Descubra o que as garotas do Testosterona CAM estão fazendo agora - 24 horas online

Vocês nem imaginam o trabalho que dá fazer o Blog. Isso inclui muitas vezes trabalhar também no final de semana, afinal, o Testosterona é algo que eu cuido como se fosse um filho, por isso, nesses 8 anos, pouquíssimas vezes eu pude de fato me afastar dele por completo por mais do que alguns dias. Mas desta vez foi diferente: deixei o blog na mão da equipe e fui curtir umas férias, e claro, acabei pensando numa pauta diferente pra fazer por aqui. Vou contar como foi a viagem de 3 semanas por Alemanha, República Tcheca e Holanda.

A ideia era fazer uma viagem que não ficasse focada em visitar apenas museus e pontos turísticos, por isso, no planejamento eu programei visitar alguns estádios, cervejarias, lojas de música e seguir um roteiro um pouco diferente do convencional. Pra isso, eu e minha namorada alugamos um carro pra poder viajar pela Alemanha e poder ver melhor as paisagens, parar onde achássemos interessante e ter mais liberdade de horários e rotas. Vou separar as principais atrações por cidades pra você entender melhor o que deu pra fazer em cada uma delas.

Alemanha x República Tcheca

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MUNIQUE

Eu tinha planejado passar 3 dias em Munique, mas o voo atrasou aqui no Brasil, acabei perdendo a conexão em Madri e passando metade do dia lá no aeroporto na Espanha, até enfim conseguir embarcar pra Alemanha.

Com um dia a menos na cidade, a agenda ficou um pouco apertada, logo de cara fui fazer uma visita ao Allianz Arena, o estádio do Bayern de Munique. Fiz a tour guiada em inglês, que acontece uma vez por dia, e pude visitar as arquibancadas, vestiários, sala de troféus e conhecer um pouquinho mais deste incrível estádio, o segundo maior da Alemanha. Ele é imenso e tem um restaurante bem legal da cervejaria Paulaner lá dentro. Claro que almocei por lá e passei na fanshop pra comprar uma lembrança.

De lá, voltei pro centro da cidade e fui conhecer o museu da BMW, que conta toda a história da marca, e tem desde modelos clássicos e antigos, aos carros mais modernos. Pra quem gosta de carros, é uma visita recomendadíssima. No dia seguinte visitei o belo centro da cidade, na Marienplatz, você vai encontrar o imenso prédio da prefeitura, uma das construções mais imponentes que já vi, é realmente muito legal.

Munique é famosa pelas suas cervejarias, aliás, você encontra cervejaria por lá em cada esquina, é incrível como esse povo gosta de cerveja. Aproveitei pra visitar a famosa Hofbräus, era uma quinta feira, 5 horas da tarde e estava completamente lotada – e olha que o lugar era imenso e com mesas grandes. Mas felizmente consegui um lugar pra sentar e saborear a deliciosa cerveja da casa ao som de uma banda bem bacana que animou a noite. A cidade é muito organizada e limpa, uma mistura entre cidade grande e cidade pequena, e altamente recomendada para fãs de cerveja.

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Museu da BMW

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Museu do Bayern dentro da Allianz Arena

PRAGA

Na programação original, nossa próxima parada seria Liepzig, mas de última hora resolvemos ir pra Praga e passar o final de semana na República Tcheca. A viagem de carro durou pouco mais de 3 horas, mas no meio do caminho resolvemos parar na cidade de Pilsen só pra passar a tarde e conhecer melhor um pouco do local de origem da cerveja pilsen (se você quiser conhecer melhor, pode visitar o Brewery Museum, que conta toda a história da cerveja na cidade). Em Pilsen, andamos pelo centro, ficamos um tempo apreciando uma exposição de carros antigos que encontramos por lá, e só não bebemos uma cerveja local porque ainda pegaríamos a estrada.

