Clássicos da cultura norte americana, os muscle cars eram sinônimos de potência e músculos nos carros. Eles foram diminuindo as cilindradas dos motores de acordo com o aumento da crise do petróleo, que atingiu o mundo no final da década de 70. Felizmente, nos últimos anos as montadoras voltaram a fabricar muscle cars como devem ser: grandes, potentes e com oito cilindros em V!

Em terras brasileiras, também já tivemos nossa era de ouro com muscle cars inspirados em modelos norte-americanos, apesar de adaptados à nossa realidade.

Dodge Charger R/T

Particularmente, é meu carro brasileiro favorito de toda história. Baseado no Dodge Dart americano, o Charger R/T usava a mesma estrutura do seu irmão, Dodge Dart, porém com a grade frontal diferenciada (para ter cara mau) e extensões na coluna traseira inspiradas no Charger norte americano. Ainda trazia alguns detalhes esportivos, como falsas entradas de ar no capô, capota de vinil e interior diferenciado. Mas o principal ingrediente deste clássico estava sob o capô, o mesmo bloco V8 de 318 polegadas de alta compressão que rendia 215 cavalos de potência bruta! É beliscar o acelerador para fritar o pneu e sentir a traseira saindo! Durante muito tempo este o foi o carro nacional mais desejado, que infelizmente não sobreviveu a crise do petróleo e foi retirado de fabricação pela Volkswagen (que adquiriu os direitos da Dodge no Brasil) no início da década de 80.

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Maverick GT

Em 1973, logo após o início das atividades no Brasil, a Ford lançou seu modelo de médio-grande porte para concorrer com o sucesso de venda do Opala e de status da dupla Charger e Dart da Dodge. O modelo GT vinha equipado com um motor V8 de 302 polegadas e 199 cavalos de potência bruta e devido ao sucesso nas pistas, o Ford Maverick ficou conhecido na década de 70 como “o rei de Interlagos”.

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Opala 250s

Quase uma década depois de seu lançamento, a GM lançava o Opala com o motor 4.1 modificado: o famoso 250-S. Utilizava tuchos de válvulas mecânicos em vez de hidráulicos, que permitiam mais altas rotações, exigindo gasolina azul (B) de maior octanagem, comando de válvulas de maiores duração e levantamento e carburador de corpo duplo, DFV ou Solex-Brosol, no lugar do simples.

O novo motor de seis cilindros trazia 171 cavalos de potência bruta frente aos 140 cavalos do 4.1 tradicional e permitia que o carro chegasse quase aos 200km/h. Com auxílio da tração traseira, o 250 até hoje é um dos carros nacionais mais divertidos de ser guiado!

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Puma GTB (Série 2)

Utilizando o mesmo motor 4.1 do Opala 250-S, a Puma trouxe, além de desempenho, itens de série raros até então no Brasil como cintos retráteis, bancos de couro, ar-condicionado e vidros elétricos. Com desempenho parecido com o do Opala 250-s o modelo nacional, apesar de menor, não poderia ser esquecido como um clássico que também era sinônimo de força e desempenho.

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