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Não sei se o que conquista é o charme, o jeito rebelde ou a audácia. O que sei é que há algo único nos Hot Rods. Eles têm cara de mau, gritam muito, chamam atenção por onde passam e desafiam os melhores mecânicos quando colocam 300, 450cv ou mais em um carro com mais de 60 anos de idade.

Um Hot Rod é o supra-sumo da personalização de carros. Isso porque o estilo exige que quase tudo seja artesanal, que nenhum centímetro de fibra de vidro seja utilizado na carroceria, que nenhum carro seja igual ao outro e, acima de tudo: potência e nostalgia. Você precisa continuar deixando o carro sendo o modelo que ele é.

Esse estilo surgiu em Los Angeles, durante os anos 30. Montadoras americanas já fabricavam modelos com motores V6 e V8, mas havia a necessidade do proprietário de cada veículo se sentir único, de ter a máquina mais violenta e ao mesmo tempo charmosa em toda a Califórnia.

O Hot Rod consegue casar perfeitamente com o estilo “Chopper” de personalização de motos em muitos aspectos:

– Visual imponente

– Pintura feita a mão

– Rodas largas e exclusivas, muitas vezes feitas por encomenda

– Cores nostálgicas na pintura e no estofamento

– Tempo de projeto: você pode passar mais de 5 anos montando um Hot Rod e ainda ficar em 40% do que deseja

– Escapamentos gritantes, muitas vezes cuspindo fogo

Embora eu não tenha dados oficiais, acredito que seja o estilo mais caro de personalização, pois quase não temos especialistas em Hot Rod no Brasil, precisamos importar quase todas as peças e fabricar as outras. Então entram em cena itens como torno, CNC, cortador de plasma, aço de boa qualidade, tintas que precisam ser criadas e ainda tempo livre do projetista, que quase sempre estará em algum projeto de longa duração.

Em termos de valores, não rola um padrão, mas com certeza um bom Hot Rod sempre vai ter seu custo inicial na casa dos 80 mil. É uma brincadeira bem limitada, mas como as fotos abaixo mostram, aposto que vale cada centavo:

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