O texto dessa semana será diferente, vamos sair das listas para falar sobre mercado de carros!

Com a chegada do novo motor 1.0 turbo de 105cv da VW temos mais uma evidência de que a tendência downsizing, já realidade na Europa, pode estar se fortalecendo no Brasil. Também não podemos esquecer da chegada do Fiat 500 Abarth que, com apenas 1100kg, traz sobre o capô um motor 1.4 Multiair Turbo, de 16V, de 167 cv, o suficiente para levar o italianinho de 0 a 100 em apenas 6,9s (apenas 0,4s a menos que o Golf GTI). Ainda podemos mencionar o Citröen DS3 com motor 1.6 de 165cv e os Peugeots  THPs de 173cv.

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Para começar: o que é esse tal de downsizing?

Muito comum em outras áreas, o termo downsizing chegou de vez na indústria automotiva. E a regra é clara: diminuir o consumo e a emissão de poluentes sem abrir mão da segurança e do conforto de um motor com uma potência razoável.

Em resumo, o downsizing é a redução do “tamanho” dos motores com a manutenção a potência e redução no consumo médio de combustível, por exemplo, enquanto alguns modelos brasileiros vêm com um “motorzão” de 2000 cilindradas nos seus sedãs entregando 140cv, 150cv, a família t-jet da fiat entrega mais de 150 cv com apenas 1400 cilindradas. Para passar da casa dos 100 cv, a Volks trazia nos seus modelos o antigo motor 1.6, mas agora com o 1.0 turbinado entrega 105cv: desempenho, modernidade e economia.

O que falta para a moda pegar no Brasil?

A Fiat trouxe esse conceito em carros mais sofisticados (para o padrão brasileiro, lógico), ou seja, cobrando mais de 60mil. Quando se falou que a Volks iria trazer o 1.0 Tsi para o Brasil, o medo de todo mundo foi o mesmo: “Se o Up! com o motor 1.0, acabamento fraquíssimo, que não vende nada está saindo por 35mil, imagina o preço do turbo!”. E infelizmente essa é a verdade, a versão mais básica do Up! Tsi vem por mais de 43mil!!! Difícil de convencer o consumidor abrir mão de um New Fiesta, de um C3 ou de um Punto em prol de alguns cavalos de potência a mais.

O provável caminho dos carros com o conceito downsizing é o que a FIAT, Peugeot e Citröen estão seguindo, com a ideia de trazer ao invés de motores 2.0 com sede de gasolina, usar motores menores turbinados na sua linha esportiva, como foi feito com os Peugeots 308, 2008, com os FIATs Punto, Bravo, Linea e agora o 500. Com os preços surreais da gasolina e o aumento da exigência do consumidor brasileiro, o esperado é que as outras montadoras também tragam carros de qualidade com motores potentes, modernos e econômicos.

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