Já de noite chegamos em Praga e fomos visitar um taberna, com cerveja feita pela casa, mas o mais legal é que o local imitava mesmo uma taberna antiga, com mesas de madeira, iluminação feita apenas com velas e atendentes trajando roupas de época. E quando você menos espera, surge um grupo musical com percussão, flauta, violino, dançarinas, lutas de espada e engolidores de fogo, foi uma experiência no mínimo curiosa, e a comida estava deliciosa.

 

Inteior da República Tcheca

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Em Praga não deu muito pra fugir das atrações principais: conhecer o famoso castelo de Praga, a ponte Carlos e o incrível relógio astronômico.  Como isso tudo consumiu praticamente o dia todo, eu ainda dei uma passada na loja do Sparta Prague pra comprar uma camisa do time, mas infelizmente estava fechada, o jeito foi rumar pra um pub pra curtir a noite assistindo futebol por lá. Era dia de República Tcheca x Alemanha pelas eliminatórias da Copa,  e encontrei um pub bem legal pra beber uma cerveja, muito boa por sinal, e ver o jogo. Perto do hotel ficava a Torre de televisão de Žižkov, que aproveitei pra conhecer, lá de cima se pode ver boa parte da cidade e a vista é muito bacana.

Praga é uma cidade extremamente bonita, a vista que se tem da cidade lá do alto do castelo é uma das coisas mais bonitas que eu já vi na vida, e apesar de tirar várias fotos, nenhuma delas conseguiu captar a beleza do lugar. Você precisa ver ao vivo, é de tirar o fôlego. Uma dica: não estacione o carro em locais que não sejam permitidos, ou aprenda a língua local pra entender as placas de sinalização. Tivemos a surpresa de, ao voltarmos pro local onde estacionamos o carro, levar uma multa e encontrar roda do carro travada. Apesar de termos conseguido resolver o problema com certa facilidade, não é algo que você queira passar durante uma viagem.

Em seguida seguimos pra Berlin, mas paramos pra almoçar na cidade de Dresden, na Alemanha e fomos a um restaurante da Paulaner, onde comi  uma carne de porco com um molho à base de cerveja que valeu por si só a breve visita à Dresden. Aliás, na Alemanha, você vai encontrar muita comida feita com carne de porco, além das salsichas locais, que eu não recomendo.

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Parte da incrível vista de Praga

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A Taberna Medieval

 

BERLIN

A próxima parada era Berlin. Ficamos 4 dias lá e não deu pra ver nem metade das coisas que eu planejava. O estádio olímpico, por exemplo, eu só tive tempo de passar na frente. Berlin tem uma cena punk muito forte e eu, como fã de rock, fui conhecer a famosa gravadora/loja Core Tex, e procurar algumas raridades de algumas bandas. O legal foi que a loja fica numa área fora dos pontos turísticos e deu pra ver um pouco de como é o dia a dia por lá.

Em seguida, aproveitei e fui visitar o Museu do Ramones, que nada mais é do que uma espécie de bar, com uma pequena mas muito interessante área dedicada à banda, com itens dos mais diversos, como pôsters de shows, peças de roupas dos integrantes, um pouco da história da banda, discos autografados e por aí vai. Apesar de muito legal, recomendo apenas pra quem é fã da banda.

Uma bela frase escrita no muro de Berlin: "Vamos jogar com raça e com o coração, é o time do povo, é o coringão"

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Em Berlin, as lembranças da guerra e do pós guerra, como a construção do muro, estão por toda a parte. A carga histórica que a cidade carrega é incrível e, por isso, você acaba querendo conhecer mais sobre como foram aqueles tempos. Além de visitar o East Side Gallery, que é um pedaço bem grande do muro conservado e que tem obras de artistas famosos do mundo todo, fui conhecer o museu judaico, que é enorme e consome horas do seu dia. Tem também o museu Topografia do Terror, que conta em fotos alguns capítulos pesados da segunda guerra mundial, e também o checkpoint Charlie, que é outra lembrança da guerra.

