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Na última semana aconteceu, na área aberta da 10ª edição da Campus Party Brasil, um painel para discutir a sexualidade nas plataformas digitais e a contribuição da tecnologia para o avanço da pornografia. O debate reuniu Mayumi Sato, diretora de marketing do Sexlog (maior rede social adulta do Brasil), Mayara Medeiros, sócia da produtora Luz Vermelha TV, a pesquisadora Rita Wu e a jornalista da revista VICE Brasil, Marie Declercq.

Juntas, elas discutiram principalmente o papel da mulher no mercado sensual, a democratização do sexo na sociedade e ainda tiraram dúvidas da galera.

Pornografia de lá pra cá

Por muitos anos a pornografia foi um assunto rodeado de tabus e preconceitos. Mesmo diante de muita polêmica, sempre esteve presente e acessível, das fitas cassetes, revistas impressas até os sites e canais por assinatura. Inclusive, a indústria pornô se tornou pioneira em recursos tecnológicos e foi uma das primeiras a conquistar e evoluir nas plataformas online.

“Tecnologia e pornografia caminham juntas há muito tempo e falar sobre esses temas também é discutir novas formas de viver e se relacionar com o corpo e a sexualidade. O mercado adulto pode nos ajudar a compreender mudanças e apontar caminhos possíveis para o futuro.”, afirma Mayumi Sato, diretora de marketing do Sexlog.

Hoje e agora

Ainda não está bom, mas já esteve muito pior. “Se formos comparar, tivemos um grande avanço nos últimos anos, mas é difícil dizer se continuaremos avançando com um política tão conservadora nos cercando. Acho que qualquer pessoa física que queira começar seu negócio hoje em dia tem todas as facilidades que as ferramentas digitais proporcionam. Porém, para um negócio voltado para maiores de 18 anos essas facilidades diminuem estrondosamente, mas, como empresa, já nascemos sabendo que não poderíamos utilizar das mesmas facilidades. Sendo assim, acho que já crescemos tentando lidar como se as nossas limitações de uso das plataformas digitais não fosse um grande problema”, declara Mayara Medeiros, sócia da produtora Luz Vermelha TV.

Marie Declercq, jornalista da VICE, lembra que a questão deve ser discutida sempre: “Estamos vivendo um período estranho onde ainda corremos o risco de regredirmos por causa de valores conservadores e, óbvio, o sexo sempre será o primeiro assunto a ser vetado. Por isso, é muito necessário discutir a sexualidade sempre que possível em todos os espaços permitidos para sermos mais abertos com o nosso próprio prazer”.