Relacionamentos que envolvem mais de uma pessoa – sem culpa, sem ciúme e com total liberdade para expor isso para todos e em qualquer lugar – podem ser o desejo de muita gente. Como são muitas as variações, às vezes as pessoas confundem as coisas por não saberem “dar nome aos bois”.

poliamor tem sido muito mencionado, e pode ser que tenha chegado para tornar muita coisa possível. Ao pé da letra, a definição para esse novo formato de relação é: um relacionamento simultâneo entre três ou mais pessoas, com o consentimento de todos os envolvidos. O tema ainda vem chocando muita gente, mas a realidade é que essa tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

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Tendência e preconceito

Para a sexóloga e psicóloga especializada em sexualidade humana, Priscila Junqueira, o poliamor reforça a tese de que algumas pessoas possuem o desejo de variedade e capacidade de se envolver sexualmente e afetivamente com mais de um parceiro (a).

“O poliamor já existe desde a década de 30, porém ainda não era tratado de maneira tão aberta como hoje. O espaço e aceitação que o assunto vem ganhando proporcionam mais liberdade para que as pessoas assumam o poliamor de maneira mais autêntica. Acredito que esse modelo deve crescer ainda mais, já que possibilita que as pessoas reflitam sobre a sexualidade de maneira mais livre. Desta forma, a tendência é que aumente o número de adeptos. Afinal, muitas pessoas ainda não assumem pelo fato de terem medo de encarar algum tipo de preconceito”, afirma Junqueira.

Outras modalidades

Dentro deste universo, Priscila Junqueira explica que há algumas modalidades, como: Triângulo Aberto, Triângulo Fechado, Grupo de 4 (onde duas pessoas se relacionam entre si e os demais com apenas um parceiro) e também um grupo de 4 pessoas ou mais em que todos se relacionam entre si. “Geralmente, o poliamor é aceito por pessoas que têm autonomia e liberdade em relação à vida sexual e que acreditam que é possível amar mais de uma pessoa”, comenta.

Não confunda as coisas

Ainda de acordo com a especialista, é importante esclarecer que há outros tipos de relações que acabam sendo confundidas com o poliamor. A poligamia, por exemplo, que é o casamento com mais de uma pessoa do mesmo gênero e o relacionamento aberto, que consiste em manter relações sexuais com outras pessoas além do parceiro (a) fixo (a) com pouco ou nenhum vínculo afetivo. Neste caso, o interesse pode ser totalmente sexual, seguindo princípios opostos ao do poliamor.

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