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Será que é seguro usar dados pessoais ou datas comemorativas? Você já pensou em quais critérios utiliza para escolher suas senhas de segurança quando faz qualquer cadastro na internet? É muito comum ficarmos irritados com algumas regras que são exibidas para criar a senha ideal, seja ela: letras maiúsculas, números e símbolos ou até sugestões de senhas mais fortes.

Uma pesquisa da LastPass, desenvolvedora do gerenciador de senhas da LogMeIn, mostra que quando se tratam de senhas pessoais há uma mescla entre psicologia, comportamento e atitudes que influenciam na escolha da senha.

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Não repita as senhas

Apesar dos roubos recentes de senhas por hackers, violações de dados pessoais que costumamos ver em muitas notícias e das repetidas recomendações de especialistas para usar senhas fortes, as conclusões do estudo revelam que os consumidores ainda precisam adequar seus próprios comportamentos e deixar de usar a mesma senha em vários serviços. O ideal é que não seja feita a chamada reutilização de senhas.

Não pense que “tal senha é menos importante’

Entre as principais conclusões em torno dos tipos de personalidade e comportamentos on-line, destaca-se que quase metade dos entrevistados classificados na pesquisa como Tipo A, não acreditava que estava sob um maior risco reutilizando senhas. Em compensação, mais da metade dos entrevistados classificados como tipo B acreditava que precisava reduzir o número de contas e atividades on-line por conta do medo de roubo de senhas.

Convencidos de que suas contas são de pouco valor para hackers, eles são capazes de manter suas atitudes relaxadas e descontraídas em relação à segurança das senhas.

Se achar que corre risco, mude

A pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados entende que seus comportamentos digitais os colocam em risco, mas não fazem nenhum esforço para mudá-los. Apenas 5% dos entrevistados não conheciam as características de uma senha segura, e a maioria deles tinha a compreensão de que as senhas devem conter letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos.

Além disso, 91% dos entrevistados disseram que há riscos inerentes associados à reutilização de senhas, no entanto 61% continuam usando senhas iguais ou similares assim mesmo. Dessa forma, mais da metade, no caso 55%, continua agindo dessa mesmo compreendendo os riscos.

Mais usados

Os resultados da pesquisa mostram que, ao tentar criar senhas seguras, 47% dos entrevistados incluíram nomes de familiares ou suas próprias iniciais. Outros 42% usaram datas ou números importantes, e 26% usaram o nome do animal de estimação — todas essas informações geralmente são facilmente obtidas em sites de mídias sociais, por exemplo.

Prioridades

Além disso, os consumidores priorizam a força de suas senhas levando em consideração quais contas eles acreditam que precisam ser mais seguras. Os entrevistados indicaram que criam senhas mais fortes para serviços financeiros (69%), seguidos por varejo (43%), mídias sociais (31%) e entretenimento (20%).

Além de parecer pouco intuitivo priorizar todas essas contas em um mesmo nível, o Identity Theft Resource Center reporta que apenas 21 instituições financeiras foram violadas em 2016 entre mais de 657 empresas. Se as senhas forem as mesmas entre várias contas, os cibercriminosos que atacam contas de baixa prioridade podem facilmente ter acesso a coisas mais importantes, como contas bancárias e cartões de crédito.

A pesquisa Psicologia das Senhas foi encomendada pela LastPass e realizada pela empresa de pesquisa independente Lab42 entre 4 e18 de maio de 2016. As respostas foram obtidas a partir de um levantamento com 2.000 adultos, maiores de 18 anos, que tenham pelo menos uma conta on-line.