À primeira vista, esses quatro temas tem pouco em comum. Mas a ciência junta todas essas coisas e prova que elas têm a ver sim. Uma pesquisa feita pela McGill University, universidade canadense situada em Montreal, vem provar que nosso corpo tem reações similares quando posto diante de alguns estímulos específicos.

O estudo publicado pela revista científica Nature explica que ouvir música ativa as mesmas partes do cérebro que drogas, comida ou, até mesmo, sexo. Trazendo, por fim, a mesma sensação interna de satisfação (mas claro, não é qualquer música, né).

Isso se dá porque o mesmo sistema químico-cerebral é ativado quando tem contato com uma dessas opções, proporcionando a mesma sensação de prazer.

Prazer, endorfina

A tal “liberação de endorfina” que a gente tanto ouve é a responsável pelo gosto por atividades que já tanto conhecemos, como quando se come algo gostoso, se utiliza de estimulantes (algumas vezes ilegais) e, principalmente, quando se faz sexo.

O estudo canadense é o responsável por trazer a este quadrado de prazeres a música também. Para tal, eles mediram reações de cerca de 20 participantes a partir de um bloqueio seletivo dos receptores, por meio de um remédio chamado naltrexona.

As cobaias escutaram suas músicas favoritas e não tiveram qualquer sensação afetiva ou de deleite.

Por sorte, a pesquisa científica da vez foi feita com música. Pobres dos estudados se os especialistas tivessem usado o bloqueador para ver como se comportariam em relação ao sexo. Mandar ver sem prazer seria um castigo daqueles, não é mesmo?

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