Há alguns anos se tornou comum as montadoras brasileiras aumentarem o período de garantia dos carros. Fácil lembrar que o mais comum, no passado, era apenas um ano de garantia nos carros populares e até mesmo nos populares premium. De uns anos para cá, se tornou grande alvo da estratégia de marketing das concessionárias venderem carros (mesmo os populares) com três, cinco e até seis anos de garantia. De cara parece ser um ótimo negócio para o consumidor, mas nem sempre é assim!

O primeiro ponto é: a garantia NÃO é de graça!

Quando você compra um carro na garantia, ela só permanece valendo se todas as manutenções preventivas e revisões forem realizadas nas concessionárias autorizadas. E é aí que eles ganham dinheiro: por exemplo, a troca de óleo (filtro de óleo e combustível) de um popular 1.0 numa concessionária em Belo Horizonte fica entre 300 e 400 reais. Numa oficina de confiança, não passa de R$150,00. Um par de pastilha de freios de um Hatch médio fica em mais de 400 reais. Olha aí no Google qual é o valor de um par de pastilha de freio! Sacou? Eles obrigam você a fazer as manutenções por preços SURREAIS!
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E quando a garantia precisar cobrir um reparo de milhares de reais? Dá uma passada no Reclame Aqui e veja ao que se refere mais de 90% das reclamações dos clientes com as montadoras brasileiras. O texto se repete: “Meu carro apresentou um defeito, fui na concessionária e ela disse que era problema na peça X e que, apesar de estar no manual que é uma peça coberta pela garantia, eles consideraram mau uso!”

Por exemplo, eu tenho um amigo aqui de Belo Horizonte que comprou um sedã médio em 2013 e realizou todas as manutenções (com seus preços abusivos) numa mesma concessionária. Quando seu carro apresentou um barulho estranho e a concessionária descobriu que era um reparo mais sofisticado, advinha? “Mau uso”.

Mas há também exemplos positivos

Muitas concessionárias cumprem com os contratos de garantia suprindo todos os problemas previstos no manual do veículo. Antes de comprar um carro novo é muito importante buscar referências do pós-venda daquele fornecedor, procurando pessoas que já compraram naquele lugar. Como em todos os ramos do mercado, há empresas justas e também aquelas que não valem a pena se relacionar.

Esse artigo poderia ficar infinito se eu listasse os exemplos de pessoas que tiveram o mesmo problema, mas vou deixar o espaço para vocês comentarem! Quem aí já sofreu para conseguir seus direitos durante a garantia? E quem já passou por boas experiências?