Todos nós gostamos de sexo, e consciente ou inconscientemente temos nossas preferências, vontades, e sabemos aquilo que nos excita. Ao longo do tempo vamos aprendendo com nossas próprias experiências sexuais o que nos dá prazer. Você aí que está lendo este texto, já parou pra se perguntar qual o seu maior fetiche?

O fetiche é parte de você, e pode ser algo que você goste e ainda nem saiba. Estranho para alguns, absolutamente normal pra outros, cada gosto o ou preferência é algo muito particular de cada pessoa. E os fetiches podem ser os mais variados, como o clássico sexo a três, praticar sexo em lugares públicos, homens que sentem prazer em mulheres de salto alto, ou mulheres que fantasiam com homens de uniformes – as opções são infinitas!

Dentre todas essas práticas, uma que pouco se fala e muito se tem curiosidade, é o BDSM.

O que é BDSM?

Se você buscar na Wikipédia, a sigla é um acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo. O intuito do BDSM é trazer prazer através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica e outras práticas, que são previamente combinadas entre os participantes, para que ambos consigam atingir as sensações que procuram.

No universo do BDSM, você ainda encontra diferentes práticas:

Sadismo:  é a busca em sentir prazer ao impor sofrimento físico e moral a outra pessoa.

Masoquismo: na contramão do sadismo, é justamente o prazer em receber sofrimento físico e moral de outra pessoa.

Bondage: é um tipo de fetiche onde a principal fonte de prazer consiste em amarrar e imobilizar o seu parceiro, com objetos como cordas, algemas, mordaças e vendas.

Todos estes fetiches estão ligados às preferências de cada pessoa, e à relação que elas estabelecem com os parceiros, ou seja, dominação e submissão. Dentro da relação Dominador(a)/submisso(a), o sadismo, o masoquismo e mesmo o sexo podem existir, não sendo necessariamente os ingredientes principais da relação,  sendo muito comum que essa relação seja meio confusa no início, mas é importante que o submisso atenda o dominador sempre.

Apelidos como DOM para homens e DOMMES para mulheres são bastante comuns no meio, assim como Sub para a parte submissa.

 

Com a palavra, uma dominadora profissional

Nós conversamos com a Mel Fire, que é dominadora profissional e está lançando seu site, pra tentar entender mais sobre o universo da dominação e submissão. Ela, que também é camgirl, descobriu sua vocação pra dominadora enquanto se exibia para seus clientes na internet, e recebia ali muitos pedidos com os mais diferentes fetiches. “Quando estava fora do país, festas temáticas e locais voltados às práticas são comuns. Fui a eventos, fiz alguns ensaios fotográficos com o tema e comecei a aprender com uma dominadora famosa de Londres”.

Perguntamos a ela quais eram os fetiches mais comuns: “Sem dúvidas, a podolatria (adoração de pés) é a prática mais comum. Quase todos os atendimentos que eu faço possuem algum grau de podolatria, seguido de spanking e humilhação verbal“. Mel comentou também sobre os pedidos mais estranhos que já recebeu: “Já tive pessoas com o fetiche por hipnose, sono, remédios, e pessoas que sentem tesão em ter a mãe xingada”.

Rotina de trabalho

Seguimos a conversa e perguntamos como era a sua rotina de trabalho: “Normalmente eu preparo tudo com antecedência, pois já conversei com o cliente e sei quais práticas ele quer. Cada prática requer um acessório, então frequentemente ando com uma mala com cordas, algemas, chicotes, botas, sandálias, roupas de látex, e coisas do tipo. Atendo em um local totalmente voltado à arte, uma masmorra”.

Perguntamos se o filme 50 Tons de Cinza ajudou a difundir o BDSM de alguma forma, pra ela o filme é  água com açúcar perto da realidade, que as pessoas viram o tema de uma forma muito mais romantizada, mas que de certa forma ajudou algumas pessoas a se encontrarem.

Pra finalizar, peguntamos a Mel o que ela acha que um homem busca quando faz uma sessão de dominação com ela: “Na maioria das vezes, o homem  busca uma liberdade de expressão que não tem (ou acha que não terá) com sua companheira. O medo das pessoas o julgarem, do casamento acabar, de ser tido como estranho, anormal”. E se você quiser saber mais sobre o trabalho da Mel Fire, clique aqui.

 

Do que as mulheres gostam?

Pra tentarmos entendermos o outro lado da moeda, conversamos com duas mulheres que gostam de ser dominadas, a carioca Juliana, e a mineira Fernanda. Fizemos algumas perguntas pra elas:

O que mais te atrai em ser dominada?

Juliana: Acredito que toda a atmosfera que envolve o lance da dominação. É sexy, é quente… É o olho no olho, ambos com tesão, quem manda e quem obedece, num jogo onde ninguém sai perdendo.

Fernanda: O que mais me atrai é a submissão em si, a entrega e todo o contexto. Não tem muito mistério.

 

É uma prática frequente ou algo que você gosta pra sair da rotina?

Juliana: Depende do parceiro. Eu não sou uma sub. Sou uma mulher que gosta de algumas práticas de BDSM. Já tive namorado mais careta, que não gostava de me bater, por exemplo. Como já tive namorado que gostava de transmitir a transa, ou de me exibir na internet enquanto eu me masturbava.

Fernanda: Não é uma prática frequente, é pra sair da rotina, ou quando bate a vontade mesmo. Até porque os envolvidos tem que ter uma sintonia, o que nao é sempre que acontece.

 

Como você descobriu que gostava de ser dominada?

Juliana: Acho que a maioria das mulheres gostam dessa submissão. Eu também adoro mandar mas, sei obedecer muito bem! Tenho meus momentos de tomar o controle, de obedecer e de “ser mal criada” pra receber o castigo. Isso são coisas que você vai aprendendo e entendendo com o tempo, e assim descobrindo o que gosta ou não. Quando a gente começa na vida sexual, a gente quer “pau dentro”, depois a gente vai prezando a qualidade e o prazer no ato como um todo.

Fernanda: Descobri na prática mesmo, vai rolando e você vai percebendo que você gosta.

 

Qual seu maior fetiche?

Juliana:  Não tenho nada específico. Vai de acordo com o clima, o parceiro. Eu, particularmente, curto apanhar, mordidas, ser amarrada, velas.

Fernanda: Eu não tenho um grande fetiche, mas deve ser algum role play, ou algo assim.

 

Quer mais? Indicamos este vídeo da Chris Lima falando um pouco mais sobre o assunto: