Você já deve ter recebido algum e-mail com uma proposta tentadora para aumentar o tamanho do seu pênis, mas provavelmente (esperamos), nunca teve coragem de abrir. Bom, nós também não abrimos, mas consultamos um urologista para nos dizer o que está por trás dessas lendárias cirurgias.

Apesar de as mulheres jurarem que tamanho não é documento, essa ainda é uma preocupação comum entre o homens. O mais recente estudo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica revelou que em 2014 foram feitas 15.414 operações de aumento de pênis no mundo. Alemanha é o país com o maior número de cirurgias, um total de 2.786, seguida pela Venezuela (473). O Brasil ficou em sétimo, com 219 procedimentos.

E a primeira coisa que alertou o Dr. Lawrence Utida, urologista da Clínica Unix, foi: não existe até o momento cirurgia que pode aumentar o pênis com segurança. As outras estão logo a seguir:

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No Brasil, essas cirurgias não são aceitas

“Existem serviços que realizam as cirurgias de tentativa de aumento de pênis. No Brasil, essas cirurgias não são aceitas. As técnicas cirúrgicas são muito ruins e apresentam maus resultados. Além de prejudicar esteticamente e funcionalmente o pênis, normalmente obrigam a colocação de prótese peniana em conjunto com o alongamento peniano, causando um flacidez da glande peniana (cabeça do pênis).”

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O especialista afirma que não há chance de sucesso

“O pênis é formado por dois corpos cavernosos que são uma área sinusoide, que no represamento do sangue causa o aumento peniano. Nas cirurgias de alongamento peniano, consegue-se aumentar a área de cobertura, porém não há como aumentar a área de represamento sanguíneo, o que impossibilita o sucesso dessa cirurgia.”

Não dá pra escolher o quanto aumentar

“O excesso de alongamento pode ocorrer a devascularização das camadas de revestimento peniano, causando isquemia dos tecidos, levando a necrose peniana, infecção e até mesmo comprometimento definitivo do órgão.”

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O pós-operatório e riscos são assustadores

“Geralmente pode-se testar a prótese inflável após 30 dias, a liberação para uso somente após 60 dias. Como complicações, pode ocorrer a isquemia dos tecidos adjacentes com necrose e até perda o órgão.”

Outras opções também não são seguras

“Existem algumas técnicas de alargamento peniano com prótese rígida, porém, pode ocorrer comprometimento da drenagem linfática que resulta na deformidade do membro. Ou seja, ela também não é segura para o paciente.”

Lembrando que a média do brasileiro é de 15,7 cm, segundo um estudo recente, publicado em maio de 2014 no jornal britânico The Sun. A medida é referente ao pênis ereto ;)