Nos outros dias ainda fomos conhecer alguns pubs, como o The Irish Pub, e passamos pelo imponente Portão de Brandenburgo. Largamos o carro no hotel e andamos de metrô pra nos locomovermos por lá. Como na maioria das cidades que passei, andei pelas ruas, pra conhecer melhor a cidade, e Berlin é uma cidade incrível, com muita história. Aquela coisa de cidade grande, com muita gente de outros lugares do mundo, muita coisa pra fazer, e certamente merece uma vista maior e com mais tempo pra, de fato, viver a cidade. E apesar de ser capital, infestada de gente, as ruas são limpas e tudo muito organizado, pelo menos em comparação com a minha cidade natal, São Paulo. Passei também no famoso museu de cera Madame Tussauds, que tem umas estátuas de celebridades em tamanho real muito bem feitas, de Albert Einsten a Adolf Hitler, e também de muitos esportistas como Muhammad Ali, Franz Beckenbauer e até o Messi.

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Museu do Ramones

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Entrada da Core Tex

 

HANNOVER

De Berlin, seguimos pra Dortmund, mas escolhemos passar um dia em Hannover, que é bem no meio do caminho, cerca de 3 horas de carro de Berlin. Minha impressão é de que é uma cidade pra quem tem um poder aquisitivo um pouco maior. Pequena e muito aconchegante, a cidade é muito bonita e muito organizada também. Por lá, eu tive tempo de passar numa loja de esportes, a Karstadt Sports, onde achei algumas camisas de futebol bem bacanas, do Shalke 04, Hamburgo, St Pauli e outros times alemães. Aproveitei e fiz uma breve visita ao HDI Arena, o estádio do time local, o Hannover 96.

Por lá também tem uma igreja sem teto, que foi atacada durante a guerra e hoje virou apenas um ponto turístico. Outro lugar incrível que passei na cidade foi pela prefeitura, que segundo os locais, é uma das poucas construções que ficaram intactas aos bombardeios durante a guerra, e que foi construída no começo do século passado – mas se parece com uma construção muito mais antiga, e rende umas fotos bem legais pros turistas.

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Dentro da Fanshop do Hannover 96

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A antiga prefeitura de Hannover

 

DORTMUND

A última parada na Alemanha era Dortmund, mas na verdade, pra mim, era um dos pontos altos da viagem, afinal eu já tinha comprado pela internet ingressos pra um jogo do Borussia Dortmund. Então, dessa vez eu não iria apenas visitar o estádio vazio, ia assistir a um jogo no estádio com a maior média de público da Europa.

Chegamos na cidade já no dia do jogo e fomos logo visitar a fanshop do time e os arredores do estádio. Dortmund, apesar de ser uma cidade basicamente industrial, é muito bonita e arborizada, e em dia de jogos do Borussia todos entram no clima. Os bares ficam cheios, o estádio lotado e a impressão é que a cidade vive em função do time. Depois de deixar as malas do hotel, fomos de metrô pro estádio e assistimos o jogo ao lado de nada menos do que 80 mil torcedores.

 

 

No dia seguinte foi a vez de conhecer o museu do futebol alemão, que é incrível, muito interativo e conta a história de toda a evolução do esporte no país, as conquistas da Alemanha nas copas e muito sobre os times alemães. Lá tem até a flâmula do fatídico 7×1. Pra apreciadores de cerveja e futebol, Dortmund é o paraíso. Obviamente procuramos um bar pra passar a noite, e encontramos o ótimo Brauhaus Wenkers, um belo pub com decoração com camisas de times de futebol, vi até uma do flamengo por lá. No dia seguinte, era hora de devolver o carro e partir de trem pra Amsterdã. Mas essa parte final da viagem eu vou contar só no próximo post.

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Momentos antes do jogo do Borussia Dortmund

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No museu do futebol alemão, eles guardaram este souvenir da Copa no Brasil