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Samantha Sam e as tatuadoras do Sampa Tattoo. Foto: Felipe Larozza/VICE

Estes dias vi no Twitter da Vice gringa uma reportagem falando sobre um estúdio em São Paulo que só tinha tatuadoras, com entrevistas de todas elas. Depois procurei o link no perfil brazuca e achei interessante compartilhar aqui com vocês a iniciativa muito legal da tatuadora Samantha Sam.

O estúdio fica na famosa Rua Augusta, em São Paulo, e tem cinco mulheres, que se reúnem sob o mesmo teto instigadas por um só ofício: tatuar. Ao Vice, Samantha Sam (quem comanda o Sampa Tattoo) contou que “são meninas que estão começando agora”.

A ideia surgiu quando Samantha decidiu sair do último lugar em que trabalhava. Um dos donos perguntou se ela não topava abrir um novo estúdio com ele. Depois de escolher o local, a tatuadora precisava fechar quem seriam seus funcionários. Uma amiga propôs: por que não só tatuadoras? E a sugestão foi acatada.

São dois andares: embaixo, uma sala com um lustre preto e papel de parede abriga uma grande mesa cheia de sketchbooks, pincéis, folhas, canetinhas e desenhos, muitos desenhos; em cima, a “carnificina”, com macas, agulhas e todo o aparato para marcar corpos para sempre.

Em três semanas de funcionamento, o estúdio tem feito de três a quatro tatuagens por dia. Samantha contou que a ideia é crescer e dar oportunidade pra mulherada “porque tem muita menina começando”.

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Foto: Felipe Larozza/VICE

Samantha Sam, 23 anos

“Saí de Cerquilho, onde nasci, e fui morar em Sorocaba pra aprender a tatuar. Fiquei lá seis meses como aprendiz. Fazia de tudo no estúdio. Desenhava, limpava, arrumava a bancada. Eu tinha tudo pra desistir. Sozinha, morando numa cidade em que eu não conhecia ninguém. Mas sou muito teimosa e amo o que faço.

Já aconteceu de tatuador que trabalhava comigo me ver desenhando e jogar meu desenho no lixo. De boicotar, falar que eu não estava, que eu saí. Os tatuadores têm um pouco de sentimento de ‘Nossa, como uma menina nova tá fazendo o mesmo que eu?’. Parece que a gente tá mesmo invadindo o espaço deles.”

Eles conversaram com todas as tatuadoras, que relataram as dificuldades da profissão, a reprovação de alguns tatuadores e o amor pela arte. Leia todas as entrevistas aqui neste link.