Essa mulherada anda muito histérica. Qual o problema em errar o nome? Confundi, oras. Quem nunca? Já era, agora a Pri não vai querer me ver nem pintado por uns tempos. Despintado, talvez. Segue em frente.

Sexta-feira e o que tem pra fazer nessa cidade? Duas da tarde e não trabalhei nada hoje. Aliás, não tenho trabalhado nada nesses últimos tempos. E essa de trocar a noite pelo dia tá me matando. Vou usar a boa e velha tática do “eae sumida” no WhatsApp e aí vai no sorteio. A gata que estiver disponível, leva. Leva mesmo, no caso. E o Tinder? Cara, você usa o Tinder? Deveria. Faz um teste aí. É ótimo pra arrumar mulher e nem dá trabalho. É um risco, claro, você sempre pode cair no golpe da gordinha que tira foto de cima pra mostrar só o decote, ou no golpe da espinhenta que enche a foto de filtro. Acontece. O Snapchat você usa, né? Peloamordedeus, você não sabe o que tá perdendo, cara. Baixa aí e depois me fala.

Esses aplicativos aí ajudam pra caramba. Poupam aquela frescuralhada de “E aí, sumida? E as novidades?”, “O que tem feito de bom?”. Você vai lá, manda um toque “tô a fim” e se ela responder, beleza, fechado. Mas tem muita mina ainda que me aparece na quinta-feira com o clássico “Sonhei com você, nhénhénhé”. Pode reparar. Elas vêm como quem não quer nada, inventam um qualquer coisa só pra puxar assunto na maior cara de pau. Valem nada também. Se for ver, ninguém vale muita coisa mesmo nessa caçada neoprimitiva que é a vida.

Mas vamos lá. Mesma coisa. Caçar comida, caçar mulher, caçar assunto, caçar dinheiro. O homem não evoluiu nada nessa vida, tudo conversa de estudioso de ossos e dinossauros e essas coisas enterradas e escritas em muros. A gente evolui, evolui e tá sempre caçando alguma coisa pra sobreviver. As mulheres, veja você, evoluem, evoluem, lutam por liberdade, isso e aquilo, e agora me aparecem com desejos reprimidos querendo apanhar, se escondendo atrás de livros e filmes eróticos escritos por mulheres igualmente reprimidas. “Nossa, que absurdo os homens das cavernas puxavam suas mulheres pelos cabelos.” “Ai, bonitão Grey, me algema.” Ué. Vai entender.