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Blog do Edu: Respondendo os leitores #1

O Testosterona está completando 12 anos no ar. E eu sei que muitos de vocês passaram a acompanhar o blog em algum ponto dessa jornada, mas não tem muita ideia de como o Testosterona surgiu, quem faz o blog ou o que a gente pensa em relação a alguns temas. Então surgiu a ideia do Blog do Edu.

Por isso, decidi abrir este canal mais próximo de comunicação com os leitores, e de vez enquanto responder algumas perguntas de vocês.

Blog do Edu

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O blog do Edu vai funcionar de uma maneira completamente diferente do resto do blog, pretendo usar este espaço pra contar algumas histórias e curiosidades de como o Testosterona é feito, e histórias que aconteceram com a gente ao longo desses 12 anos.

Abri espaço pra perguntas nas nossas principais redes sociais, e separei algumas que foram enviadas

De onde surgiu a ideia de fazer o Blog Testosterona? De onde veio a inspiração?

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Essa é fácil, o Testosterona surgiu na metade de 2008, sem muito planejamento ou uma ideia bem definida do que ele seria.

Eu estava prestes a ir morar no Canadá, e queria ter algo pra manter contado com o Brasil, aí surgiu a ideia de fazer um blog. Eu queria um blog com temas com os quais eu me identificasse, esse sempre foi o meu critério.

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A inspiração veio 100% de um livro que eu tinha acabado de ler, “As Mentiras que os Homens Contam”.

Deixo aqui como dica, tanto As mentiras que os homens contam, como As mentiras que as mulheres contam são ótimas dicas de leitura.

Quando o blog deixou de ser diversão e virou um trabalho de verdade?

O Testosterona não deixou de ser diversão em momento algum, e eu sou muito feliz e realizado em ter um trabalho que seja tão divertido e gratificante.

Depois de manter o blog “só por diversão” por dois anos e ter outro trabalho paralelo enquanto eu morava no Canadá, achei que aquele era o momento de me dedicar ao Testosterona por completo, voltei pro Brasil e passei a me concentrar 100% no blog, e ter uma visão mais comercial. To até hoje nessa aventura.

Qual post você mais gostou de ter feito?

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São mais de 10 mil posts, e eu jamais vou conseguir ter algum preferido, mas os posts que eu mais gosto de fazer são sobre música, séries e pornografia.

Você se arrepende do tipo de humor no qual você se baseava antigamente?

Não me arrependo de forma alguma. O humor do blog refletia o que eu penso sobre humor, e convenhamos, humor politicamente correto é uma grande merda. Nós fazíamos humor machista, e não apologia a violência contra a a mulher.

Por outro lado, é inegável notar que a forma de pensamento das pessoas estava mudando, se você parar pra pensar, em 12 anos você pega praticamente uma troca de gerações.

Havia toda uma mudança de comportamento acontecendo e o humor do blog ia conta essa corrente. Em algum momento decidi que o Testosterona não faria mais humor machista e mudaríamos a pegada do blog. Assim foi feito. Até porque não dá pra ficar preso na mesma fórmula pra sempre.

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12 anos atrás a internet era bem limitada, você esperava alcançar todo esse sucesso?

Não, nem em sonho. Eu já tinha tido um site sobre rock e heavy metal, e sempre gostei de criar conteúdo, mas não achei que o Testosterona tomaria proporções gigantescas.

Eu acredito que o blog estava na hora certa e no lugar certo. Havia pouco conteúdo sendo feito pra homens naquela época, ainda mais com uma pegada com bastante humor.

A premissa era extremamente simples, falar de esportes, sexo, mulheres, cerveja, cinema… todo mundo gosta disso.

Vocês sofrem muitos ataquem de grupos feministas que dizem que a página é machista?

Reduzir o Testosterona a machista eu acho que é uma forma equivocada de ver o blog hoje em dia. Quando nosso humor tinha essa pegada machista, havia sim grupos feministas querendo tirar o site do ar.

Mas isso foi há muito tempo, hoje em dia acredito que existam problemas muito maiores pras feministas se preocuparem do que o Testosterona.

Edu, você sempre encarou os xingamentos no twitter de boa?

Só pra contextualizar, o Testosterona tem diferentes tipos de público, em diferentes redes sociais. Eu acredito que quem só acompanha o blog por exemplo pelo Facebook, não tenha muita ideia de quem faz o Testosterona. Já quem me segue no twitter tem uma ideia um pouco melhor. O twitter é minha rede social preferida, por lá nem sempre to falando só do blog, e cansei de fazer piadas machistas por lá em meados de 2012, por isso, a rejeição sempre foi muito grande ali.

