamia

“Casamento com mais de 1 pessoa. Temos a nomenclatura de Poliginia, que é um homem casado com várias mulheres, e a Poliandria que é uma mulher casada com vários homens. Temos uma restrição de gênero nesse contexto, ou seja, não podem casar com pessoas de diferentes orientações sexuais”, explica.