Dito isso, vejo que as pessoas levam a internet muito a sério. Enquanto eu fazia piada sobre mulher precisar de terapia, “Ter a pia cheia de louça pra lavar”, eu mesmo estava lavando louça em casa. Como eu não tenho muito apego a opinião dos outros e sempre achei engraçado a revolta que o blog causava em algumas pessoas, fiz questão de retuítar pros meus seguidores no twitter, todos os xingamentos recebidos. Mas, sim, sempre levei muito na boa.

Eu sou uma pessoa muito tranquila e confortável com o meu trabalho. Eu prefiro valorizar os elogios aos xingamentos. Todo mundo tem direito de se expressar, ninguém é obrigado a gostar de mim ou dos posts e tá tudo bem.

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Edu, posta uma foto sua pra gente ver como você é. Não faço ideia de como você é.

Tem uma foto minha na assinatura dos posts, há pelo menos uns 5 anos. Em todo caso, vocês podem ver minhas fotos no Instagram.

Investe mais em conteúdo musical e rock, as matérias são muito boas.

Como música talvez seja a minha grande paixão, prometo que farei mais posts sobre isso daqui pra frente, até porque assunto não vai faltar. Quem ainda não viu, pode ler algumas das matérias na nossa sessão de música.

Vocês pretendem fazer um canal no Youtube?

Essa é um boa pergunta pra falar porque eu pouco apareço e pouco aparecerei.

Eu entendo a transformação da forma de se comunicar com o público, redes como Instagram e Youtube que aproximam mais os criadores de conteúdo dos seus seguidores. Nós temos um canal no Youtube, mas isso dá um trabalho enorme, e consome tempo em que eu poderia usar pra escrever diversos outros post no blog.

Conteúdo audiovisual nunca foi algo que eu me senti confortável fazendo, tentamos algumas coisas no youtube, mas sinceramente eu prefiro fazer o blog, do jeito que ele é e não acho que eu precise seguir a tendência da maioria. Não sei se ainda existem outros blogs que começaram com a gente e que mantém a essência blogueira. Não tem nada errado em mudar e abraçar novas tecnologias, eu só prefiro me manter assim.

Quem gosta do Testosterona vai ler o blog. Entendo que perdemos a chance de ter mais leitores ficando apenas no site, mas eu prefiro ser fiel ao meu modo de pensar e criar pros nossos leitores de uma maneira que eu seja verdadeiro.

Junte a isso o fato de eu ser uma pessoa caseira, sossegada e não quero ser um influenciador digital, fico muito feliz que as pessoas acompanhem o blog, mas to longe de querer servir de exemplo pra alguém ou misturar minha vida pessoal com o blog. O máximo que consigo fazer foi essa ideia do Blog do Edu.

O Testosterona é pro movimento LGBT?

É claro que sim! É preciso respeitar o direito das pessoas de expressar a sua sexualidade livremente!

Se você que estiver lendo isso aqui for preconceituoso com gays, lésbicas e transexuais, sinto lhe informar, mas nós jamais apoiaremos isso, e você não é bem vindo aqui.

Se for analisar, vocês são quase a Playboy. A nudez é a melhor coisa do blog. Mas vocês já pensaram também em postar algo sobre carros?

Tem uma história curiosa de bastidores sobre isso e que é algo que eu quero fazer mais vezes aqui no Blog do Edu. Mais ou menos em 2016, quando a Playboy estava se reformulando aqui no Brasil, eles nos chamaram pra cuidar da parte digital e do site deles.

Mas pra isso eu precisaria deixar o Testosterona de lado e trabalhar pra eles. Prontamente recusei, e a Francini já trabalhava no Testosterona topou, e passou 6 meses trabalhando na Playboy e no Testosterona.

É uma pena que a Playboy tenha ficado pra trás. A Internet veio com tudo e passou oferecer gratuitamente justamente o que era o diferencial da Playboy. Eles poderiam ter um site muito forte e com conteúdo de primeira ainda hoje.

Nós temos uma sessão sobre carros, que nem sempre é atualizada, principalmente porque é um assunto que eu não entendo muito e é difícil arrumar colaboradores que queiram escrever sobre o tema.

Como foi o trabalho pra divulgar e conseguir seguidores?

Eu sempre achei importante estar nas redes sociais, pra divulgar o trabalho. Mas antes de tudo acho que é preciso que o conteúdo seja no mínimo interessante pra quem é impactado com algum post do blog. Não adianta só divulgar, se o conteúdo não é bom, não adianta. O Twitter e o Orkut foram as redes principais pra divulgar o Testosterona nos primeiros anos.

Faz o que ama ou ama o que faz?

Eu amo o que eu faço, o blog me deu uma oportunidade única de viver a vida mais ou menos como eu sempre desejei. Eu sou meu chefe, eu trabalho de casa, com um tema e assuntos que são de meu interesse. O blog me fez conhecer pessoas incríveis das mais diversas formas, e eu espero que ele dure o tempo que for necessário.

Mande suas perguntas pro próximo Blog do Edu nas nossas redes sociais.

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